Nadya Prado aborda temas e orientações sobre espiritualidade, mediunidade, saúde integral, terapia transpessoal e naturopatia.
quinta-feira, 10 de junho de 2021
Energia Sexual e Glândula Pineal
A sexualidade está naturalmente presente na vida terrena e os seus desequilíbrios são recorrentes, sejam no campo das viciações ou da negação. O egoísmo e desejo possesivo nos relacionamentos sexuais geram medo, violência e desamor. Este é o padrão comum das relações terrenas. De modo contrário, quando temos relacionamentos saudáveis, a força criativa que a energia sexual pode gerar, coloca o homem em comunhão com o divino. Mas, esse tipo de relacionamento ainda é uma exceção. O amor é libertador e não pode estar presente em relacionamentos baseados em ciúme, autoestima, controle e apego.
O que move os instintos animalizados e impulsos sagrados do sexo?
Somos envolvidos pelas sensações animalizadas, que nos fazem sentir dor ou prazer, mas também somos seres espirituais que têm em comum a energia sagrada que impulsiona nossa consciência além dos instintos. Somos corpo, mente, energia e espíritos em manifestação. E o que nos conecta a consciência espiritual que monitora nossas experiências no plano terreno?
Entre tantas qualidades, a glândula pineal chama atenção, por sua intima relação com a questões sexuais. O potencial desta glândula determina a sexualidade, por intermédio das forças psíquicas que ela emite, segundo a condição espiritual da alma encarnada. Quanto mais elevada a consciência que nos anima, mais a amorosidade substitui as paixões doentias.
O filósofo Descartes associou a glândula pineal, sabiamente, à conexão do espírito com a vida física. Nas escolas espirituais a glândula também é conhecida por sua relavância, há séculos. Para a ciência, ela ainda traz muitos mistérios sobre sua atividade. Até pouco tempo, acreditava-se que era um órgão vestigial, ou seja, atrofiado. Hoje, sabe-se que ela tem uma série de funções indispensáveis à saúde.
Os espiritualistas a consideram o terceiro olho, que nos abre as visões da dimensão astral, osso sexto sentido, a intuição e perceção de conexão com o Todo. É a glândula que se conecta aos chacras Sahashara e Ajna, sede das forças mentais superiores e da consciência desperta do espírito. Ela nos permite acessar o conhecimento e a verdade sobre todas as coisas. Ela nos une ao mente de Deus. Em muitos espíritos humanos, esta glândula , tanto quanto o chacra, encontram-se desarmonizados e os transtornos mentais têm sede nessa região, pela estagnação e pelos complexos processos obsessivos que são resultantes da ignorância em que o espírito ainda vivencia.
O médico brasileiro Dr. Sergio Felipe de Oliveira, pesquisador, fez algumas investigações sobre a glândula pineal e revelou que ela forma cristais de apatita, os quais têm relação com a mediunidade de cada pessoa.
Localizada bem no centro da cabeça, muito pequena, cerca de 5 milímetros de diâmetro, a glândula pineal além de gerir a liberação do hormônio melatonina e a regulação do sono, é também responsável pela maturidade sexual, entre outras funções. Preside os fenômenos nervosos e tem elevada atuação nos corpos sutis, chacras e todo o sistema endócrino.
Na infância, o espírito humano tem a benção e oportunidade do reaprendizado, numa nova jornada terrena. Nesta fase a glândula pineal se encontra mais adormecida, tanto quanto as tendências do espírito reencarnado. Latentes, ao alcançar a puberdade as forças psíquica e emocional do espírito voltam a ser ativadas e passam a guiar sua sexualidade, suas escolhas e seus relacionamentos, em concordância as tendências e condição espiritual, que ele traz em sua vasta bagagem de vidas passadas. A glândula pineal age submetendo a sexualidade as suas ordens e ao modo de ser do espírito.
