Quem e o que você leva para sua cama?


Ao deitar para dormir trazemos em companhia o que vivenciamos. Pessoas, lugares, sentimentos e pensamentos, o que dissemos e como reagimos a cada momento do dia.


Incorporamos coisas boas ou não tão boas, que vão para a cama conosco e se tornam nossos sonhos ou pesadelos, que tiram o sono e atormentam como fantasmas, ou que acalentam e  acalmam.

Na hora de dormir, a nossa verdadeira condição espiritual se revela, seja agradável ou não. Prevalece o silêncio externo e acordam as imagens, vozes, ruídos internos.  Sutis, porém tão vivos quanto a realidade material.

Acordam as criações mentais e emocionais que circundam o nosso ser.

Quem não quer recostar no travesseiro e dormir tranquilo?

Ir para a cama sem medo, sem sombras, sem choro ou desespero, sem ódio ou remorso e sem preocupações, dependerá do que estamos deixando invadir a nossa intimidade.

Existe uma inter-relação profunda entre os estados de sono e de vigília. Um irrompe o outro, como forças entrelaçadas na multidimensionalidade do ser.

Durante o sono físico vivenciamos mais abertamente as dimensões sutis. Liberam-se as amarras repressivas impostas pela autoimagem. 
O espírito sai em busca das energias que lhe satisfaçam o seu padrão vibracional. Os ambientes e semelhantes o atraem como imãs.

Trazemos ao acordar as impressões que se gravam nos corpos sutis.

Em vigília estas impregnações nos acompanham e nos conduzem a ações.

Portanto, via de mão dupla, trazemos e levamos a carga energética que assimilamos entre os dois mundos, no ir e vir.

Precisamos estar conscientes desta interação.

Ao acordar, reiniciamos o aprendizado terreno. Todos os dias uma nova chance, um novo recomeço para fazer diferente e melhor que o dia anterior.  

Você tem consciência de qual pensamento lhe ocorre ao despertar pela manhã?
E qual a sensação que lhe domina, o humor que lhe move?

Tudo parece dar errado, as pessoas estão sempre contra você, o trânsito, a chuva, o horário, os compromissos?

Você acorda triste, cansado, sem vontade?

Procure reconhecer, preste atenção em quem e o que anda dormindo com você. Que tipo de energia está dominando sua vida. 

Você dorme com seu trabalho, seu chefe, sua sogra, sua vizinha? 
Deita-se com os seus ressentimentos e preocupações?

A convivência com o mundo é conduzida de acordo com a energia que colocamos à disposição, resultando em nossa bagagem de experiências diárias e companhias energéticas noturnas.

Escutar o próximo ou não, compartilhar ou se esquivar, querer bem ou maldizer. Ter paciência ou ser explosivo, viver no automático ou ser consciente. O mundo externo nos responde em sintonia com a nossa condição energética íntima.

Estarmos conscientes ajuda na renovação a cada instante, com atenção para não permanecermos nos mesmos erros passados.

Mudar de sintonia, abrir espaço para o novo, desfazer-se de valores e crenças ultrapassadas.
Esvaziar-se das trevas e preencher-se de luz! Não basta escondê-las, porque à noite elas acordam. Desfazer-se, desapegar, este é o caminho.


Esta é a nossa tarefa enquanto na trajetória terrena, durante o convívio com a família, no trabalho e nas outras esferas da vida. Temos algo a oferecer e um tanto a receber, normalmente, na mesma medida proporcional.

Ah, mas aquela pessoa provoca sua raiva, aquele outro lhe tira a paciência e assim é o seu dia. 

Então, veja bem, essas pessoas estão passando na sua vida para lhe ensinar algo, certo?

Sim, pessoas e situações com as quais temos que aprender a superar nossas inclinações negativas. Resgates de outras vidas e novos vínculos e ensinamentos.

E para não levarmos todos eles para nossa cama, como um estorvo a carregar, temos que, na condução do dia a dia, praticar a nossa transformação interior, nossa reforma íntima, o autoamaor e o amor ao próximo.

Se oferecemos um sorriso, provavelmente receberemos a simpatia do outro.  Se mostramos a raiva, dificilmente teremos algo melhor que isso como resposta. Mesmo usando as máscaras que encobrem a realidade da aura, pensamentos e sentimentos extrapolam os disfarces.

O corpo sutil tem uma extensão energética muito maior que a do corpo físico. Quando estamos frente a frente a alguém, a aura lhe toca antes que as mãos.
Há um encontro energético entre as almas que se tocam ou se repelem. Um choque áurico que pode ser bom ou ruim, dependendo do padrão vibratório de ambos.

Quando nossa alma está repleta de harmonia, paz e alegria, quem nos recebe pode assimilar esta energia revigorante. Na tristeza, raiva, e outros estados negativos, nada temos de bom para oferecer e, ainda para completar, acabamos por incorporar o sofrimento e negatividades do próximo.

Para dormir melhor é necessário viver melhor. 
Quantos ficam a rolar de um lado para o outro, deixam a televisão ligada, ficam no computador, driblando o cansaço,  para evitar  o contato íntimo consigo mesmo? 

Na dimensão onírica e espiritual a solidão é ainda maior. Sem o excesso de estímulos materiais, é uma experiência introspectiva e solitária.

Alguns acham que ficar sozinho é sinônimo de solidão, mas quando estamos bem conosco, não há necessidade de mais nada, de mais ninguém. No lugar da solidão, instala-se a solitude.

Solitude é um sentimento que acompanha a quem aprendeu o autoamor e que pratica a compaixão para si e para o próximo, que desvela as sombras. Enfrenta a solidão do ego e a ilusão da separatividade, concectando-se ao Todo. 

Muito diferente do que se considera, na verdade, a solidão acontece na companhia desagradável do medo e de outras emoções e de pensamentos negativos e pesados que causam sofrimento.Quando chega o momento de ir dormir, tudo isso se aflora com mais força.

Para dormirmos em paz é necessário, na calada da noite, aprendermos a nos harmonizar com nosso mundo interior. Enfrentando corajosamente o barulho e a desordem internos que gritam e não deixam dormir.

Assim, durante o dia, trazemos para a vida a  paz de uma noite de sono tranquilo, que transborda do mundo íntimo, quando estamos na energia e companhia da solitude.

Namastê!



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