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segunda-feira, 29 de março de 2021

Síndrome do Pânico X Mediunidade

 Desde a adolescência, sofri muito com a Síndrome do Pânico. 
Meu conhecimento sobre o tema, é fruto de minha experiência e  busca pela cura. 
Naquela ocasião, quase não se falava sobre o assunto. Havia pouca pesquisa e muito preconceito. Por isto,  tive grande dificuldade para encontrar informações  que me ajudassem a  compreender o que se passava comigo. Já faz mais de trinta anos que tudo começou e hoje posso afirmar que foi um caminho de estudos e aprendizado sobre a síndrome, as causas e o tratamento mais adequado. Entender a dinâmica que envolve não somente a síndrome do pânico, como também tantos outros transtornos psicológicos, que acometem cada vez mais pessoas, gerando desconforto, sofrimento e prejudicando a qualidade de vida.
Taquicardia, falta de ar, dor ou desconforto no peito, formigamento, tontura, tremores, náusea ou desconforto abdominal, embaçamento da visão, boca seca, dificuldade de engolir, sudorese, ondas de calor ou frio, sensação de irrealidade, despersonalização, sensação de iminência da morte.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

TREINANDO SEU SEXTO SENTIDO





Quando nascemos nossos pais nos ensinaram a falar, andar, experimentar e usar os cinco sentidos: paladar, olfato, visão, audição e tato. Cheirando e distinguindo o perfume das flores e os odores desagradáveis, identificando imagens de paisagens e pessoas. Crescemos, fomos à escola e aprendemos a escrever, a fazer contas e uma série de outras habilidades, tornamo-nos adultos, por meio dos cinco sentidos, que nos permitem a interação com o mundo. Mas, num mundo materialista, esquecemos de que temos um sexto sentido. Tão importante quanto todos os outros, ele pode ser considerado o "guia" de nossas vidas.

Infelizmente, não aprendemos na escola a usar o sexto sentido. Não existe uma matéria referente ao tema, nem teoria, nem prática. Ficamos à deriva, ao sabor das marés energéticas ao nosso redor. 
A sensibilidade mediúnica e energética é inata, parte do espírito humano. Porém, tão pouco estudada e compreendida. 

O sexto sentido é a Percepção. Ela é um sentido que pode ser desenvolvido, quanto mais nos desidentificamos da racionalização da mente, mais acessamos o sentido perceptivo. 
Provavelmente, você já utilizou seu sexto sentido, várias vezes em sua vida. A intuição, por exemplo, faz parte da sensibilidade e interação dos planos mais sutis que constituem o nosso ser multidimensional.
A percepção como sexto sentido pode ser acessada pelos recursos do hemisfério direito do cortex cerebral responsável pelo processamento e elaboração de tarefas atemporais e espaciais. 

Para compreendermos melhor a interação entre o sentido de percepção, nosso sexto sentido e as dimensões sutis, é necessário sabermos que nosso espírito está se manifestando na matéria física utilizando a roupagem necessária, que é o corpo físico.   Somos como astronautas com aquela roupa que eles usam para transitar na Lua. Apesar da roupa espacial, continuamos a ser humanos.
O espírito, apesar da roupagem física, continua sendo um espírito. 

O espírito, em sua essência, é também revestido por muitas outras camadas de energia, que formam os corpos sutis. O sexto sentido ou mediunidade trata da percepção e interação com essas camadas de energia que caracterizam o nosso estado vibracional, nossas vivências, afinidades vibracionais, nosso estado de espírito. 

Quando encarnamos somos agraciados pelo véu do esquecimento de nossas vidas passadas e de nossa condição como espíritos. Estamos galgando os primeiros degraus da evolução e o nosso planeta tem uma aura muito densa, que reflete a nossa condição evolutiva, ainda precária, por isso é tão difícil acessar outros planos dimensionais. Somos, ainda, muito apegados aos valores materiais e as sensações vulgares e não reconhecemos os sentidos mais sutis.

O sexto sentido será considerado natural e óbvio, à medida que o seres humanos evoluam, despertando a consciência. Temos a cada dia mais espíritos renascendo com o sexto sentido desenvolvido e com o compromisso de auxiliar e convidar a humanidade ao despertar de sua essência espiritual.

O medo ainda é "grande imperador" dos homens no planeta Terra. Conhecer sua natureza espiritual é um trabalho que exige coragem, imbuída do amor que transforma os corações. Somos chamados ao trabalho em prol da evolução terrena. Para tanto o sexto sentido é imprescindível.

Muitos espíritos trouxeram ao mundo terreno o conhecimento que acelerou seu progresso. Infelizmente, quase  sempre, mal utilizado pelo instinto egoísta e ambicioso. Esses espíritos de coragem continuam a renascer para ajudar o desenvolvimento humano. Nesse grupo estão os médiuns de toda espécie. 

Einstein, espírito mais evoluído, veio a Terra, encarnado com esse propósito. Ele tinha um grande resgate adquirido em outro planeta mais evoluído que este. De onde veio tanto conhecimento? Como explicar sua capacidade única e diferenciada? Em seu espírito imortal estavam gravadas suas memórias que pelo acesso mediúnico trouxe à tona em sua vida .

Por mais que a ciência tente materializar todas as coisas, para que possa continuar coexistindo, mantendo-nos na ignorância , somos testemunhas das suas limitações e da grandiosidade oculta no plano em que nos encontramos aprisionados.

A mediunidade ou sexto sentido, como queiram, é um atributo natural que em alguns está mais desenvolvido que em outros. Sabemos que a causa desse estado mediúnico pode tanto ser alavancada pelo altruísmo e a dedicação ao amor incondicional quanto por reajustes do espírito em débito com o Criador e as criaturas.

Seja pelo amor ou pela dor, o destino de cada um de nós  é a evolução e, mais dia, menos dia,  pela ciência dos fatos. Para acelerarmos nossa evolução individual,  podemos treinar o sexto sentido. 
Tudo começa pelas práticas transpessoais de meditação. Aprendendo e desenvolvendo a percepção.

Treinar o sexto sentido e desenvolvê-lo é como obter asas para voar. Digamos que cada um de nós já tem uma asa que é a dos cinco sentidos, a outra asa, que nos falta, é exatamente a da percepção, do sexto sentido.
Vamos voar?