A partir da adolescência, desenrolam-se os dramas das paixões, que acabam por determinar a superação ou queda do espírito em sua vivência atual, evoluindo ou repetindo os mesmos erros. A sexualidade é o instrumento do espírito encarnado, presidindo as relações terrenas. Os conflitos vivenciados nos relacionamentos são o reflexo de um padrão que o espírito humano traz em sua infantilidade evolutiva. O amor não causa sofrimento, é o desejo de posse e o egoismo descontrolados que resultam na dor das frustrações das perdas. Relacionamentos baseados em valores superficiais e materiais, da falta de consciência do significado do amor que se confunde com apego emocional.
No chacra Swadhistana, localizado no baixo ventre, as glândulas sexuais desempenham o papel de preservação do espirito humano, pela procriação. O poder de cocriar e sublimar o desejo, transformando o “eu “em nós, dissolvendo o ego e desenvolvendo o amor.
A energia sexual equilibrada traz ao espírito uma vivência saudável, dando continuidade à sua espiral evolutiva. A saúde e desequilíbrio sexual é determinado pela glândula pineal, geradora das forças psíquicas do espírito na matéria.
Portanto, é por meio da glândula pineal que o espírito experimenta a vida e na sexualidade ele pratica sua transformação. Ao contrário do que alguns acreditam, a sexualidade é o caminho sagrado da purificação do espírito, que aprende o amor incondicional, a partir do desejo.
É uma longa caminhada evolutiva e o planeta Terra é a escola. Aos poucos o espírito tem abandonado sua condição precária e desarmônica. Os desequilíbrios sexuais e psicológicos caminham de mãos dadas. Os campos abstratos mental e emocional agem favorecendo ou prejudicando a energia sexual no campo das experiências humanas.
Namastê!
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quarta-feira, 11 de novembro de 2020
OS CHACRAS E AS DOENÇAS ENDÓCRINAS
Os chacras são centros psicoenergéticos que não conseguimos enxergar com a nossa visão física. Este conhecimento foi trazido há milênios pelos orientais , nos Vedas, que são livros sagrados e que foram escritos por sábios da antiguidade e suas experiências e visões por meio da meditação.
Os chacras conectam todos os nossos corpos, inclusive o físico através dos plexos nervosos.
Nós assimilamos a energia dos chacras e também emitimos energia Eles são captadores e distribuidores energéticos entre os corpos.Eles se conectam aos plexos nervosos, que por sua vez se ligam as glândulas endócrinas. Cada um dos chacras têm relação com uma glândula específica. São 7 chacras principais responsáveis pela saúde das glândulas como segue:
Chacras desarmonizados provocam desequilíbrios nas glândulas endócrinas. O tratamento dos chacras é capaz de auxiliar a harmonizar as glândulas e promover a saúde do sistema endócrino, responsável pelo metabolismo do corpo.
O procedimento terapêutico consta de práticas energéticas e psicoterapia dos chacras, que envolve as questões psicológicas e emocionais .
Cada corpo energético corresponde a um determinado aspecto do ser:
sexta-feira, 5 de julho de 2019
Intoxicação Energética e Autodefesa - causas,sintomas, consequências, tratamento
Alguns sintomas de intoxicação energética mais comuns são:
A Naturopaita e a Terapia Transpessoal servem como recursos eficientes para a cura. A visão do ser integral, como um microcosmo sob o comando de cada indivíduo, torna-nos potencialmente autocuradores.
terça-feira, 28 de agosto de 2018
Mediunidade e transtornos psicológicos
sexta-feira, 27 de abril de 2018
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Mediunidade, Saúde e Religião
Salve buscador!
Muitos ainda creem que mediunidade está restrita à religião. Um engano que se carrega como crença. Todo espírito encarnado é médium, vivenciando temporariamente na “carne”. Somos médiuns em variados graus. A intermediação entre os mundos material e espiritual ocorre mesmo sem a consciência do homem-espírito.
Como espíritos, pensamos, sentimos e agimos manifestando-nos na matéria densa, através do corpo físico. Entre a energia terrestre e a sutileza espiritual, encontram-se os corpos dimensionais que envolvem o espírito, possibilitando sua movimentação na esfera terrena.
