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quarta-feira, 6 de março de 2024

Cuidado com a psiquiatrização da vida!

 

cuidados com medicamentos

A medicina psiquiátrica é uma especialidade que tem preza basicamente pelo diagnóstico e tratamento medicamentoso dos transtornos mentais e comportamentais por via da medicação alopática.

 

Dr. Guido Arturo Palomba, um dos mais notáveis psiquiatras forenses do Brasil, acredita que, infelizmente, estamos vivendo sob a égide da medicalização excessiva, o que ele chama de psiquiatrização de vida. 

 

Ele diz que se dá antidepressivo para tudo. Parar de fumar, engordar, emagrecer, para criança, adulto, idoso, para tensão pré-menstrual Ele considera é um absurdo., disse ele em palestra da APM, Associação Paulista de Medicina, em 2017.

 

Abordando o tema “A História da Loucura, da Antiguidade aos Dias Atuais” o psiquiatra lembra que na antiguidade as pessoas com transtornos mentais e comportamentais, os ditos loucos, eram tidos como possuídos pelo demônio, isso até a Idade Média.

 

Depois desse período, passaram a ficar presos junto com prostitutas, doentes venéreos e criminosos comuns, dada a falta de adequação com a sociedade.

 

Por fim, atualmente, como ele mesmo nota, estamos diante da decadência da psiquiatria, em seu modo de olhar o paciente.

 

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Acesse os Portais do Despertar da Consciência que se abriram!

 


 

Todos nós estamos passando por algum sofrimento no planeta Terra, como parte de nosso aprendizado necessário. Mesmo que pareça difícil compreender que o sofrimento é também o remédio, ele é capaz de realizar em nós a transformação e evolução que nos cabe.

Lembremos da célebre afirmação de que todos temos o mesmo destino de evoluir, se não pelo amor, pela dor. E devido a nossa condição espiritual, passamos por uma série de adversidades, que nós mesmos provocamos, dentro de uma matrix experiencial.

Matrix significa matriz ou molde que seve para gerar algo. O planeta Terra e cada corpo físico são resultantes de uma matriz, que permite a vida e a convivência.

O seu corpo físico é moldado por um corpo energético que se chama corpo vital e também por tantos outros corpos mais sutis. Tudo que vibra neste mundo é feito deste modo. A realidade que vivemos é criada por campos vibracionais que se sustentam pelas vibrações individuais, gerando a energia coletiva. Tudo dentro da engenharia que denominamos por geometria sagrada.

A sua mente inferior é sua matrix individual. Um lugar em que você vive seus dramas pessoais, carregados pela energia que brota de sua complexidade multidimensional.

O ego como denominamos na escola transpessoal, é sua mente inferior, que identifica você. Sua personalidade atual é uma matrix.

A percepção da realidade difere de acordo com o grau de consciência de cada indivíduo e nesta coletividade terrena, temos que buscar a ampliação de nossa capacidade inata de percepção além da matéria densa que nos encobre a verdadeira essência.

A física quântica tem colaborado muito no entendimento sobre a realidade e ultimamente, é notável o quanto a Luz tem se aproximado e penetrado em nossa consciência, quase sempre dispersa pelas distrações terrenas. O trabalho de nossos irmãos do Universo tem tocado a cada um de nós para que possamos acordar da ilusão a qual estamos submetidos e submersos.

Vejo por mim mesma, o quanto tenho sentido o toque da Luz e a minha mediunidade tem se transformado num meio para fazer fluir os ensinamentos de consciências mais evoluídas. A minha recompensa é o quanto tudo isto me serve ao meu próprio despertar. É um grande presente que eu gostaria de saber utilizar de modo mais prático. O empecilho é sempre a mente que algumas vezes trava ou confunde os aspectos mais profundos das mensagens.

Nós temos limitações que precisam ser ultrapassadas, mas isto requer tempo e por isto estamos aqui, fazendo parte da engenharia sagrada que nos criou e nos move nessa direção evolutiva.

A consciência é ativada pelo que chamamos de portais. Mais especificamente, portais da consciência, que acessamos através da jornada evolutiva. Eles se abrem à medida que já tenhamos condições de penetrar a verdade com consciência.

Os portais que estão se abrindo para nós e revelando a todos neste momento uma nova realidade, estão disponíveis a quem quiser. Nós já podemos compreender algumas verdades:

·        A GRANDE FAMÍLIA UNIVERSAL

Você faz parte da Grande Família Universal, isto é dito e repetido por essas consciências, para que todos possamos compreender que o sofrimento é fruto da ilusão de separatividade que vivemos nesta matrix.

Temos diversas dificuldades em nossos relacionamentos em todos os âmbitos da vida. Na família, aquela pessoa difícil de conviver, no trabalho aquele colega que não se compatibiliza com você, na relação amorosa em que a desilusão assombra e permeia.

Você pode dirimir e até cessar seu sofrimento quando acessa a verdade de que somos parte da Grande Família Universal. Quando todas as rusgas deixam de ser tão importantes, porque a nossa convivência com a grande família é cósmica e torna tudo aqui no planeta tão pequeno diante da grandiosidade universal.

Você passa a perceber que está neste pequeno planeta chamado Terra. E que apesar de tão pequeno é tão grande campo para o aprendizado da humanidade.

Tem coisas que ainda não nos é permitido acessar, verdades que ainda não podem ser reveladas. Não que sejam proibidas, mas elas são inacessíveis ao nosso patamar consciencial.

A consciência é desperta aos poucos, porque, se não, o choque de realidade seria fulminante e o efeito seria devastador. É literalmente como um choque.