Mensagem de Elucidação dos Guias Espirituais 



Queridos irmãos,

É com um doce sentimento de brandura que venho me comunicar com vocês.

Fui abençoada pela oportunidade de trazer um pouco de luz, não minha, mas de nosso eterno Criador.

Ele nos permitiu estarmos aqui para auxiliá-los no empenho de transformação interior.

Cada um de vocês precisa aprender a praticar seu sexto sentido ou mediunidade.

Cada um de vocês possui o potencial para manifestar o Divino que os habita.

Essa manifestação se faz presente por meio da mediunidade.

O corpo físico é apenas um veículo para se movimentarem no mundo denso. Ele possui vida enquanto for morada temporária do espírito.

Estar em conexão com a Luz tem como premissa a sutilidade que somente o espírito pode alcançar. O corpo humano , por si só, não pode navegar nas águas profundas do Todo.

Jungidos pelo peso da esfera terrena, os espíritos permeiam pelas dimensões sutis como mortos-vivos. Sem nenhuma consciência de sua condição, ficam a mercê das energias destoantes que a região umbralina emana em todas as direções.

Envolvidos pelo orgulho e ilusão da intelectualidade esquecem seu verdadeiro destino e paragem

Acordem filhos, despertem desse sono agitado!

O pesadelo que vivenciam da dor e do sofrimento é apenas criação humana.

Estamos unidos para trazer ao planeta elucidação e consciência.

Se você já começou a iluminar o seu caminho pela reforma intima poderá usufruir desse portal de conhecimento e renovação.

Desprenda-se dos preconceitos, julgamentos, dogmatismos e crenças.

Liberte-se do homem velho!

Viaje nas ondas crescentes da expansão da consciência.

Não há mais como retornar ao antigo estado de prostração, urge a mudança, sejamos breves e eternos.

Breves em empenho evolutivo e eternos em amor compassivo.





RAYANNA Além das Fronteiras

Enviados de Deus

Canalizado por Nadya Prem


Para entrar em contato com seu sexto sentido:



Vamos neste artigo trazer uma prática para treinar a sua terceira visão.



·        Uma vez por semana, sempre no mesmo dia e horário, escolha um canto acolhedor de sua casa ou de um parque e se sente             confortavelmente.

·        Silencie, feche os olhos e entre em contato com ser corpo.

·        Perceba sua respiração, seus pensamentos, seus sentimentos.

·        Deixe fluir o que vier e tome consciência de seu estado emocional.

·        Após alguns minutos de contato com o seu ser, abra os olhos e comece  a focar  o seu olhar em um objeto específico, seja numa  árvore ou uma vela acesa.


·        Toda vez que dispersar com pensamentos e outras distrações, volte a focar o objeto escolhido.

·        Após alguns minutos, feche os olhos e deixe que seu terceiro olho dê continuidade para a prática, percebendo que a imagem focada     continuará presente em seu cérebro e desta vez apenas ativada pelo sexto sentido visual do chacra frontal , entre as sobrancelhas.

·        Pode ser que esse objeto focado vá desaparecendo aos poucos e outra imagem surja.

·        Deixe que seu terceiro olho visualize livremente...

 

Para agendar orientação com Nadya Prem envie e-mail para nadyaprado@uol.com.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

BRUXARIA OU MEDIUNIDADE?



Mediunidade é apenas um termo para expressar a capacidade que  possuímos de intermediar com a dimensão espiritual. Enganam-se aqueles que a confundem  com "religião". Alguns mais, outros menos, estamos conectados 24 horas por dia com as dimensões sutis. Por isto, compreenda que a relação mediúnica está presente em tudo o que realizamos. Em seu trabalho, seja você um executivo ou um advogado, artista ou terapeuta, estará sempre recebendo as influências benéficas ou maléficas do mundo sutil, conforme sua sintonia.



sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Transtorno Bipolar X Influências Espirituais



É comum encontrarmos em nosso circulo social, entre amigos e familiares, pessoas diagnosticadas com Transtorno Bipolar. E quem sabe, você também já faça parte desse grupo?

A “doença” recebeu esse nome em 1980, como substituto do nome psicose maníaco-depressiva, que era considerado pesado demais para definir um desequilíbrio que não é tão terrível assim e que, com um novo rótulo, popularizou-se.

A psiquiatria o considera um transtorno de humor , que oscila entre a euforia e a depressão. Humor excessivamente animado, exaltado, eufórico, alegria exagerada, extrema irritabilidade, impaciência e inquietação, entre outros sintomas; alternados com sentimentos de melancolia, depressão, vazio, tristeza...
A pessoa apresenta modificações na forma de pensar, agir e sentir.

O transtorno está associado a áreas fundamentais para o processamento das emoções no cérebro. Mas, o que leva alguém a se desestruturar psicologicamente e agir de forma extremista,  mudando de humor constantemente e repentinamente?

A falta de resiliência, que é nossa capacidade de flexibilizar e lidar com os problemas, é um fator importante. A irritação que vem fácil ou a euforia, são causadas por certa dificuldade de adaptação às situações diversas, com tendência  ao descontrole das emoções.

A resposta emocional exagerada aos estímulos do ambiente gera os extremos. Há vulnerabilidade mental e emocional. As pessoas que sofrem do transtorno bipolar apresentam personalidade facilmente influenciável.
Este ingrediente as tornam mais permeáveis e reativas.

O corpo físico e sua neurofisiologia são o resultado da ação de uma energia contida no campo sutil que se manifesta no plano terreno. Este é o paradigma transpessoal, no qual estão incluídos os aspectos energéticos e espirituais, dos corpos abstratos mental e emocional.
Assim como um computador, uma máquina sem vida, é um hardware que depende dos softwares e das mãos humanas que o utilizam. O corpo físico é uma máquina que necessita do sopro do espírito para se manifestar.

A química corporal depende do espírito, que é o alquimista.

Somos, sim, responsáveis por nosso estado de espírito e humores! Somos espíritos atuando na matéria. E com exceção daqueles que já nascem com anomalias genéticas, como na Síndrome de Down, a ciência não tem condições, ainda, de esclarecer  qualquer transtorno psicológico, como essencialmente um problema de anatomia cerebral.