Conforme a condição espiritual, somos mais ou menos sensíveis às emanações fluídicas sutis e desta forma podemos classificar os médiuns como naturais, ostensivos ou de fundo.
Médiuns naturais: A mediunidade ocorre naturalmente junto aos outros sentidos, desenvolvendo-se conforme a evolução do espírito.
Médiuns ostensivos: São médiuns que submetidos às leis do karma, renascem com um afloramento mediúnico mais intenso e com seus corpos em descompensação vibratória. Sua condição parafisiológica proporciona uma sensibilidade exacerbada.
Médiuns de fundo: São aqueles que têm sua mediunidade ativada por assédio e obsessões espirituais. Quando cessado o envolvimento espiritual, o médium de fundo, volta a sua natural condição mediúnica.
Há uma estreita relação entre a saúde física, mental e a mediunidade.
No intercâmbio mediúnico, temos a participação dos chacras, presentes nos corpos sutis, que assimilam e distribuem as correntes de energia entre diferentes dimensões em que o ser integral e holístico está inserido.
Toda influência energética que recebemos através dos chacras, passa pelo crivo dos corpos sutis mental, emocional, vital e finalmente pelo corpo físico. Os sistemas endócrino e nervoso são ativados, produzindo a sintomatologia típica do padrão vibracional próprio de cada ambiente ou espírito que nos toca energeticamente.
A interpretação das sensações advindas do plano espiritual é conduzida de acordo com as crenças e o significado que o médium dá a cada uma delas. Portanto, quanto mais isento de limitações preconceituosas e julgamentos, mais ampla será sua tradução como canal mediúnico.
A falta de consciência sobre o sexto sentido, torna o médium muito mais vulnerável às negatividades vibracionais e propício aos desequilíbrios dos corpos físico, emocional, mental e espiritual. Como alguém que caminha na escuridão da ignorância sobre si e sua interatividade com as dimensões sutis, o médium perde a oportunidade de usar sua ferramenta mediúnica em seu benefício e autoconhecimento e também em prol do próximo.
Há na prática da psicologia, psiquiatria e medicina, como um todo, a condução de diagnósticos, baseados no conhecimento científico com paradigma materialista. Transtornos físicos e psicológicos são avaliados nesse contexto e abrem uma lacuna para as questões espirituais.
Na visão holística, a saúde ou desequilíbrio mediúnico resultarão em saúde ou desequilíbrios físico e mental. Síndrome do pânico, esquizofrenia, TOC, transtornos de depressão, ansiedade e bipolar e outros desequilíbrios da mente, são ativados a partir do campo áurico.
Quando há a aproximação de um espírito desencarnado, o médium mais sensível, com seus chacras mais suscetíveis, receberá a influência da energia emanada, sofrendo as consequências da sintonia vibratória entre ambos.
Tanto as obsessões espirituais quanto a mediunidade ostensiva, causam grande parte dos transtornos psicológicos e necessitam de um olhar mais integral, para que possam ser tratadas adequadamente.
O médium desequilibrado é todo aquele que se encontra submetido às energias deletérias de obsessores e ambientes, devido sua conduta desregrada e sua sintonia vibratória negativa, que acolhem pensamentos e emoções destrutivas, além de sua falta de conhecimento sobre si mesmo.
Os transtornos mentais estão associados a cristalizações no corpo mental, que induz o médium a um padrão vibratório repetitivo e doentio ou refletem os sintomas da mediunidade ostensiva e desconhecida pelo médium. Muitos médiuns são tratados erradamente com a alopatia que apenas camufla a sintomatologia.
Os desequilíbrios físicos também têm raízes profundas com a frequência que o espírito vibra e sua relação com os planos sutis e material.
Alguns médiuns curadores têm em comum a capacidade de assimilar com facilidade o prana ou ectoplasma. Se não o faz fluir, direcionando-o ao próximo, pode acumular grandes massas em seu corpo vital que se transformam em cistos e outras doenças físicas.
