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sábado, 10 de junho de 2017

Transtornos Mediúnicos e Tratamentos



Muitas pessoas me procuram para saber como lidar com a mediunidade e com os dustúrbios que ela produz quando está desequilibrada. Buscam ajuda e esclarecimento.

Depressão, transtorno bipolar, síndrome do pânico, enfermidades crônicas e outros sintomas que se relacionam à mediunidade, às vidas passadas e à sintonia vibratória do espírito, podem ser curados quando tratados da forma correta e integral.

Os transtornos psicológicos, assim como todas as desarmonias do ser, ultrapassam as barreiras do conhecimento científico convencional e tendem a ser desprezados em sua essência, porque não são compreendidos. Precisamos estar mais atentos às raizes de nossas desarmonias, com um olhar mais consciente sobre nossa natureza terrena e espiritual.

O espírito ao reencarnar traz em seu corpo astral, o padrão energético adquirido em vivências passadas, que influencia na formação de seus corpo físico e em seu modo de pensar e agir, determinando suas características e particularidades.

As predisposições mediúnicas dependerão da organização que houver entre seus corpos físico, energético e astral e ecoarão conforme o padrão vibratório do espírito, que sintonizará com situações e energias simpáticas à sua.

Na vida atual, a mediunidade pode também adquirir aspectos diferenciados, concomitantemente às situações traumáticas e processos obsessivos, que desencadeiam a descompensação vibratória dos corpos dimensionais e também o rasgo da tela fluídica que nos protege das invasões energéticas. Este tipo de interação mediúnica, chamamos de fundo mediúnico. Quando tratado o desequilíbrio, os sintomas mediúnicos cessam.


Outra categoria mediúnica, é aquela que se desenvolve naturalmente, nos espíritos que se dedicam a solidariedade e a transformação interior, dilatando a percepção espiritual à medida que evoluem.

Entretanto é na mediunidade expiatória, chamada também como mediunidade de prova, que o espírito tem a oportunidade de resgatar seus débitos passados e expurgar as máculas que carrega em seu corpo astral. Compreendendo e amadurecendo o seu dom que irá lhe servir como ferramenta a favor de si e do próximo.

A sintonia com outros espíritos se faz através dos pensamentos, sentimentos e atitudes. Captam-se pelos chacras, emanações energéticas do ambiente e dos espíritos encarnados e desencarnados.

Na mediunidade de prova e no fundo mediúnico, o corpo energético é muito aberto e suscetível às influências externas e quase sempre, o médium não tem consciência de como lidar com a situação.Torna-se um joguete das emanações fluídicas circundantes e desenvolvendo uma série de desequilíbrios físicos e psicológicos.

A falta de domínio sobre si mesmo e a relação entre mediunidade e saúde, coloca o médium sob a tortura de obsessores espirituais, de energias deletérias e pesadas. Imerso  numa sintonia negativa, ele não encontra forças para escapar dessa situação.

A aproximação de um espírito desencarnado causa ao médium uma série de sintomas, que facilmente são confundidos com problemas físicos e principalmente com transtornos psicológicos. Isto porque há um choque na aura, que provoca a liberação de hormônios como a adrenalina e noradrenalina, produzindo uma série de sintomas desagradáveis.

No caso do médium de prova, que possui uma mediunidade ostensiva, há uma disposição peculiar dos corpos físico, energético e perispiritual que desencadeiam a síndrome, sempre que ocorre o envolvimento espiritual.
O médium terá que tomar as rédeas de sua mediunidade pela educação e desenvolvimento.

O desenvolvimento mediúnico se faz através da observação de si mesmo e do ambiente; do treinamento da autopercepção e da sensibilidade para distinguir a própria energia de outras energias circundantes e da transformação interior que altera o padrão vibratório e o sintoniza com as esferas superiores, tornando a mediunidade produtiva.

Pela observação de si mesmo, pode-se perceber as próprias emoções, os conflitos internos, a responsabilidade sobre sua situação atual. Tomar posse e consciência de si, comunicar-se com seus sentimentos e com seu corpo, vivenciar o seu próprio ser.

A terapia transpessoal, unindo psicoterapia  e práticas transpessoais, atua  em todo o organismo que compõem o ser integral. Tratando os corpos físico, energético, emocional, mental e espiritual. 
Mudando os padrões automáticos e repetitivos comportamentais, tanto emocional quanto mental.




Para mais informações sobre a terapia transpessoal, escreva para nadyaprado@uol.com.br

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Quem são os obsessores espirituais?




No último encontro com meus guias falamos sobre as obsessões espirituais.

Como entender a obsessão, sem o estigma da forte impressão que nos causa quando ouvimos que alguém ou nós mesmos estamos com um obsessor espiritual à  espreita.

Estamos todos, sem exceção, rodeados por obsessores. Em casa, no trabalho, em nossas relações.