A fisiologia alterada é uma sintomatologia e não a causa de um distúrbio mental. Quando compreendemos, além da limitada ciência mecanicista materialista, podemos notar a interferência do espírito, de sua energia e sintonia vibratória em seus desequilíbrios psicológicos.

A deficiência na produção e liberação de alguns hormônios que causam a sensação de prazer e bem-estar, depende de fatores ambientais, alimentares e outros exógenos. Mas, fundamentalmente, é consequência do microcosmo interior do ser e de fatores endógenos que incluem a condição espiritual de cada um de nós.

E como espíritos, potencializamos as nossas instabilidades típicas, devido as influências que sofremos de nossa interação constante com outros espíritos e energias, visto que somos seres de energia. Estamos todos nos relacionando, tanto na esfera terrena quanto nos planos sutis, em sintonia energética. Estamos todos conectados e existe apenas uma ilusão de separatividade.

Podemos assumir várias "caras", temos vários "eus" dentro de nós e cada um deles exerce sua influência em nosso comportamento. A bipolaridade demonstra a dualidade em que nos manifestamos, entre a ansiedade e a depressão, entre o eu desperto e o eu egoísta. Precisamos encontrar o caminho do meio. Conhecer um pouco mais de nós mesmos e de nossas instabilidades, geradas pelos  "eus" que nos habitam, em diversas nuances. E nos associamos aqueles tantos eus que se assemelham conosco no macrocosmo energético.

Em alguns momentos perdemos o foco, enfraquecemos e nos tornamos joguetes das energias circundantes, provenientes de outros espíritos encarnados e desencarnados.

Ficamos abertos às interferências espirituais, dentro de um oceano energético, que nos alcança e nos atinge, em consequência de nossa vulnerabilidade. Em sintonia com outros espíritos,  somos impulsionados a agir desequilibradamente. Submissos a força que nos induz ao desregramento nas atitudes excêntricas e extremas.

A obsessão espiritual é o termo utilizado no espiritismo para caracterizar a aproximação  e influência negativa e obsessiva que outro espírito pode exercer sobre o encarnado. Ela pode acontecer em vários graus e no transtorno bipolar, causa a impressão que o individuo está desorganizado mentalmente, o que não deixa de ser verdade. Suas emoções são desequilibradas e desconexas.

Perde-se o domínio de si mesmo, passando a agir submetido aos delírios de seus obsessores, que são espíritos doentes, encontrando brechas energéticas e  afinidades vibratórias com o obsediado, com seus pensamentos e sentimentos.

A medicação faz o papel de atenuar os sintomas, mas não resolve em definitivo a questão, porque a causa continua. A responsabilidade da cura está na autoconsciência, no aprendizado sobre si mesmo e na mudança vibracional.

O tratamento requer o acesso ao campo mental e emocional , na abstração das ideias que originam o transtorno de bipolaridade, em que se possa compreender e não mais reprimir a dualidade, que assumida nos torna Um. Como seres integrais, temos que aceitar as forças opostas que nos constituem.

Vivemos a dualidade em todas as circunstâncias e o transtorno bipolar é um exemplo do impasse que carregamos. Buscar o caminho do meio como Buda nos ensinou. Compreender o sofrimento procurando eliminar suas causas, pensando, falando e agindo corretamente. Esforçando-se, estando atento e concentrado.

A Psicoterapia Transpessoal  traz os instrumentos que conduzem o ser a reencontrar sua Alma e sua plenitudde.
Tomar posse de si mesmo é o caminho.
Namastê

ORIENTAÇÃO E TERAPIA TRANSPESSOAL COM
NADYA PRADO 
Informações, valores e agendamento envie e-mail para nadyaprado@uol.com.br

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O espírito nasce velho e morre criança...




Se você ainda não assistiu, eu recomendo que veja O Curioso Caso de Benjamin Button, conto de F. Scott Fitzgerald. Ele traz a história do personagem Benjamin, que nasce com a aparência e doenças de um velho e, com o tempo, vai rejuvenescendo, até se tornar um bebezinho.  O desenvolvimento psicológico acontece naturalmente, apesar do corpo de um velho, seu aprendizado cognitivo ocorre como em uma criança e após se tornar um adulto, ele começa a retroceder, até alcançar a pré-adolescência e adquirir os primeiros sinais de demência ou esquecimento de si mesmo.

O conto nos leva a uma série de reflexões sobre o tempo e nosso desenvolvimento psicológico e físico. Aqui proponho as observações que faço apoiadas na dimensão transpessoal, a qual me dedico.
A criança tem como característica, natural, um corpo bastante flexível e, aos poucos, atingindo a maturidade, começa a envelhecer fisicamente, perdendo sua agilidade, mais ou menos, dependendo de como ela vive. Psicologicamente o processo é parecido em alguns aspectos e diferente em outros. Sabemos que o nosso modo de pensar e agir influenciam em nossa longevidade, na saúde mental e física.

Quando o bebê nasce, ele é completamente solto de imposições do ego e com o tempo vai sendo moldado pela convivência com o meio. Esta personificação acontece segundo padrões externos que são internalizados e identificam uma pessoa, um indivíduo.

No âmbito transpessoal e da psicologia do corpo, entendemos que a mente e as emoções se corporificam e durante o processo de personificação, o adulto, quase sempre, vai ficando muito rígido, amparado por limites estreitos de seu entendimento sobre si. As couraças são criadas no decorrer de sua vivência e ele perde sua percepção de interação com o Todo e o seu imenso potencial. O Todo se refere ao conjunto das manifestações de vida do universo com a qual estamos entrelaçados.

Jung compreende que, após o amadurecimento psicológico, nos meandros do ego, iniciamos a fase da metanóia, da mudança, do clímax da dominação egoica , começamos o caminho de reencontro com o self, entendendo por self como a nossa essência não personificada.

Agora, levando em consideração que somos uma essência espiritual e já vivemos várias vidas terrenas, podemos dizer que nosso espírito velho, renasce num corpo novo. E analisando o filme por este ângulo, não parece tão insensato que um homem nascesse velho, rígido e doente, tornando-se dia a dia como uma criança saudável e flexível, sempre pronta a transformação.