A religião pode ser de grande valia ao médium, quando assimilada por sua alma, auxiliando na transformação interior, que resultará numa mudança de seu padrão vibracional. Porém, não é imprescindível para a saúde mediúnica como alguns acreditam.
A prática da vida diária é que determinará o desenvolvimento e saúde mediúnica. De nada vale, o médium frequentar por anos uma casa espírita sem que haja a renovação interior que se expressa no dia a dia. No trabalho, no lar, nas relações com o meio e o outro.
Existe a perfeição implícita no universo e em todas as manifestações, basta reconhecermos e aprendermos a lidar com nossa multidimensionalidade. Estamos entrelaçados por um oceano de energia e o sexto sentido, ou mediunidade, é a bússola do médium, que o leva a navegar.
A saúde mediúnica não depende de religião. A mediunidade equilibrada é resultado de pensamentos, sentimentos e emoções equilibradas. O comportamento diante da vida, as escolhas que fazemos.
O caminho da cura para o médium desequilibrado, assim como para as doenças do corpo e da mente, está no autoconhecimento e no despertar da consciência.
Precisamos em nossa caminhada evolutiva, perceber os nossos desvios, condutas desfavoráveis, vícios da mente e do corpo. Crenças limitantes que carregamos por vidas, sem a consciência de que somos responsáveis por nossa prosperidade, plenitude e felicidade.
Seja Amor!
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Pés no Chão, aterre-se!
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Chacras e Mediunidade
A mediunidade, como um sexto sentido, conecta-nos as dimensões sutis e essa interação entre o mundo físico e espiritual se faz através dos chacras.
Vórtices de energia, os chacras são pontos de conexão entre os diversos corpos do ser multidimensional. Eles captam, assimilam e emitem ondas de energia. Cada corpo dimensional vibra a energia que lhe é própria, intercambiando seu padrão energético com o corpo físico.
O duplo etérico ou corpo vital, é o corpo sutil que nos acompanha durante a vida terrena, é o veículo pelo qual fluem as correntes vitais que mantêm o corpo físico vivo e serve de ponte para transferir as ondulações dos pensamentos e das emoções do corpo astral ao corpo denso. Essa comunicação se faz por meio dos chacras.
As emanações fluídicas dos planos sutis nos alcançam a percepção através desses centros energéticos, que se enlaçam aos feixes de nervos do corpo físico denominados plexos e agem sobre o sistema endócrino. As glândulas endócrinas responsáveis pelo metabolismo são ativadas por influência dos chacras e do sistema nervoso.
Sentimos a presença dos espíritos através dos chacras que recebem sua influência vibracional e desta forma, podemos identificar as emanações, conforme os sintomas em nosso corpo físico. Também percebemos e captamos as vibrações energéticas das pessoas e dos ambientes do mesmo modo.
Os espíritos em sofrimentos, apegados à matéria, provocam em nossos corpos, com a aproximação, um mal-estar, podendo gerar sintomas desagradáveis de dor e sofrimento que deles emanam.
Espíritos benfeitores nos afetam positivamente com vibrações amorosas.
Cada vórtice de energia possui características específicas conforme sua localização e sua atividade. Os padrões emocionais e mentais do ser, suas crenças e atitudes irão determinar a qualidade de seus chacras.
Temos muitos chacras, sendo que os principais, podemos dividir em três grupos:
Inferior: Captam as forças telúricas e o prana solar.
Médio: Relacionados às forças que o ego recebe dos corpos emocional e mental.
Superior: Forças espirituais superiores.
Em pessoas mais voltadas a espiritualidade, altruístas, menos egoístas, os chacras superiores são mais expansivos e ativos, pulsam e se movimentam com maior velocidade e apresentam mais luminosidade. O chacra superior coronário, o Sahashara, localizado no alto da cabeça, quando em plena atividade e desenvolvido pela evolução espiritual, vibra intensamente sendo comparado a uma flor de mil pétalas.
