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quarta-feira, 9 de março de 2016

Vampirismo Sexual


A sexualidade é um tema amplo e, ao incluirmos as implicações energéticas, desvendamos a importância que a vida sexual tem para a saúde espiritual, mental e física. A energia sexual é essencial no desenvolvimento das relações com o meio externo, proporcionando prazer e envolvimento, criatividade e motivação.
Como está sua vida sexual e sua relação com seu parceiro?


terça-feira, 7 de julho de 2015

É preciso sentir paixão...

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Não acredito em relacionamentos conjugais sem paixão. A sexualidade que une dois corpos é fundamental para temperar a relação, sendo que o sexo se fundamenta no desejo.

Todo desejo tem como condição uma relação de querer, de se apegar. Não é proibido desejar...

A celebração da vida acontece principalmente na sexualidade. Quando o desejo sexual desperta na juventude, o espírito passa a viver apaixonadamente e perigosamente. É mais atrevido, tem mais energia e vontade de conquistar. Na experiência apaixonada ele abraça a vida e aprende o amor.

Na velhice o desejo vai se esvaindo assim como a energia telúrica e o espírito começa a preparar o seu retorno para o mundo astral. Nesta fase o amor libertará do apego à matéria.

Entendo que nem todos vivenciam o ciclo completo. Algumas pessoas desencarnam no frescor da juventude ou da infância. Mas, as mãos do Criador estão sempre na condução de cada caso.

O processo natural da vida e da morte nos ensina pela paixão e pelo amor.

Sabemos que a paixão desmedida é uma brecha para o desequilíbrio. Os casos de violência passional são diariamente expostos pela mídia. São relações alimentadas pelas emoções e pelos instintos mais torpes.

Porém, considero que o extremo da pregação sobre o amor e a espiritualidade, deixa no esquecimento e na marginalidade a questão de que somos um corpo físico e emocional. 

Estamos aqui neste planeta para vivermos este presente. Algumas pessoas muito devotas ao espiritual, desprezam a oportunidade da vida e perdem a conexão telúrica.

Não é apenas a paixão pelo parceiro, mas também pela profissão, amigos, família e prosperidade. Vontade de viver. 

Nas crises de depressão, a paixão é abafada pela frustração dos desejos, levando a um estado de inércia física e emocional, para a reflexão necessária ao momento. Se não conseguimos superá-la com a compreensão do aprendizado, então se torna uma doença.

Nem tanto ao céu, nem tanto a terra. Toda relação de paixão e desejo se inicia pela atração, movida pelos chacras inferiores e principalmente pelo sistema límbico. Nutrida pelo “cheiro”, pelas emoções mais básicas e pela magnetismo sexual...É algo irracional, sensação à flor da pele.

Provavelmente, você já viveu a situação de ter alguém interessado em uma relação mais íntima, um namoro e, infelizmente, apesar de ser uma pessoa a quem quer muito bem, você o recusa. É um convite que não rola... Você não se sente atraído!

Podemos sentir amor por toda a humanidade, mas, quando falamos sobre o parceiro sexual é necessário ter paixão.

Ciúme, apego e tantas outras características comuns ao ego, são as emoções que a alma experimenta em seu prazer e sua dor, próprios da paixão.

A tentação do desejo faz parte da experiência humana a qual estamos submetidos para transcender a paixão em amor. A alma vivencia o corpo unido ao espírito. O relacionamento se torna apático se não houver paixão. A grande questão é saber dosar.

Acredito que qualquer pessoa se sentiria mal-amada se seu parceiro não tivesse paixão e desejo por ela. É muito prazeroso estar com o companheiro sexual e sentir que além do amor que cresce na relação, há a cumplicidade do apego.

Por hora, não somos super-humanos dotados de total clareza. É desumano alguém não sofrer de paixão. 

O que seriam dos poetas e dos artistas que se inspiram no sofrimento das paixões mal resolvidas?
O que seria da vida sem paixão? 

Quando uma relação acaba e ainda estamos ligados energeticamente ao outro, o sofrimento faz parte do processo pelo qual passamos. É o luto que advém da perda e que cada pessoa sente ao seu modo.

Por isso, procuro sempre desmistificar os excessos que impedem a naturalidade da vida. As religiões nos ensinam o caminho espiritual , mas a vida nos ensina na prática a experimentar a espiritualidade apaixonada.

Buda nos trouxe sua sabedoria sobre o sofrimento que os desejos provocam e nos aconselha o caminho do meio. O apego exagerado é que promove os desequilíbrios. 