Para termos a exata compreensão da obsessão é necessário analisarmos as questões da sintonia energética, dos resgates de vidas passadas e de nossa existência neste planeta.

Para evoluirmos, reencarnamos neste planeta que nos acolhe como uma mãe. Aqui encontramos espíritos afinados com o nosso padrão energético e do planeta.

Todos que vivem aqui, encarnados e desencarnados, são espíritos que se encontram de forma geral e ampla, conectados numa mesma frequência vibracional.

A cada reencarnação criamos novos karmas, resgatamos dívidas com o passado, desfazemos vínculos doentios, iniciamos novos vínculos.

Somos todos espíritos em falta com nossos irmãos espirituais, nossos irmãos terrenos. Se assim não fosse, não estaríamos mais vivenciando neste planeta as diferenças sociais, a miséria, a violência e tantos outros dramas.

Mas, por que nos vermos de forma tão negativa?

Porque somente através do desvendar sombrio que nos acompanha, da aceitação de nosso lado negativo e diabólico, que podemos compreender a Deus e a nós mesmos.

Não adianta falar de amor sem enfrentar o ódio que é sua contraparte.

Não adianta falar de coragem, sem entender o medo.

Não adianta falar de gratidão, sem eliminar o desprezo.

A obsessão é alimentada pelos sentimentos contrários ao amor.

Esses sentimentos ainda nos acompanham e quem não os admite, vive sob o véu da ilusão.

Quando nos colocamos à disposição para alterarmos nosso padrão vibratório, para nos transformarmos em alguém melhor, buscando tratamento para as nossas feridas e enfermidades; logo caímos no desânimo que surge ao primeiro obstáculo.

Normalmente a dificuldade de mudança está na força contrária que a frequência vibratória a qual estamos habituados exerce sobre nós.

Essa energia nos puxa para o lado oposto à melhora.

Nossos obsessores espirituais encarnados e desencarnados formam grande parte dessa energia contrária ao nosso melhoramento e reforma íntima.

Esses irmãos estão vinculados a nós e estamos presos a eles por um laço fluídico muito forte.

Somente o amor poderá desfazer as algemas doentias dos ressentimentos, do medo, da ira, da amargura, do rancor e da vingança.

Mas, se eles nos querem mal, não querem nos ver saudáveis, então vamos forçar o rompimento das amarras que nos vinculam?

Afinal, esses irmãos são espíritos malvados e que não merecem nossa estima.

Não, não é esse o caminho da redenção, do crescimento e da transformação interior que nos tornarão plenos.

Antes de nos curarmos definitivamente e a fim de nos tornarmos espíritos melhores em bondade, caridade e amor, teremos que exemplificar a paciência, o perdão, a aceitação, a força interior para não desistir no primeiro embate e, mais que isso, precisaremos ajudar esses irmãos obsessores a crescerem junto conosco. De verdugos em nossas vidas, eles se transformarão em companheiros de caminhada evolutiva. Numa nova existência estarão em nossa família consanguínea como filhos, irmãos, pais e cônjuges.

Então, concluímos disso tudo, que também fomos e somos obsessores de alguém.

Ainda estamos engatinhando em nossa evolução e em nosso aprendizado. Conhecendo nossos sentimentos, nosso egoísmo, nossos vícios, nosso lado negativo. Nossos desejos não satisfeitos pelo outro e pela vida, nos incomodam, nos tornam ressentidos.

De toda relação familiar o amor deverá brotar. É por isso que existe a pequena família consanguínea.

Então, não precisamos maldizer e temer os obsessores. Necessitamos desses irmãos para o nosso próprio crescimento.

Da mesma forma, todos nós um dia, fomos obsessores de Jesus e o colocamos na cruz. Ele, no entanto, nos perdoou e aceitou a cada um de nós em seu coração. E até hoje ele nos acompanha a trajetória que nos levará até ele e a nossa Grande Família Universal.

Estamos todos conectados e não há como deixarmos para trás nossos irmãos de jornada. A compaixão não é egoísta.

Também temos nossos mentores, guias espirituais que nos auxiliam e não descansam no intuito de nos ajudar.

Os orientais nos ensinam sobre os bodhisatwas, que são seres iluminados, mas que não nos abandonam. Eles nos acompanham e nos ajudam sem cessar para que aceleremos nossos passos rumo ao Todo.

Vamos todos juntos tranformando este planeta de expiação e provas em um planeta de regeneração. Depende de cada um de nós e de todos juntos.