O médico e cientista Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, em suas pesquisas, concluiu que a glândula pineal , que se comunica com o chacra Sahashara, é o sensor capaz de captar as energias do plano espiritual. Ela é constituída de cristais de apatita e nos médiuns ostensivos há maior quantidade de cristais.
Em pessoas mais brutas e animalizadas, os chacras normalmente são pequenos e pouco ativos.. Emoções inferiores, gula, ambição, desejos de posse e ânsia por prazer sexual resultam em chacras inferiores e médios desequilibrados e superiores fechados.
A harmonia na anatomia e fisiologia dos chacras está diretamente relacionada ao equilíbrio entre as energias espirituais e telúricas. Como dizem, nem tanto ao céu, nem tanto a terra. Captamos as energias espirituais do céu e do fogo serpentino, kundalini, da terra.
O médium, antes de tudo tem que estar enraizado e conectado às forças telúricas para incorporar a si mesmo. Tomar posse de si, de seus sentimentos, se conhecer. Quando o médium é muito focado nas energias espirituais, em expandir seus chacras e ter contatos mediúnicos, mas não tem enraizamento com a terra, ele será um médium “lunático”. Sem condições de se manter sóbrio ele pode se tornar joguete das influências sutis. É um médium de uma asa só.
De forma semelhante, o médium apegado demais aos prazeres materiais, ao ego e aos cinco sentidos sensórios, será assediado pelas negatividades que se assemelham, provindas dos espíritos sofredores.
O vampirismo espiritual se desenvolve nos chacras inferiores. Atraídos pela má conduta do ser encarnado egoísta, os espíritos apegados aos prazeres materiais se ligam fluidicamente sugando as energias desses chacras.
O médium poderá sentir a influência que cada espírito exerce em seus chacras e reconhecerá cada um deles conforme suas particularidades.
Temos guias de limpeza energética , desobsessão e higienização, que trabalham com as demandas mais densas, que comumente pertencem às falanges xamânicas e de exus. Os médiuns, nesses trabalhos, percebem a incorporação através de uma intensa mobilização hormonal. Como uma corrente elétrica muito forte que nos atinge como um choque.
Os guias pretos-velhos acionam o nosso chacra cardíaco com sua amorosidade e nos fazem curvar, impondo sua elevada condição espiritual aos chacras médios e inferiores, colocando o corpo em postura de humildade.
Na atividade mediúnica, a qual todos possuímos em variados graus, há alteração da liberação hormonal ativada pelo sistema nervoso e os chacras. Podemos sentir um vulcão dentro de nós. Alterações de temperatura, do ritmo cardíaco, dos movimentos peristálticos, convulsões, sentimentos de amor ou de medo. Um conjunto de sintomas resultantes da interação entre os próprios chacras que formam um sistema complexo.
Portanto, no tocante ao desenvolvimento mediúnico, não se iludam com as fórmulas fáceis, com as respostas curtas e as portas largas, que se estruturam na ansiedade e no controle do ego. Mediunidade equilibrada e bem utilizada, requer antes de tudo autoconhecimento.
Compreender quem somos, nossa multidimensionalidade. Saber o que estamos fazendo aqui, qual a nossa tarefa. Entrar em contato com nossos corpos físico e sutis, entender como se relacionam. Conhecer nossos sentimentos, para então nos abrirmos aos sentimentos e energias alheias.
No trabalho de desenvolvimento e harmonização da mediunidade e dos chacras, somos confrontados com as tendências que trazemos em nosso espírito, acumuladas por várias jornadas encarnatórias. As raízes de nossos desequilíbrios se mantêm com a continuidade de nossa postura egoica, que se nega a aceitar a nossa essência espiritual.
A expansão dos chacras deve ser acompanhada pela expansão da consciência, que colocará nosso sexto sentido atuando positivamente.
Todos os chacras possuem uma tela etérica protetora, que impede a invasão de energias perniciosas e dos assédios espirituais e por isso não devem ser rompidas à força.
