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terça-feira, 4 de maio de 2021

A doença como sintoma e 3 questões que levam à cura


 

O que faz uma pessoa ser diferente da outra em sua personalidade e também em seu corpo, sua imunidade e desequilíbrios? São peculiaridades sobre sua alma que a tornam única. O grande erro da ciência está no paradigma que tem orientado os tratamentos de saúde baseado na doença e não nas pessoas.  Sim, doença no singular, porque assim como não dizemos "saúdes" não existem "doenças".


A doença é um estado de desequilíbrio da alma que se reflete no corpo e que envolve uma série de sintomas. E aqui não me refiro a alma numa conotação religiosa, mas de uma força motriz.

Há a necessidade de compreensão de que o corpo físico e a doença que o acomete é resultante de um processo disfuncional da pessoa como um todo. Cada ser humano é único em suas vivências, em seu modo de pensar e sentir e precisa ser tratado como pessoa e não apenas como um corpo. O seu drama interno produz a doença. O seu passado e suas experimentações deixam as feridas que são derivadas dos conflitos não resolvidos.

Cada ser humano possui o que podemos chamar de alma interior. Ela é responsável pela dinâmica que se estabelece no corpo físico. Você pode compreender a alma como o brilho nos olhos, a vontade de viver ou a opacidade e apatia que ela induz ao corpo, segundo sua condição.

Qualquer acontecimento precisa ter um sentido. Os sintomas de uma doença, por si só, carecem de um significado. A interpretação é necessária para dar sentido ao fato. Como exemplo, você pode imaginar uma pessoa que comete uma agressão contra si mesma chegando ao suicídio. O fato precisa de uma interpretação para que possamos compreender o que a levou ao ato.

Nós não somos uma máquina mecânica, como a visão materialista e mecanicista do mundo tenta nos convencer. Tudo o que acontece no mundo das “formas”, têm uma interpretação metafísica, que parte sempre da abstração. O alfabeto tem significado quando colocado em palavras, assim também o corpo e sua manifestação pode ser interpretada. O corpo não é apenas um conjunto de órgãos aglomerados. O ritmo cardíaco, a respiração, a temperatura, o peristaltismo, a secreção de hormônios e todo o metabolismo do corpo obedecem a uma consciência.

Não basta explicar que o cérebro reptiliano é responsável pelas funções neurovegetativas. O corpo obedece aos estímulos de uma consciência. Não podemos acreditar de modo simplista que o corpo produz emoções pensamentos e sentimentos. Seria o mesmo dizer que o computador após a montagem do hardware, que representa seu corpo, já é capaz, por si só, de produzir conteúdo sem a necessidade do software.

O conteúdo se refere ao mundo da consciência, dos pensamentos e sentimentos que guiam cada pessoa na vida. O sintoma é um alerta do corpo para nos chamar a atenção de que nosso modo de pensar, sentir e agir tem nos adoecido. Os sintomas não são fenômenos acidentais, não são fatos que não tem significado. Eles precisam de interpretação e razão. Não é racional admitir que a doença acontece por acaso.

A própria razão nos leva ao questionamento das causas de qualquer evento. A doença é resultante da falta de harmonia da consciência que se manifesta no corpo físico como um sintoma.

Então, você deve sempre se perguntar:

1.De que eu estou sentindo falta?
2 O que este desequilíbrio quer me ensinar?
3 O que eu preciso mudar nos meus pensamentos e sentimentos?

Não se pode viver de modo automático sem sofrer as consequências disto. A vida pede consciência, este é o aprendizado fundamental. Cada sintoma representa um aprendizado específico, tem uma interpretação particular. Não temos que combater a doença como um inimigo. Temos que conversar com ela, escutar o que ela fala sobre nosso modo de ser equivocado e disfuncional. Também é importante saber que você não é um doente, você está temporariamente adoecido.

A vivência superficial que nos classifica por rótulos, tem nos afetado profundamente, porque deixamos de acessar nosso conteúdo. Não somos como um produto de supermercado que compramos e consumimos. O corpo não é um produto de consumo. Ele reveste e manifesta o nosso ser interno. E o conteúdo interno pode ser modificado, acrescentando ingredientes, retirando outros.

Um corpo bonito, roupas da moda, palavras vazias e selfies nos fazem adoecer porque ficamos na superfície, no rótulo, na aparência do mundo das formas. Deixamos de ter sentido e interpretação. Qual o sentido da vida e de cada um de nós no Universo, de acordo com a visão materialista, simplista e rasa? Tudo fica sem sentido, sem interpretação, sem profundidade.

Os três questionamentos acima, são a ponta de um iceberg que será explorado até sua base mais profunda. Estas perguntas levam você ao seu mundo interior e a interpretação de seus transtornos psicológicos e enfermidades do corpo. É o significado da doença que você precisa descobrir e a partir desta compreensão assumir sua responsabilidade por sua cura que o levará a uma vida plena, com sentido e preenchimento.

É absurdo as pessoas acreditarem que suas emoções, seu mal-estar mental, seja fruto de uma falha no seu mecanismo cerebral, ou de que sua doença no corpo seja apenas um defeito mecânico. O que eu sempre vejo como esboço daqueles que me procuram inicialmente é um estado de ilusão, é a mesma crença limitante sobre quem são. A falta de consciência e o automatismo que foi imposto pela visão da ciência mecanicista, que tenta administrar a doença e não a pessoa.