O tempo, na jornada terrena, ensina que vivemos ciclos e que tudo se transforma. A ilusão de que morremos e que a velhice é o começo do fim, não condiz com nossa condição de espíritos eternos. A Natureza nos leva na velhice a admitirmos nossa pequenez diante da sua grandiosidade e a necessidade de nos curvarmos a ela.

O dia e a noite têm como glorioso ensinamento de que nada acaba e que tudo se renova. As interpretações que fazemos sobre todas as coisas, a vida, a morte, o tempo, o corpo e a mente, levam-nos para o  melhor ou o pior.

Os preconceitos arraigados sobre ser criança e ser adulto, têm nos feito infelizes, muitas vezes, ao acreditarmos que ser adulto é ser duro, rígido, sofrido e cheio de experiências dolorosas. Esta é a mensagem que tem enviado ao seu mundo interior, sua mente e seu corpo?
Reconecte-se com a sua postura de criança, que traz a mente e o corpo despertos, para a interação com algo maior, com o Todo.  

A vida terrena é uma experiência de transformação e renovação, onde deixamos para traz o homem velho, rígido e doente e assumimos a criança pronta a novos aprendizados evolutivos. Quem sabe, no conto do curioso caso de Benjamim, o mais curioso seja a nossa estreita visão sobre a vida?

Criamos a realidade a partir do que consideramos como real, em nosso infinito imaginário coletivo, que podado pela síndrome da adultice, impede-nos de sermos felizes, sendo condenados ao domínio da pouca criatividade do ser individual personificado e encouraçado.

Namastê, seja amor!
Nadya Prem

Orientação e |terapia transpesssoal
informe e valores nadyarsprado@gmail.com


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Médium e Empata, chega de sofrer com a energia dos outros!!!!



Você é médium, empata?
Chega de sofrer com a energia dos outros!!!!!



ORIENTAÇÃO E TERAPIA TRANSPESSOAL PARA MÉDIUNS E EMPATAS
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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Mediunidade e transtornos psicológicos



A mediunidade trata do sexto sentido que todos nós possuímos. Algumas pessoas são mais observadoras e sensíveis, que outras, entretanto, todos temos o mesmo potencial mediúnico. O médium é um gerador e receptor energético. A qualidade e intensidade mediúnica depende exclusivamente da observação, compreensão, condição e evolução do espírito
A dinâmica da parafisiologia mediúnica ocorre por meio dos chacras, que são centros psicoenergéticos, espalhados pelos corpos sutis. Eles reproduzem a condição espiritual em que nos encontramos, nossos pensamentos e sentimentos. Aparelhados aos corpos sutis, os chacras compõem a aura e cada médium os têm orquestrando sua mediunidade.
Médiuns desequilibrados são resultado de seus chacras desarmonizados, desafinados. Em geral, todos nós temos algum desequilíbrio nos chacras e, portanto, desequilíbrios mediúnicos.
Os chacras são movidos por pensamentos somados aos sentimentos que conduzem as emoções. Por isto, todos os transtornos psicológicos, de algum modo, induzem e agravam os desequilíbrios mediúnicos.
É uma cadeia sequencial de ocorrências, que partem da condição espiritual e resultam na saúde holística em médiuns equilibrados, chacras harmonizados e pessoas saudáveis.
Os chacras estão conectados aos receptores nervosos, denominados plexos nervosos, que são feixes de nervos do sistema nervoso, espalhados pela coluna, em pontos estratégicos. Todas as sensações mediúnicas são sentidas, invariavelmente, pelo sistema nervoso, no corpo físico, onde são interpretadas pela máquina humana.
Os chacras, portanto, servem à comunicação psicoenergética e extra-sensorial com ambientes, pessoas, espíritos e com todas as outras dimensões. Captam, assimilam e emanam as energias das multidimensões, inclusive da dimensão astral; dos pensamentos, sentimentos e emoções dos espíritos encarnados e desencarnados que orbitam nesse plano.
Toda energia que os chacras metabolizam é potencializada mediuniicamente pela afinidade vibracional, quando atraímos espíritos encarnados e desencarnados que estejam em sintonia conosco. O médium potencializa seus próprios medos, ressentimentos, tristezas ou bem-estar, amor e paz interior, de acordo com sua sintonia.
Para que haja sintonia entre médium e espírito, é necessário que os dois entrem na mesma frequência e quanto mais afinados, melhor a comunicação mediúnica. Por isto, nos trabalhos de canalização, de passes ou outro que demande a associação de espíritos encarnados e desencarnados, é necessário que se façam preces que elevem o padrão vibracional.
A intenção das orações e das práticas nos grupos mediúnicos é alterar a sintonia dos participantes, colocando-os na mesma frequência e potencializando o padrão vibracional. É fundamental muita seriedade, por parte dos médiuns, durante as reuniões de trabalho mediúnico, em que são recebidos espíritos sofredores, para que sejam amparados da melhor forma.
Da condição mediúnica, intenções do médium, surgem os problemas e agravamentos dos seus transtornos psicológicos e inclusive das doenças do corpo físico. Perceba que, o médium ao adentrar um grupo de trabalho, em que são levados, pelos benfeitores espirituais, grande número de espíritos desencarnados adoecidos em sofrimento, se não estiver em sintonia adequada, tenderá a sair do ambiente pior do que quando entrou.
Já ouvi muitos casos de médiuns e inclusive já tratei terapeuticamente, uma série de casos como acima citei. O médium, no momento em que entra num hospital espiritual, será afetado pela energia dos doentes e pode ser contaminado. Mesmo, considerando que há um trabalho severo de assepsia energética do ambiente, proporcionada pelos benfeitores espirituais, o médium precisa entender sua responsabilidade diante do grupo.
Além deste fator, o médium é um espírito em aprendizado e evolução e traz inconsciente, muitas vezes, um cabedal de fragilidades psicológicas que são facilmente acessadas na sintonia vibratória.
O médium de incorporação, por exemplo, é um canal para espíritos sofredores que se sintonizam com suas fragilidades, principalmente contidas e reprimidas por seu superego e aprisionadas no seu lado “sombra”.
Há infelizmente, uma grave confusão no tocante ao desenvolvimento e trabalho mediúnico, quando se parte do princípio que todo médium, detentor da sintomatologia da incorporação ou psicofonia, tenha que ir ao grupo mediúnico incorporar os espíritos sofredores.
Eu passei por alguns anos, trabalhando num centro espírita kardecista e, na hierarquia que seguem, todo médium de incorporação trabalha na desobsessão de espíritos sofredores. Acontece que, presenciei, muitos médiuns doentes, incorporando. É o mesmo que levar alguém com baixa imunidade e adoentado em um hospital visitar outros doentes e até trabalhar.
É uma incongruência considerar que a facilidade de incorporação se deve a uma obrigação mediúnica ou tarefa reencarnatória no ambiente religioso.
Toda mediunidade deve ser desenvolvida paralelamente e proporcionalmente a evolução espiritual como queiram os espíritas, ou pelo despertar da consciência, como denominamos na visão transpessoal.
Um doente precisa de amparo e tratamento e pode trabalhar fora do hospital, quem sabe na recepção. Quando uma pessoa com a mediunidade destrambelhada e totalmente “aberta” , começa a servir de canal aos espíritos tão desequilibrados quanto ela, é fato que ela tenderá a piora de sua condição.
Nas casas espíritas que emergem da seriedade sobre a espiritualidade e os trabalhos mediúnicos, sem considerar que seriedade seja sinônimo de rigidez ou dogmatismo, os médiuns harmonizam sua mediunidade por meio da “reforma íntima” a que são induzidos durante o curso de seu aprendizado.
Acontece que, muitas vezes, há uma prática de repressão que apenas esconde as tendências menos agradáveis e as qualidades naturais do ser animalizado, suas emoções menos dignificantes.
Somente o olhar despreconceituoso e integral sobre quem somos é que pode curar e desenvolver médiuns saudáveis. Lembrando-se que todos os transtornos psicológicos, advém de pensamentos e sentimentos conflitantes e falta de autoconhecimento.
A transformação e evolução do espírito humano tem que seguir um novo rumo, em que os frágeis limites dogmáticos e científicos possam ser dissolvidos e que se integrem no entendimento do ser dual.
A psicologia espiritualista e transpessoal, abarcam a mediunidade além das fronteiras religiosas ou materialistas, aceitando sem polarização, todos os conhecimentos que venham enriquecer a busca do ser pleno.