O médium deve buscar uma conduta diária saudável, procurando sempre que possível o contato com a natureza. Alimentar sentimentos e pensamentos positivos. Conectar-se com seu eu superior, abster-se dos vícios do ego.
O sexto sentido, assim como os cinco sentidos sensórios nos servem como instrumentos para as nossas realizações, em todos os âmbitos da vida, para nossa evolução e transformação interior.
O ser em plenitude caminha em comunhão com sua essência.
Namastê!
terça-feira, 7 de julho de 2015
É preciso sentir paixão...
Não acredito em relacionamentos conjugais sem paixão. A sexualidade que une dois corpos é fundamental para temperar a relação, sendo que o sexo se fundamenta no desejo.
Todo desejo tem como condição uma relação de querer, de se apegar. Não é proibido desejar...
A celebração da vida acontece principalmente na sexualidade. Quando o desejo sexual desperta na juventude, o espírito passa a viver apaixonadamente e perigosamente. É mais atrevido, tem mais energia e vontade de conquistar. Na experiência apaixonada ele abraça a vida e aprende o amor.
Na velhice o desejo vai se esvaindo assim como a energia telúrica e o espírito começa a preparar o seu retorno para o mundo astral. Nesta fase o amor libertará do apego à matéria.
Entendo que nem todos vivenciam o ciclo completo. Algumas pessoas desencarnam no frescor da juventude ou da infância. Mas, as mãos do Criador estão sempre na condução de cada caso.
O processo natural da vida e da morte nos ensina pela paixão e pelo amor.
Sabemos que a paixão desmedida é uma brecha para o desequilíbrio. Os casos de violência passional são diariamente expostos pela mídia. São relações alimentadas pelas emoções e pelos instintos mais torpes.
Porém, considero que o extremo da pregação sobre o amor e a espiritualidade, deixa no esquecimento e na marginalidade a questão de que somos um corpo físico e emocional.
Estamos aqui neste planeta para vivermos este presente. Algumas pessoas muito devotas ao espiritual, desprezam a oportunidade da vida e perdem a conexão telúrica.
Não é apenas a paixão pelo parceiro, mas também pela profissão, amigos, família e prosperidade. Vontade de viver.
Nas crises de depressão, a paixão é abafada pela frustração dos desejos, levando a um estado de inércia física e emocional, para a reflexão necessária ao momento. Se não conseguimos superá-la com a compreensão do aprendizado, então se torna uma doença.
Nem tanto ao céu, nem tanto a terra. Toda relação de paixão e desejo se inicia pela atração, movida pelos chacras inferiores e principalmente pelo sistema límbico. Nutrida pelo “cheiro”, pelas emoções mais básicas e pela magnetismo sexual...É algo irracional, sensação à flor da pele.
Provavelmente, você já viveu a situação de ter alguém interessado em uma relação mais íntima, um namoro e, infelizmente, apesar de ser uma pessoa a quem quer muito bem, você o recusa. É um convite que não rola... Você não se sente atraído!
Podemos sentir amor por toda a humanidade, mas, quando falamos sobre o parceiro sexual é necessário ter paixão.
Ciúme, apego e tantas outras características comuns ao ego, são as emoções que a alma experimenta em seu prazer e sua dor, próprios da paixão.
A tentação do desejo faz parte da experiência humana a qual estamos submetidos para transcender a paixão em amor. A alma vivencia o corpo unido ao espírito. O relacionamento se torna apático se não houver paixão. A grande questão é saber dosar.
Acredito que qualquer pessoa se sentiria mal-amada se seu parceiro não tivesse paixão e desejo por ela. É muito prazeroso estar com o companheiro sexual e sentir que além do amor que cresce na relação, há a cumplicidade do apego.
Por hora, não somos super-humanos dotados de total clareza. É desumano alguém não sofrer de paixão.
O que seriam dos poetas e dos artistas que se inspiram no sofrimento das paixões mal resolvidas?