O desejo é o impulso primário das relações interpessoais e o apego é o laço energético construído a cada vínculo. Não há como abster e sim como transcender.

As relações conjugais servem ao crescimento pessoal. A necessidade de estar com alguém se acaba, quando aquela nossa parte, que se perdeu no inconsciente é reencontrada.

Vemos no parceiro o espelho dessa nossa outra metade que se escondeu na ilusão da separatividade. Quando nos integramos com ela, não sentimos mais solidão e deixamos de depender de outra pessoa. Então, podemos vivenciar a solitude que é estar sozinho sem solidão. Ficar bem consigo mesmo e não ter necessidade de estar com outra pessoa.
Neste estado de espírito, escolhemos a nós mesmos, porque nos sentimos unidos com o Todo. 

Porém, sempre caímos nas malhas da dualidade, que possibilita a manifestação do espírito humano, amoroso e apaixonado. Entre luz e sombras Deus nos desenhou a paisagem dual.

O amor incondicional se desenvolve no convívio, no amadurecimento da relação, que ganha outros ares à medida que o egoísmo é substituído pelo respeito mútuo.

Existem dois caminhos para o fim de uma relação entre um casal:

O primeiro é aquele quando não há mais paixão por parte de um dos parceiros, a relação esfria e não existe mais motivo para estar juntos.

O segundo acontece quando o amor cresce e desfaz as ilusões do apego e cada qual segue seu caminho pela estrada da evolução. O amor incondicional não pressupõe a união de corpos e sim de espíritos que compartilham laços eternos.

A dependência emocional é o elo que mantém um casal junto em convivência diária. A necessidade de alguém para compartilhar, dormir sob o mesmo teto, seja em momento de paz ou de conflito. Na saúde ou na doença, amando e respeitando...

Somos todos Um e qualquer identificação, seja com uma pessoa, grupo, religião, gênero ou nacionalidade, está no âmbito do ego e da paixão.

Não vejo nada de errado em nos apegarmos quando conhecemos os limites da paixão.O sofrimento é parte do processo assim como o prazer de se sentir vivo e apaixonado!

Os casais estão se libertando das amarras dos preconceitos e da repressão sexual. Estão ficando mais independentes. A escolha pela sexualidade sem compromisso não significa que não haja amor. Amor não impõe regras!

A paixão é sempre um tanto possessiva, quase um vício. Não admite traição e acorda os instintos mais animalizados. Faz parte da vida física e de nossa conexão com a terra, pelo fogo da energia kundalini que nos anima.

Viva a sua dualidade sem preconceitos!

O xamã nos alerta, para não nos esquecermos de alimentar o animal interior que trazemos, porque, se não, ele se tornará uma fera indomável e escapará de nosso domínio.
Aprenda a vivenciar a paixão dosando sua relação para não estragar o sabor.

Tanto o excesso quanto a deficiência dessa força telúrica produz no fluxo energético dos chacras desequilíbrios e enfermidades psicológicas e físicas.

A paixão nos mantém unidos ao corpo físico. O coração pulsa, o sangue flui.
Tanto é verdade que conheço a história de casais que viveram muitos anos juntos e que quando um morre, o outro perde a paixão pela vida e logo também desencarna.

Nós somos como um centauro que da cintura para baixo é um corpo de animal e da cintura para cima é um homem. 

Seja amor, seja paixão!

Para informações sobre atendimento terapêutico para Orientação e Terapia Transpessoal enive e-mail para nadyaprado@uol.com.br
Saiba mais sobre Nadya Prado e seu trabalho em http://www.psicologiaespiritualista.blogspot.com.br
Siga Nadya Prado em sua página oficial no facebook http://www.facebook.com/nadya.r.s.prado

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Paixão, Sexo, Energia e Espiritualidade



Alguém me perguntou sobre as relações sexuais e a troca energética que se estabelece entre os parceiros.
Essa questão me motivou a escrever sobre o assunto.
Analisar os relacionamentos amorosos e apaixonados, pelo prisma das dimensões sutis,  revelam o quanto a humanidade ainda está jungida a dimensão das emoções que imperam o mundo da forma.
Temos o conhecimento do Tantra que trata a sexualidade com lucidez, mas ainda assim, fica uma lacuna.

No espiritismo, na resposta ao item 822-a de O Livro dos Espíritos, os Benfeitores grafaram o seguinte: Os sexos só existem na organização física, pois os Espíritos podem tomar um e outro, não havendo diferenças entre eles a esse respeito.