 Na mediunidade desequilibrada ou muito receptiva as emanações ao seu redor, o médium desavisado, associa-se com espíritos que se sintonizam com seu psiquismo. Ele potencializa seus pensamentos e sentimentos e confunde o que é seu com o que é emanado pelo espírito que se vinculou a ele.
Portanto, os pensamentos e sentimentos ditos “negativos” ou, melhor dizendo, mais densos energeticamente e de baixa frequência vibracional, atraem os espíritos da mesa categoria.  

Além da abstração dos pensamentos e sentimentos que são tratados a cada encontro transpessoal entre buscador e terapeuta.Tratar e manter a saúde energética dos chacras é essencial na terapia transpessoal e acompanha a psicoterapia, como recurso indispensável, na abordagem terapêutica.  

Seja amor!

Para orientação e terapia envie um email para nadyarsprado@gmail.com

terça-feira, 6 de março de 2018

Reencarnação e Vidas Passadas



Filosofias e religiões do oriente e do ocidente admitem as reencarnações.

Como espíritos, manifestamo-nos em ciclos de morte e renascimento. 

A doutrina espírita, por obra  de Alan kardec, trouxe no século XIX ao ocidente, a "boa nova" sobre a espiritualidade e o mundo dos espíritos.


O catolicismo em seu passado admitiu a reencarnação. Porém, em meados do século VI, Teodora, esposa do imperador bizantino Justiniano, forçou o papa Virgilio a substituir o conceito reencarnacionista pela ressurreição. Ela tinha medo de reencarnar como escrava negra, afinal era escravocrata.

No oriente, a roda das encarnações é conhecida como Roda do Samsara. Estamos sujeitos ao ciclo de morte e renascimento até que possamos atingir a iluminação. 

Reencarnar é voltar à carne, ao mundo físico. Uma encarnação está atrelada a outra pela lei de causa e efeito do karma.  Criamos karma a todo momento, a cada atitude geramos um movimento que pode ter efeito positivo ou não. Atiramos a flecha e não há mais volta. 

Portanto, o karma pode beneficiar ou prejudicar a nós mesmos, ao outro e ao meio ambiente.
Aquela pessoa que jogou uma bituca de cigarro acesa na mata e provocou um incêndio, certamente criou um karma negativo. De alguma forma ela estará sujeita a lei natural que lhe trará a oportunidade de resgatar o malfeito.

Não existem culpados, somos, sim, responsáveis pelo que plantamos. Como diz o ditado: Quem planta vento colhe tempestade.

Desta forma, fica mais claro compreendermos as adversidades atuais. Quantos problemas que passamos pela vida sem uma causa definida, pelo menos, que sejamos conscientes dela?
Quando averiguamos a relação da vida atual com as vidas passadas, podemos concluir que nada é acaso, há discernimento e harmonia no universo. Racionalmente, chegamos ao consenso que a reencarnação explica uma série de ocorrências que ficariam à deriva na visão materialista.

É necessária uma dose de consciência para atestarmos a realidade espiritual. Quando o espiritismo nos fala sobre a fé raciocinada, ele nos coloca de frente ao questionamento:

-Quem somos e o que estamos fazendo aqui?

Admitir a reencarnação nos dá base para preenchermos todas as lacunas que a ciência atual ainda não conseguiu. No entanto, de forma alguma, devemos cultuar a crença que nascemos para sofrer. Muito ao contrário disso, estamos aqui para aprender a deixar o sofrimento.


Todo sofrimento é fruto da falta de compreensão da impermanência da vida terrena e da eternidade espiritual. Este apego exagerado as limitações da vida física, a falta de conexão com a essência espiritual e o entendimento que somos todos Um.


Aquiete-se e se conecte ao Criador. Você poderá perceber a vida além da vida...

Muitas pessoas se sentem vazias de significado. A vida restrita à matéria não proporciona plenitude. Sinta a espiritualidade que o torna um ser.