Namastê



Om Shan

Nadya Prem

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Obsessão Espiritual



No número dos escolhos que apresenta a prática do espiritismo, é preciso colocar, em primeira linha, a obsessão, quer dizer o império que alguns espíritos sabem tomar sobre certas pessoas. Ela não ocorre senão pelos espíritos inferiores que procuram dominar; os bons espíritos não impõem nenhum constrangimento; eles aconselham, combatem a influência dos maus, e se não os escutam se retiram. Os maus, ao contrário, se agarram àqueles sobre os quais fazem suas presas; se chegam a imperar sobre alguém, se identificam com seu próprio espírito e o conduzem como uma verdadeira criança.” Livro dos Médiuns cap. XXIII – Allan Kardec

Escrito há mais de 150 anos atrás, o Livro dos Médiuns descreveu a obsessão espiritual. A influência que um espírito pode exercer sobre outro, prejudicando e desequilibrando sua saúde física, psicológica e espiritual só acontece a partir de uma sintonia que se cria entre ambos, conectando-os energeticamente.

As obsessões são como um processo de vampirização.

O espírito obsessor vampiriza sua vítima, retira-lhe as energias, enfraquecendo e desequilibrando o obsediado.

É importante saber que nenhum processo obsessivo ocorre sem que haja um campo aberto por parte do obsediado desavisado.

O obsessor pode ser um espírito desencarnado ou encarnado, com uma ideia fixa, uma perseguição insistente por outra pessoa, seja por paixão ou por ódio.

Os ataques obsessivos podem ser atenuados e evitados através do “Orai e Vigiai”, compreendendo nessa frase seu verdadeiro sentido.

 Somos energia vibrando e estamos conectados energeticamente uns aos outros. Trocamos, captamos e distribuímos energia. Podemos ser sugados energeticamente, podemos sugar a energia alheia.

Sai Fora Capeta!

Nenhum obsessor será convencido de se afastar de sua vitima pelo grito. A força que se impõe ao obsessor, não é física, é energética e espiritual. A força do amor e da luz que predomina sobre as sombras. Para o obsessor quanto mais histeria melhor.

Entendendo a obsessão através do Budismo

O Budismo ensina que a causa de todo sofrimento vem do desejo. Apego pelo objeto de desejo e aversão pelo que não se quer. Querer ter e não compreender a impermanência de todas as coisas, causam sofrimento.

A prevalência do ego sobre o espírito de união e compaixão gera os transtornos obsessivos.

Vampiros energéticos

O obsessor sempre será também um vampiro energético, assim como todo vampiro energético também é um obsessor.

Alguém que se senta ao lado de outra pessoa e não para de falar de si mesma, é um exemplo simples de vampirismo energético. É um tipo de obsessão fácil de reconhecer, normalmente temporária, findando com o término do monólogo. Quando a pessoa se afasta, a outra sente um grande alívio e ao mesmo tempo, sente-se cansada e sem energia.

O obsessor é sempre um egoísta que tem um desejo insatisfeito e que escolhe um alvo para atacar, seja ele o fruto de seu desejo ou não. Um excesso de apego move o obsessor que escolhe sua vitima para se vingar, por ódio ou paixão.

O obsessor nem sempre é consciente do prejuízo acarretado.  Ele pode estar junto do obsediado achando que pode ajudá-lo estando por perto, por não ter o entendimento da espiritualidade e não se conformar com o afastamento temporário que a morte física causou em sua relação com o ser amado.

Por isso, não concordo em chamá-los de maus espíritos,  em muitos casos a ignorância seria um termo melhor empregado para defini-los.

Alguns espíritos quando desencarnam e não aceitam sua condição podem se tornar obsessores dos familiares que continuam encarnados; principalmente quando o encarnado sem conhecimento espiritual, não ora por aquele que se foi e o chama com tristeza e sofrimento.

A grande maioria das obsessões simples acontece porque o espírito desencarnado continua extremamente ligado as coisas da matéria e para se manter próximo do mundo físico, aproxima-se de pessoas que possam lhe proporcionar os prazeres que usufruía quando encarnado. Normalmente esses prazeres estão relacionados com os vícios de toda ordem. As drogas, os excessos da gula, sexo, maledicência, ganância, desejo de poder  e tantos outros pensamentos, sentimentos e atitudes desajustados.

Existem as falanges do Umbral que buscam sedentas os gozos terrenos e se aproveitam dos encarnados fragilizados, desequilibrados, que deixam suas portas abertas aos obsessores.

Que fique claro que as obsessões não ocorrem apenas do lado de lá para o lado de cá, mas também entre os encarnados, entre os desencarnados e dos encarnados para os desencarnados.

Estamos todos ligados uns aos outros e precisamos compreender a importância de fazer prevalecer a energia benéfica que brota do amor incondicional do eu superior, da consciência divina e iluminada que há em nós.

O Buda que nos habita emana a luz e dissipa as sombras. Somos cocriadores e responsáveis pela transformação do planeta a partir de nossa transformação pessoal.

Se quer evitar as obsesões seja no papel de obsediado ou de obsessor, busque o autoconhecimento e a iluminação. Primeiro aceitando e acolhendo suas imperfeições, olhando e compreendendo amorosamente sua sombra.
Tomar consciência de si mesmo através da expansão da consciência, se perdoando, se amando e compreendendo que a escolha é sempre sua.

Salve!

Nadya Prem