Namastê

https://www.youtube.com/watch?v=hhVl9qc67xo

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Texto Revisado

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Cuidando de sua casa interior


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Seja pela porta de sua casa ou de seu coração, esteja atento a quem deixa entrar em sua vida.
Sei que aprendemos a não negar amparo e abrigo a ninguém e que devemos acolher o outro. Porém, o nosso espaço físico, emocional, mental e espiritual, pode ser invadido por energias que não nos pertencem, prevalecendo-se da falta de limites e atenção de nossa parte.

Ser “bonzinho” nem sempre é o ideal para conquistarmos uma relação saudável. Precisamos saber em que momento dizer não, recusar, fechar-se. Proteger-se como uma forma de autoamor.

As relações amorosas, profissionais, familiares e sociais devem ser construídas respeitando-se alguns limites.
Não se perca querendo agradar a todos, esteja em si, O autoconhecimento convida você a compreender melhor a si mesmo e, tomando posse de si, você tem a  possibilidade de melhores escolhas. Agrade primeiro a si mesmo.

Se alguém vai entrar em sua vida , essa pessoa  precisa ser convidada por você. Escolher seus relacionamentos e como eles serão é sua responsabilidade. Depois você não poderá culpar o outro pelo que tem acontecido com você. 

Não se deixe ser facilmente influenciado. Assuma uma postura firme e ao mesmo tempo flexível, não confundindo firmeza com rigidez. Você tem que saber o que quer , que tipo de relacionamento você quer viver. A falta de posicionamento e de foco diante da vida e das pessoas, divide-nos em atitudes divergentes e nossa energia se torna flácida, descompactada, permeável e se esvai. Perdemos o domínio de nós mesmos, envolvidos no emaranhado das influências externas.

Deixar que o outro vá além dos limites, enfraquece nossa integridade , tanto física quanto espiritual. e somos bombardeados pela energia alheia.  E caso não tenhamos estrutura suficiente para continuarmos no domínio, nossas defesas são destruídas facilmente.

A flexibilidade e resiliência são a chave para o acolhimento, mas com imposição de limites. A resiliência é como um elástico que se expande, sofrendo o estresse e a tensão e depois voltando ao seu formato original. A flexibilidade é como um bambu que se enverga sem quebrar. Então isso nos leva a compreensão de que devemos saber ouvir e acolher, sem, no entanto, nos desfazermos em pedaços. 

Mas, como agir para manter a integridade, ocupando nosso espaço na vida sem ferir o próximo ou ser egoísta?Como impor limites?

Tem gente que deixa as portas de sua casa abertas para quem quiser entrar. Perceba que quando convida alguém para entrar, você estará sujeito a receber as influências que essa pessoa traz consigo. Imagine que alguém entre com os sapatos sujos de lama, porque você não reparou ou viu e ficou com vergonha de pedir para retirá-los... Você terá que limpar o seu chão, lavar o tapete.
Em todos os âmbitos da vida é deste modo que as coisas acontecem.

Numa relação amorosa, aprendemos sobre o amor e amar não é deixar que o outro se imponha, prevalecendo as vontades dele ou que manipule o convívio. Ambos devem ser respeitados e a liberdade de um termina quando começa a do outro. Independência acima de tudo! O autoamor é o sentimento que nos imuniza contra invasores. Primeiro amar a si mesmo e assim ter a capacidade de amar o outro.

Na vida profissional, a imposição de limites é essencial à sobrevivência dentro do grupo de colaboradores. Estar aberto às inovações, às mudanças constantes, ser flexível. E tudo sem, no entanto, permitir ser explorado e esmagado pelos outros e pela organização.

Na vida familiar, também, a sua postura será uma manancial de conflitos ou de carinho e paz entre os familiares. Aquele velho ditado que diz para não colocar mais lenha na fogueira. A convivência é mesmo complicada, exige jeito... 

Em todas as relações, o principal é não se guiar pelo medo, porque ele é a porta aberta para os convidados inconvenientes. Medo de assumir o seu espaço, suas convicções, seus questionamentos. Ser o que é, assumindo sua condição atual, seus defeitos, seus méritos, seus talentos, suas sombras. Estar flexível para o novo , para o autoconhecimento  e a transformação interior. 
O medo também é não agir como um animalzinho ferido e feroz, com raiva e agressividade desmedida.

Lembre-se:

Toda construção requer alicerces que a sustentem e lhe tragam estabilidade. Sua casa interior deve estar protegida contra as intempéries da natureza e ser suficientemente acolhedora para que todos os convidados possam ser recebidos. Escolha quem quer convidar, você não precisa receber o fofoqueiro que fala mal de todos ou o bêbado que quebra seus copos.   

Enfim, entenda que estar na energia do “bem” não significa acolher as mazelas, engolir sapos e pisar na lama. Amar ao próximo não é se deixar de lado em prol do outro. Ajudar a quem precisa não é anular suas próprias necessidades.
A prosperidade, a saúde e plenitude são resultados do autoamor que proporciona a sabedoria para escolher quando e a quem abrir as portas.

Seja o seu falar “sim, sim, não, não” (Mateus,5,30)

Seja Amor!

Nadya Prado