Você não nasce numa família por acaso, não encontra desafios por coincidência e não está sob o jugo da má sorte. As vidas passadas norteiam a vida atual. Tudo o que criamos de karma, serve-nos hoje em nossa vida. 


A família a qual pertencemos hoje é constituída por espíritos com os quais temos algum laço, seja de amor ou de ódio. Normalmente, as aflições familiares, os desentendimentos e tantas outras adversidades no campo da "pequena família", são as lições que nos farão galgar mais um degrau em nossa evolução.


É muito bom sair e tomar uma cervejinha ou um café com aquele amigo para relaxar. É ótimo ter momentos de lazer  e descontração. Mas , no convívio familiar, nem sempre as coisas vão tão bem... É preciso paciência e vontade para que na intimidade do lar, saibamos agir em prol do fortalecimento das relações pelo amor incondicional. 

Quando passamos a inserir as vidas passadas ao contexto das relações familiares, amorosas e profissionais, fica muito mais fácil e mais leve para o nosso espírito enfrentar os problemas que surgem.

Precisamos estar atentos ao que criamos hoje. A cada pensamento e sentimento que plasmamos na aura. Atenção às nossas atitudes diárias, para que nosso karma se faça em comunhão com o Divino. Confiando mais na vida e no trabalho de transformação interior realizado na prática diária.

Compreender a reencarnação e as vidas passadas nos traz alento aos sofrimentos atuais e nos encoraja para mudanças.

A TVP – Terapia de Vidas Passadas pode ser útil, por exemplo, em alguns casos, na obtenção do afloramento de uma memória que esteja armazenada no corpo emocional e influenciando negativamente na vida atual. Alguém que morreu por asfixia, se muito preso à matéria, na época do ocorrido, poderá trazer hoje a sensação da falta de ar, em determinadas situações. Há uma fixação cristalizada no corpo sutil que interfere no corpo físico.

Entretanto, não há necessidade de corrermos atrás de nosso passado por curiosidade. O véu que nos distancia do vislumbrar dos acontecimentos de outrora é uma bênção.
Pense em como se sentiria em descobrir que em outra vida seu marido foi seu inimigo mortal, ou que um irmão de sangue era em outra encarnação seu algoz?Ao mesmo tempo, isso poderia explicar a sua antipatia natural por esse espírito...Tudo dependerá de sua aceitação e compreensão.



Mesmo em acontecimentos desta vida, quando não nos são agradáveis, desejamos que caiam no esquecimento. Por isso, às vezes é melhor esquecermos...

Algumas pessoas se ressentem quando descobrem particularidades de vidas passadas.


Apenas para citar um caso, tive um cliente que muito desagradou à ideia de que sua filha era um espírito que pertenceu a uma falange das trevas e que em outras vidas eram unidos pela sintonia pesada que vibravam.  Tanto que chegou a um ponto em que desistiu da terapia.


Sentiu-se ultrajado, humilhado e por pertencer no passado a uma falange trevosa, sofria o assédio, quase que diário, desses espíritos, inclusive de sua filha, quando adormecia...

Teve uma noite em que recebi a visita de um deles me pressionando a não continuar o tratamento...
Enfim, veja o quanto é implacável a lei do karma e das reencarnações.
Para nos libertarmos das negatividades, resgates do passado e da vida atual, temos que inevitavelmente nos conectarmos à Luz que emana do Criador. Aprendermos o amor incondicional que dissolve qualquer laço de ódio que possa nos manter presos ao passado

Perceba em suas relações difíceis, a lei do karma agindo a seu favor. Dando-lhe a oportunidade de transformar a sombra em luz.
O amor incondicional, a compaixão, são fogo divino que dissipam e transmutam o mau em bem, fazendo a Fênix renascer das cinzas.

Seja Amor!


Para Orientação e Terapia envie e-mail para nadyaprado@uol.com.br

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Bruxas e Magos na luta do bem contra o mal




Não importa o nome que se dê e sim o conteúdo. Bruxas, magos ou feiticeiros, o significado está no inconsciente coletivo e no arquétipo que representam. São denominações diferentes para designar aqueles que conhecem os segredos da alquimia, os princípios que regem a vida terrena e sutil e sabem como usar e manipular energia vital, seja para o bem ou para o mal. 


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Deus e o diabo , o céu e o inferno na mesma casa


Você acredita que existe céu e inferno?



Da matéria dos pensamentos e sentimentos, criamos o céu e o inferno que nos habita. Deus e o diabo, morando na mesma casa, dentro de cada um de nós. A dualidade se manifestando, ensinando aos espíritos animados sobre a Luz e as trevas, dando-lhes significado. Não há como compreender o que é a Luz se não na escuridão. 

Acende-se uma vela fraca nas trevas e ela abre caminho ao viajor cambaleante. A luz fraca é a pouca conexão que fazemos com a nossa essência. Ela está conosco, mas entupimos o nosso canal com o sofrimento em vão. 

A nega velha Naná sempre me traz a imagem de um campo vasto em que a luz da lua serve como lanterna. Se o tempo tiver nublado, ele esconde a luz do luar. Acessamos o umbral ou o paraíso, conforme escolhemos nosso modo de vida e cuidamos deste lar, chamado “eu sou”. Em nossa casa interior, que é nosso mundo de construções mentais e emocionais, aglomeramos por vidas, em cômodos, os incômodos, remorsos e outras tantas ilusões. Quartos escuros, com janelas e portas fechadas, cheios de tralhas. Parece um lugar seguro, entretanto, em muitos momentos, nada entra, nada sai... 

Não vemos o sol nem a lua, quando atormentados, dentro de tamanha escuridão. Lá encontramos nossos afetos e desafetos. A criança interior, o velho mestre sábio, alguns monstrinhos e outros arquétipos de toda espécie. Algumas pessoas estão lá dentro nos ajudando a abrir frestas de luz, pessoas que amamos e nos movem. Outras nos trazem mais desconforto. 