O que seria da vida sem paixão?
Quando uma relação acaba e ainda estamos ligados energeticamente ao outro, o sofrimento faz parte do processo pelo qual passamos. É o luto que advém da perda e que cada pessoa sente ao seu modo.
Por isso, procuro sempre desmistificar os excessos que impedem a naturalidade da vida. As religiões nos ensinam o caminho espiritual , mas a vida nos ensina na prática a experimentar a espiritualidade apaixonada.
Buda nos trouxe sua sabedoria sobre o sofrimento que os desejos provocam e nos aconselha o caminho do meio. O apego exagerado é que promove os desequilíbrios.
O desejo é o impulso primário das relações interpessoais e o apego é o laço energético construído a cada vínculo. Não há como abster e sim como transcender.
As relações conjugais servem ao crescimento pessoal. A necessidade de estar com alguém se acaba, quando aquela nossa parte, que se perdeu no inconsciente é reencontrada.
Vemos no parceiro o espelho dessa nossa outra metade que se escondeu na ilusão da separatividade. Quando nos integramos com ela, não sentimos mais solidão e deixamos de depender de outra pessoa. Então, podemos vivenciar a solitude que é estar sozinho sem solidão. Ficar bem consigo mesmo e não ter necessidade de estar com outra pessoa.
Neste estado de espírito, escolhemos a nós mesmos, porque nos sentimos unidos com o Todo.
Porém, sempre caímos nas malhas da dualidade, que possibilita a manifestação do espírito humano, amoroso e apaixonado. Entre luz e sombras Deus nos desenhou a paisagem dual.
O amor incondicional se desenvolve no convívio, no amadurecimento da relação, que ganha outros ares à medida que o egoísmo é substituído pelo respeito mútuo.
Existem dois caminhos para o fim de uma relação entre um casal:
O primeiro é aquele quando não há mais paixão por parte de um dos parceiros, a relação esfria e não existe mais motivo para estar juntos.
O segundo acontece quando o amor cresce e desfaz as ilusões do apego e cada qual segue seu caminho pela estrada da evolução. O amor incondicional não pressupõe a união de corpos e sim de espíritos que compartilham laços eternos.
A dependência emocional é o elo que mantém um casal junto em convivência diária. A necessidade de alguém para compartilhar, dormir sob o mesmo teto, seja em momento de paz ou de conflito. Na saúde ou na doença, amando e respeitando...
Somos todos Um e qualquer identificação, seja com uma pessoa, grupo, religião, gênero ou nacionalidade, está no âmbito do ego e da paixão.
Não vejo nada de errado em nos apegarmos quando conhecemos os limites da paixão.O sofrimento é parte do processo assim como o prazer de se sentir vivo e apaixonado!
Os casais estão se libertando das amarras dos preconceitos e da repressão sexual. Estão ficando mais independentes. A escolha pela sexualidade sem compromisso não significa que não haja amor. Amor não impõe regras!
A paixão é sempre um tanto possessiva, quase um vício. Não admite traição e acorda os instintos mais animalizados. Faz parte da vida física e de nossa conexão com a terra, pelo fogo da energia kundalini que nos anima.
Viva a sua dualidade sem preconceitos!
O xamã nos alerta, para não nos esquecermos de alimentar o animal interior que trazemos, porque, se não, ele se tornará uma fera indomável e escapará de nosso domínio.
Aprenda a vivenciar a paixão dosando sua relação para não estragar o sabor.
Tanto o excesso quanto a deficiência dessa força telúrica produz no fluxo energético dos chacras desequilíbrios e enfermidades psicológicas e físicas.
A paixão nos mantém unidos ao corpo físico. O coração pulsa, o sangue flui.
Tanto é verdade que conheço a história de casais que viveram muitos anos juntos e que quando um morre, o outro perde a paixão pela vida e logo também desencarna.
Nós somos como um centauro que da cintura para baixo é um corpo de animal e da cintura para cima é um homem.
Seja amor, seja paixão!
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