Desde
a adolescência, sofri muito com a Síndrome do Pânico.
Meu
conhecimento sobre o tema, é fruto de minha experiência e busca pela
cura.
Naquela
ocasião, quase não se falava sobre o assunto. Havia pouca pesquisa e muito
preconceito. Por isto, tive grande dificuldade para encontrar informações
que me ajudassem a compreender o que se passava comigo. Já faz mais
de trinta anos que tudo começou e hoje posso afirmar que foi um caminho de
estudos e aprendizado sobre a síndrome, as causas e o tratamento mais adequado.
Entender a dinâmica que envolve não somente a síndrome do pânico, como também
tantos outros transtornos psicológicos, que acometem cada vez mais pessoas,
gerando desconforto, sofrimento e prejudicando a qualidade de vida.
Taquicardia,
falta de ar, dor ou desconforto no peito, formigamento, tontura, tremores,
náusea ou desconforto abdominal, embaçamento da visão, boca seca, dificuldade
de engolir, sudorese, ondas de calor ou frio, sensação de irrealidade,
despersonalização, sensação de iminência da morte.
Como médium ostensiva, sou muito suscetível a sentir as emoções e pensamentos que me circundam e que não me pertencem. A cada atendimento que faço, preciso estar atenta para não confundir minha energia com a do cliente. Perceber como estou, entrar em contato com meu ser, antes de cada sessão. Preparar-me energeticamente e modular meu sexto sentido, para poder interagir com o campo de energia do cliente, sem me perder... Deixar-me um pouco, expandir minha consciência e ir além dos limites sem, no entanto, permitir ser invadida. No final do processo terapêutico, faço o caminho de volta e desconecto do que não é meu.
No último encontro com meus guias falamos sobre as obsessões
espirituais.
Como entender a obsessão, sem o estigma da forte impressão
que nos causa quando ouvimos que alguém ou nós mesmos estamos com um obsessor
espiritual à espreita.
Estamos todos, sem exceção, rodeados por
obsessores. Em casa, no trabalho, em nossas relações.
Para termos a exata
compreensão da obsessão é necessário analisarmos as questões da sintonia
energética, dos resgates de vidas passadas e de nossa existência neste
planeta.
Para evoluirmos, reencarnamos neste planeta que nos acolhe como
uma mãe. Aqui encontramos espíritos afinados com o nosso padrão energético e do
planeta.
Todos que vivem aqui, encarnados e desencarnados, são espíritos
que se encontram de forma geral e ampla, conectados numa mesma frequência
vibracional.
A cada reencarnação criamos novos karmas, resgatamos dívidas
com o passado, desfazemos vínculos doentios, iniciamos novos
vínculos.
Somos todos espíritos em falta com nossos irmãos espirituais,
nossos irmãos terrenos. Se assim não fosse, não estaríamos mais vivenciando
neste planeta as diferenças sociais, a miséria, a violência e tantos outros
dramas.
Mas, por que nos vermos de forma tão negativa?
Porque
somente através do desvendar sombrio que nos acompanha, da aceitação de nosso
lado negativo e diabólico, que podemos compreender a Deus e a nós
mesmos.
Não adianta falar de amor sem enfrentar o ódio que é sua
contraparte.
Não adianta falar de coragem, sem entender o
medo.
Não adianta falar de gratidão, sem eliminar o desprezo.
A
obsessão é alimentada pelos sentimentos contrários ao amor.
Esses
sentimentos ainda nos acompanham e quem não os admite, vive sob o véu da
ilusão.
Quando nos colocamos à disposição para alterarmos nosso padrão
vibratório, para nos transformarmos em alguém melhor, buscando tratamento para
as nossas feridas e enfermidades; logo caímos no desânimo que surge ao primeiro
obstáculo.
Normalmente a dificuldade de mudança está na força contrária
que a frequência vibratória a qual estamos habituados exerce sobre
nós.
Essa energia nos puxa para o lado oposto à melhora.
Nossos
obsessores espirituais encarnados e desencarnados formam grande parte dessa
energia contrária ao nosso melhoramento e reforma íntima.
Esses irmãos
estão vinculados a nós e estamos presos a eles por um laço fluídico muito
forte.
Somente o amor poderá desfazer as algemas doentias dos
ressentimentos, do medo, da ira, da amargura, do rancor e da
vingança.
Mas, se eles nos querem mal, não querem nos ver saudáveis,
então vamos forçar o rompimento das amarras que nos vinculam?
Afinal,
esses irmãos são espíritos malvados e que não merecem nossa estima.
Não,
não é esse o caminho da redenção, do crescimento e da transformação interior que
nos tornarão plenos.
Antes de nos curarmos definitivamente e a fim de nos
tornarmos espíritos melhores em bondade, caridade e amor, teremos que
exemplificar a paciência, o perdão, a aceitação, a força interior para não
desistir no primeiro embate e, mais que isso, precisaremos ajudar esses irmãos
obsessores a crescerem junto conosco. De verdugos em nossas vidas, eles se
transformarão em companheiros de caminhada evolutiva. Numa nova existência
estarão em nossa família consanguínea como filhos, irmãos, pais e
cônjuges.