Às vezes, um espaço interior que mais aparenta um labirinto, no qual nos perdemos entre tantas dúvidas e discórdias internas. Não nos conhecemos. Pessoas e coisas, apegos... Desejos, expectativas e frustrações na mesma medida. Um barulho de vozes, da conversação interna que se trava entre o ser e a mente. Mas como encontrar Deus dentro de nós, em meio a tanto sofrimento? Como explicar que Ele permita esta confusão?

É preciso mudança, limpeza, esvaziamento. Só assim poderemos nos encontrar com Ele. E para tanto precisamos amadurecer e parar de achar que Ele deve dar conta de tudo. Como pedir para que nos afaste de todo o mal, quando somos nós próprios que absorvemos a maldade no coração, toda vez que julgamos o próximo e a nós mesmos? Pedir para que seja expulso o diabo que se alimenta das nossas emoções? 

Primeiro é necessário compreender que cabe a nós a limpeza da casa que o espírito habita. Parar de alimentar e dar guarida a quem não queremos lá dentro. A cada revolta, crise de raiva, tristeza por não aceitação da vida e das bênçãos que se fazem presentes em tudo, alimentamos a desordem e mais difícil fica encontramos o céu. 

O medo é o maior inimigo que nos busca dentro de casa. Ele nos prende, não deixa que o coração se abra para o amor. O diabo se faz forte pelas vias do ego. Achar que somos vítimas e que não temos total responsabilidade sobre o nosso bem-estar é uma ilusão. As nossas emoções constroem o Umbral que estamos vivendo, o sofrimento acarretado pelo apego. O egoísmo é a presença escura, é o nome do medo. 

Passamos por situações difíceis em que temos que escolher como nos sentir diante delas. As doenças, os desencontros, os problemas que nos ensinam como mudar a rota, conhecendo melhor o território que nos leva para uma consciência mais desperta. 

Não podemos mais continuar alimentando o egoísmo. Não devemos permitir que as ervas daninhas se espalhem e deixem obscura a presença da Luz. Vamos buscar o céu que há dentro de nós. Permitir o esvaziamento, deixando ir tudo que está lá dentro amontoado. Pessoas, acontecimentos, mágoas, ilusões... Apegos e emoções distorcidas, pensamentos egoístas. 

Buscar o céu de estrelas e lua e o dia de sol. Leve a vela acesa que Deus dá a todos, para que possamos enxergar os quartos bagunçados que acumulamos em nossa casa interior. Deus está aí dentro, sempre pronto a acolher, deixe que Sua presença se faça em seu ser. O diabo apenas representa a ilusão que deixamos entrar como uma ventania, um furacão ou tempestade que quer derrubar a paz interna.

Preste atenção, observe -se , entre em contato com o seu mundo interno, veja o que tem desenhado. Plasmamos as nossas escolhas e elas nada mais são que as emoções que deixamos crescer em nós. O espírito está aqui na Terra para aprender a utilizar os seus dons. Criando o bem ou o mal, cocriando a vida. 

Respire, inspirando profundamente, deixe a vida e ar renovado adentrar o seu ser e depois expire espalhando o prana e jogando fora o que não serva mais. Limpe sua casa interior.  

O céu e o inferno estão no mesmo lugar, a grande diferença entre eles é que o inferno é provisório e o céu é eterno e nenhuma treva pode se manifestar numa casa iluminada.

Namastê

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Por que nasci nesta família com tantos problemas?


Sempre comento com meus clientes sobre a propaganda de margarina em que a família reunida e sorridente, mostra toda sua felicidade, em volta da mesa. Alguns dias são assim, outros nem tanto e muitos são bem diferentes dessa imagem que assistimos na televisão. A família é o reduto de nossos maiores conflitos e também de afinidades e laços de amor eterno. Os relacionamentos familiares nos colocam na prática da convivência e do amor incondicional, permitindo exercitar qualidades e dissolver sombras em luz. 


Pequena Família, como o plano espiritual a denomina, é a nossa família consanguínea. Ela apresenta em sua árvore ancestral, uma história de várias encarnações, em que nos reencontramos com os mesmos espíritos, em variadas condições. O seu filho pode ter sido seu avô em outra vida, seu marido hoje pode ter sido seu filho ontem, sua inimiga de ontem, sua filha de agora. E aquela tataravó pode ter sido você!


As pessoas têm alguma dificuldade em aceitar o contexto reencarnatório familiar, porque acham muito estranho que um filho tão amado nesta vida, possa ter sido um algoz em outra. Eu acho uma benção ao coração que sofre, conceber este sentido à vida, que explica as origens dos vínculos e seus conflitos. Por isto o véu do esquecimento é tão importante, para que tenhamos exatamente esta oportunidade de aprender a amar ao outro, desfazendo qualquer resquício de ódio ou vingança do passado. Não seria muito agradável você conviver hoje na mesma casa que seu inimigo de ontem. 


Do cotidiano familiar surgem muitos traumas que não teriam uma razão adequada, se não uma estupidez humana imperdoável. A lei das reencarnações faz perceber que a ordem cronológica terrena é bem diferente dos ciclos espirituais. Adultos que agem como crianças que, por sua vez, agem de forma mais madura que muitos adultos. Esta é a grande sacada para o entendimento das vidas sucessivas e dos reencontros espirituais no núcleo familiar. Existe uma questão de afinidade que não se explica simplesmente pela ordem terrena, da mente egoica. Há nas relações familiares um propósito muito maior. 


Quando não se aceita a lei das reencarnações, fica mais complicado compreender as relações conflituosas entre filhos, pais, irmãos e cônjuges. Sofremos muito mais e aproveitamos muito menos. Numa mesma família encontramos irmãos muito diferentes uns dos outros em sua personalidade e acostumamos dizer que um puxou ao pai e o outro mais à mãe... E na ciência as peculiaridades de cada pessoa são explicadas pela hereditariedade. Estamos num corpo moldado pelos genes e temos traços de nossos progenitores. Mas, não basta nos apegarmos ao legado da genética, porque muitas lacunas não são preenchidas.


Toda família é constituída pela engenharia dos espíritos responsáveis pelas reencarnações, que trabalham no plano astral. Antes de você nascer, a maravilhosa máquina humana é manipulada pela espiritualidade, que ajuda a fornecer as condições necessárias a sua nova vida. As características físicas são moldadas a partir da sua condição espiritual e de quais as principais limitações a superar. 