O Tao nos concede sua sabedoria sobre os opostos que formam o Todo. O masculino e o feminino, o yin e o yang, estão presentes em todos nós e se manifestam, normalmente, predominando um ou outro. Raramente encontramos pessoas que já tenham alcançado a união dos opostos em si mesmas e a manifestação igualitária de ambas as forças.

Enquanto espíritos humanos, ou seja, submetidos à roda de Sansara e à lei do Karma, podemos a cada encarnação, nascer sob o domínio de um gênero, masculino ou feminino. Já fomos do sexo masculino, já fomos do sexo feminino, de acordo com as necessidades de aprendizado.

Apesar da forma humana, as forças da energia masculina ou feminina podem imperar, independente do gênero do corpo físico, o que determinará a heterossexualidade, homossexualidade ou bissexualidade.

Quando conhecemos alguém e começamos uma relação, aos poucos vamos criando um cordão energético que nos conecta ao outro.
Vinculamo-nos às energias do parceiro e passamos a trocar as nossas energias com a dele. Inicia-se a formação de um corpo energético e emocional, vivo e atuante, que se fortalece com a relação.

Essa conexão entre os parceiros se faz inicialmente,  normalmente, pelos chacras inferiores , que representam as forças terrenas, das sensações, das emoções e evoluem para o chacra médio o Anahata, chacra Cardíaco,  à medida que os sentimentos resultantes do convívio se afloram.

Quanto mais duradoura a relação, maior a dependência energética e o vínculo.
No chacra Anahata as emoções vivenciadas vão se acumulando. Conforme a qualidade da relação, o vínculo vai se transformando em sentimentos de verdadeiro amor ou em sofrimento e dor. A lei do karma vai se moldando na convivência.

Quando a relação se fortalece por emoções inferiores, então, passa a ser um vicio, que apesar de todo sofrimento que causa, continua alimentando os chacras inferiores, num tipo de simbiose.
A simbiose é uma dependência criada entre dois seres que se inter-relacionam, nutrindo-se um do outro.

É um tanto assustador ver uma relação de paixão pelas lentes das dimensões sutis.Mas, para todos que já passaram pelo sofrimento da paixão e da separação, sabemos o quanto é dolorosa, tanto a relação quanto a separação.
Ao contrário, quando há sentimentos de amor e respeito, o vínculo energético é luminoso e as emanações fluídicas se fundem ao coração que se ilumina e transcende a paixão.Numa relação saudável e de companheirismo, além da paixão, constrói-se o amor incondicional, o laço eterno que um dia reunirá a todos.

Não devemos confundir amor com paixão, mas podemos a partir de uma relação apaixonada, desenvolver o amor.
Deste fato, concluímos que a humanidade evolui através dos chacras inferiores. Do desejo, das sensações e do apego se aprende a amar.

A relação sexual , mesmo que concebida apenas pelo prazer físico, traz em si uma troca energética e espiritual.
A energia sexual tem a intenção de unir o “eu” ao “tu” e pode ser considerada como uma força geradora de amor ou de ódio, alicerçada em sentimentos puros, de respeito,  ou movimentada pelo apego e egoismo.

As relações sexuais, acima de tudo, são o portal pelo qual o espírito reencarna e, portanto, instrumentos de manifestação divina e de bençãos que possibilitam os regates karmicos, através da família. Reencontramo-nos com o passado mal resolvido em outras vidas. E dessa maneira, seguimos a nossa evolução, sempre pelo convívio e pelos vínculos de amor ou de ódio.

Por isso, devemos estar cientes que uma relação amorosa e ou apaixonada, implica grande responsabilidade entre os parceiros.
Quando nos relacionamos sexualmente, abrimos nosso campo energético ao outro e seremos contaminados ou agraciados pela energia que o outro tiver a nos oferecer.

A força sexual e das paixões são um canal aberto às influências umbralinas quando não vividas com seriedade. Os vampiros espirituais são famintos dessas emoções que os sustentam e os mantém encarcerados ao apego à matéria.
A energia kundalini deve ascender em sintonia à ascensão espiritual e a sexualidade será um canal de luz.

Os chacras superiores são o manancial energético capaz de transformar os instintos animais em consciência divina.

O amor deve ser a bússola em todas as relações temperadas pela paixão humana.

Não há pecado quando o Paraíso é usufruído sem apego.
O fruto proibido representa a paixão doentia, que não se eleva aos níveis superiores das energias, que vibram em harmonia com o Universo e o Criador.
Namastê


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