Então, concluímos disso tudo, que também fomos e somos
obsessores de alguém.
Ainda estamos engatinhando em nossa evolução e em
nosso aprendizado. Conhecendo nossos sentimentos, nosso egoísmo, nossos vícios,
nosso lado negativo. Nossos desejos não satisfeitos pelo outro e pela vida, nos
incomodam, nos tornam ressentidos.
De toda relação familiar o amor deverá
brotar. É por isso que existe a pequena família consanguínea.
Então, não
precisamos maldizer e temer os obsessores. Necessitamos desses irmãos para o
nosso próprio crescimento.
Da mesma forma, todos nós um dia, fomos
obsessores de Jesus e o colocamos na cruz. Ele, no entanto, nos perdoou e
aceitou a cada um de nós em seu coração. E até hoje ele nos acompanha a
trajetória que nos levará até ele e a nossa Grande Família
Universal.
Estamos todos conectados e não há como deixarmos para trás
nossos irmãos de jornada. A compaixão não é egoísta.
Também temos nossos
mentores, guias espirituais que nos auxiliam e não descansam no intuito de nos
ajudar.
Os orientais nos ensinam sobre os bodhisatwas, que são seres
iluminados, mas que não nos abandonam. Eles nos acompanham e nos ajudam sem
cessar para que aceleremos nossos passos rumo ao Todo.
Vamos todos juntos
tranformando este planeta de expiação e provas em um planeta de regeneração.
Depende de cada um de nós e de todos juntos.
Como sabemos , quando estamos muito abertos às influências
energéticas do ambiente externo, de outros espíritos, encarnados ou não, tornamo-nos vulneráveis. Os desequilíbrios são resultado dessas influências. Para retomar o equilíbrio e alcançar a cura, a psicoterapia transpessoal utiliza recursos capazes de cessar a intervenção maléfica das energias pesadas e deletérias, alterando o padrão vibratório para frequências mais elevadas. Dizer que alguém tem o corpo fechado, significa que a pessoa está protegida das influências energéticas externas. Para tanto é preciso desenvolver o "centramento". Centrar-se é tomar posse de si mesmo, ter domínio de si, através do estudo e da prática, desenvolvendo e amadurecendo a mediunidade e equilibrando os
chacras.
O chacra Muladhara, também chamado de chacra básico,
localizado na base da espinha é responsável por nosso enraizamento à terra. Junto
com o segundo chacra Swadhistana, controlam as glândulas sexuais e as suprarrenais.
As glândulas suprarrenais são excretoras da adrenalina, o
hormônio liberado nas situações de medo. Vários sintomas mediúnicos podem ser
acalmados pelo trabalho de energização e equilíbrio desses chacras.
Você pode começar a equilibrá-los
através de práticas simples e eficazes.
Sente-se em um local calmo onde possa observar sua
respiração, começando a tomar consciência de si mesmo. Nas crises de pânico a
respiração se torna ofegante. Aprender a dominar o fluxo respiratório vai
ajudar muito. (assista o vídeo abaixo sobre respiração).
Praticar atividades físicas, caminhada e dança também
proporcionam o enraizamento. As práticas bioenergéticas como o grounding
equilibram a carga e descarga energética.
Os sintomas da síndrome do pânico ou descompensação vibratória
e da mediunidade de incorporação ou psicofonia, ativam a liberação de hormônioscontrolados por esses dois chacras.
Além disso, tem a questão da mente e de seu psiquismo.
Quando estamos infelizes com nossa vida escolhemos, muitas vezes, não estarmos totalmente presentes. Nessa condição acabamos por perder o contato conosco e
nos tornamos alvos fáceis do assédio energético/espiritual, que tomam as rédeas de nossas vida.
Faça os seguintes questionamentos:
COMO VOCÊ SE RELACIONA COM SEU CORPO?
COMO VOCÊ SE RELACIONA COM O DINHEIRO E COM A MATÉRIA?
COMO VOCÊ SE RELACIONA COM A SEXUALIDADE E O PRAZER?
COMO SÃO SUAS RELAÇÕES SOCIAIS?
QUAIS SÃO OS SEUS MEDOS?
Não tenha pressa de entender e transformar, tenha persistência e fé no caminho
do autoconhecimento. Os resultados virão como consequência de uma mudança diária e progressiva. A psicoterapia transpessoal possibilita a expansão da consciência e o entendimento do ser multidimensional. Ultrapassando as barreiras das crenças limitantes e dos padrões negativos.
Num momento de crise chame por seu mentor espiritual ou anjo
da guarda para ajudar, mas não se esqueça de cuidar dos seus pensamentos,
sentimentos e atitudes diários, o clássico “orai e vigiai”.