É muito reducionista e simplório considerar que todos nós somos obras do acaso. Por exemplo, acreditar que a aleatoriedade acarretaria o nascimento de um bebê com síndrome de Down. Ela é causada pela presença de um cromossomo a mais, o par 21. A criança nasce com 47 cromossomos e não 46 como a maioria das pessoas. Existe algo mais, que a mera coincidência ou sorte. Então, cada um nasce com o corpo e a mente que necessitam ao seu aprendizado e de sua família. Limitações que, numa primeira impressão podem sugerir sofrimento, são sempre bênçãos para o nosso despertar. 


A família escolhida para renascermos é a melhor que poderíamos ter neste momento. O primeiro passo para a solução de qualquer conflito familiar é a aceitação de que estamos exatamente onde deveríamos. Convivendo com as dificuldades e benesses familiares, que nos farão melhores como pessoas, como espíritos. É nesta experiência que cresceremos, amadureceremos e principalmente nos tornaremos mais conscientes. 


Você pode escolher suas amizades, mas a família não tem como descartar. Mesmo que vire às costas para os seus familiares, a energia deles continuará com você. Seu ser é parte de um corpo energético maior, o corpo familiar. No seu sangue corre o sangue de seus ancestrais. É preciso aprender a lidar com essa energia. Quando se trata dos conflitos familiares, não se pode esquecer que a família é uma entidade viva, da qual o indivíduo faz parte e coexiste. Há um vínculo energético muito forte e mesmo que distanciados fisicamente, a influência que um familiar exerce ao outro continua na dimensão energética. É o caso notório de irmãos gêmeos, que sentem o que o outro está passando a distância. 


A Psicologia falha quando tenta resolver os problemas familiares apenas pela ótica dos impulsos mentais e emocionais, sem considerar o elo maior entre os familiares, que extrapola qualquer questionamento da vida atual e que adentra o complexo das reencarnações e da entidade energética familiar que forma sua árvore ancestral.


É algo muito natural, não há nenhuma imposição, você não foi obrigado a conviver com sua família. O vínculo energético, seja de amor ou medo, é que os unem. Na família também reencontramos grandes amigos, irmãos espirituais afins, que nos fortalecem na caminhada, como anjos da guarda em nossa vida.


Os conflitos dentro de uma família representam os resgates. Eles não são castigos que temos que sofrer. Eles são bênçãos que nos libertarão de laços que não sejam de amor incondicional. No vínculo espiritual nutrido por desavenças, é necessário que haja um trabalho de renovação da relação, para que sejam dissolvidos os ressentimentos dos corpos emocionais dos envolvidos e, principalmente, o cordão energético deletério, entre eles, que se formou dessa vivência negativa. 


Sabe, quando você fica meio irritado com algum parente ou magoado com as atitudes dele, você entra em um estado de espírito de resgate. Você se sintoniza com algo que ficou estagnado do passado. Então, quando falamos sobre os resgates na reencarnação, eles acontecem nessas ocasiões, em que nossos sentimentos ficam confusos e tristes e os conflitos familiares nos atingem com maior intensidade. 


Fugir da relação familiar, ir para bem longe, tentar esquecê-los, não funciona. Só dá certo quando você está bem consigo mesmo e com eles. Sem mágoas, sem rancor. Caso contrário, sua família continuará junto de você, em seus pensamentos, seus sentimentos, em sua vida. Alguns conflitos também surgem da vinculação de espíritos que se somam a ela e que podem afetar negativamente as condições energéticas do núcleo familiar.


Para resolver as questões familiares você precisa parar por alguns instantes e se colocar como um observador. Feche os olhos e veja sua família interagindo num palco. Cada um representando seu personagem. Olhe para você, veja qual é o seu papel dentro da família, apenas observe, sem críticas ou julgamentos. Olhe para cada um como se você fosse um espírito com muita experiência, de muitas vidas, um sábio, um ermitão. 


Este personagem no tarô representa um homem idoso que carrega uma lanterna, símbolo do grande conhecimento adquirido, iluminando sua trajetória. Apoia-se em um cajado, símbolo de prudência e aptidão, para se localizar no caminho e afastar infortúnios. Sinta-se um ermitão e ilumine com sua lanterna cada um dos personagens familiares. Você poderá ver o sofrimento que eles carregam, suas limitações. Entenderá que cada um está na sua vida para ajudar em seu progresso espiritual. E finalmente olhe para o seu personagem hoje, sua pessoa nesta vida. Perceba com carinho suas limitações e fragilidades.


Aceite cada um do jeito que é, através do olhar e da lanterna do ermitão. Para terminar, deixe que a luz da lanterna toque o coração de todos vocês, um a um, abençoe a sua família, seu núcleo de aprendizado evolutivo. 


Toda vez que entrar em um estado de espírito de resgate, pare e faça o papel do Ermitão. Dessa forma você vai dissolvendo o cordão energético de ressentimentos entre vocês. Poderá ver aos seus familiares como espíritos que sofrem, tanto ou mais que você. Sentirá que você já foi outra pessoa no passado e que já atuou como vários personagens. Escolha ser agora o ermitão que leva sua sabedoria para a família. Faça que esse sábio mostre a você o que fazer, que ilumine sua vida e suas questões familiares. Ele acalmará sua alma e curará o ambiente familiar. 


Algumas Dicas do Ermitão para Curar os conflitos na Família 


• Não desperdice sua energia em discussões, apenas escute, mas não absorva em seu coração insultos, desaforos.
• Respeite o momento de cada um, o livre arbítrio que eles têm para escolher   o que querem.

• Deixe a poeira baixar após um conflito, este é o momento de conversar, sem impor opiniões.
• Cada um de seus familiares tem que carregar a bagagem que lhe pertence, não tente carregar a cruz de nenhum deles, porque a sua já lhe pesa o suficiente. 
• Felicidade é um sentimento que flui sempre de dentro para fora e que brota a partir da aceitação. 
• Não existe nenhum problema quando você não o nutre. Tudo está em perfeita harmonia e os problemas são na verdade bênçãos. 
• Veja em cada pessoa a si mesmo, pratique a empatia, que é  se colocar no lugar do outro.

  Namastê, seja amor!