·        QUANDO FICAMOS LIMITADOS AO TEMPO TERRENO, FICAMOS PRESOS NA MENTE INFERIOR E NÃO HÁ SOLUÇÃO PARA OS SOFRIMENTOS NESTE NÍVEL CONSCIENCIAL

 

O que se pode afirmar é que as doenças mentais não encontram cura pelos métodos científicos, porque nada que há no plano terreno capaz de interferir e afetar nosso campo mental abstrato, sutil, se não, a própria experiência da vida.

Os medicamentos alopáticos utilizados são apenas “perturbadores” da consciência, atrasando o processo de evolução, em muitos casos. A necessidade da medicação deve se restringir a pequenos períodos de sofrimento, em que aliviam a dor.

Não há neste planeta quem não precise de aprendizado para corrigir e extrair e arestas, lapidar e polir.

Também, a morte do corpo terreno é inevitável, visto que nada poderá agir no sentido contrário, que seja feito pela ciência materialista, porque a origem de cada um de nós não é deste planeta. Querer preservar o corpo físico pela eternidade não faz o menor sentido.

·        A CURA É O PRÓPRIO PROCESSO DE DESPERTAR

A cura é o próprio processo do despertar, antes de tudo. O corpo físico e a mente inferior são as ferramentas que devem sim ser preservadas, cuidadas, porém, sempre com uma visão alinhada as leis da natureza.

Quando ficamos presos ao tempo limitado da vivência terrena não há solução definitiva para os nossos sofrimentos

 

·        A LIBERDADE É CONSCIENCIAL

Um caro amigo disse que grande parte da população necessita de um mestre para seguir.  Que a ansiedade que muitos sentem se abranda quando permitem que outra pessoa os guie. Por isto, a dificuldade de muitos acessarem a responsabilidade que têm sobre suas escolhas.

O propósito divino não é de se tornarem seguidores, vocês devem seguir individualmente no processo coletivo de desmistificação e controle de massa.  Assumir a responsabilidade por seus atos, suas escolhas.

·        O MAPA DO DESPERTAR NO HOLOGRAMA TERRA

Jesus ao se incorporar na matrix terrena, deixou para nós seu legado e o mapa para interpretarmos todas as coisas. Pela evolução individual se conquistará a vitória coletiva dos irmãos terrenos. Mas, por ora, as pessoas continuam se debatendo e digladiando.

Como um holograma, o planeta Terra é um projeto que se tornou realidade para os habitantes de universo sedentos de entendimento e crescimento espiritual. O planeta abriga seres de diversas linhagens que se misturam na diversidade.

As guerras e contradições são produto de suas diferenças e falta de observação de que tudo não passa de uma matriz. É um estado de ignorância que impõe o sofrimento a coletividade e ao individual.

O que os une é a indiferença com a verdade, porque aprendemos a viver a ilusão. O medo de olhar para a realidade é proveniente do ego, porque quando acessamos a verdade, é a morte dessa personalidade ilusória.

Estamos em via de tornar o planeta Terra parte do conglomerado universal, de forma permanente. Está chegando o dia em que a Terra no plano físico será integrada a Grande Família Universal. Isso já vem acontecendo há bastante tempo, com as aparições extraterrestres, com muitas canalização por médiuns espalhados pelo mundo e agora mais intensamente.

Ainda não alcançamos na coletividade, a condição necessária para que os nossos irmãos do universo se revelem a todos.  E por mais evidencias que surjam, as pessoas negarão o óbvio.

Você assiste na TV e outras redes sociais, o quanto é complicado para o ser humano, abrir mão de suas verdades relativas. O ego lutará até o fim, contra o despertar.

A Nova Terra é o nome que identificará esta nave terrena, este ser vivo, que está deixando de ser apenas um projeto ou um laboratório em quarentena. Os habitantes que até então estiveram isolados da verdade, passarão a ter consciência.

Aqueles que não obtiverem o despertar e não puderem acessar a verdade serão contidos e levados para continuarem seu aprendizado em outras naves.

E assim será, amém!

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Respire, inspire e expire profundamente, viva a Nova Terra está chegando!

 



Para galgarmos de um planeta de provas e expiações, para um mundo de regeneração, temos que passar por alguns aprendizados essenciais. Diferente do que alguns têm pregado sobre evolução e o karma, a questão de causa e efeito em nosso processo de expansão de consciência é fator natural e irreversível. Colheremos sempre o que plantarmos. Além disto, a plantação dependerá dos cuidados em adubar e retirar as ervas daninhas.

Negar a própria falibilidade do semeador que cada um de nós representa, é não querer se transformar num semeador competente. Quem ainda não aprendeu a plantar, precisa experimentar, errar e depois acertar. 

Negar sua realidade evolutiva é o que tem trazido mais sofrimento que o necessário. O pior aprendiz não é aquele que tira zero em suas provas, mas, sim, aquele que se recusa a escutar e ser o aprendiz, antes de se tornar o mestre. O ser humano é carregado de orgulho, sentimento de ignorância sobre si mesmo.

O medo que acompanha a família terrena é o principal empecilho e aprendizado. O medo precisa ser transformado dentro de cada um de vocês. Ele os afasta de qualquer movimento em direção ao despertar. Ele impede que se mobilizem e os faz submissos à pobreza emocional que os acompanha há tanto tempo, como numa plantação em terreno impróprio e improdutivo.

O medo os separa, faz com que construam muros, faz com que se escondam. Assim tem sido desde o início. Quando se utilizam de manipulação e de máscaras sociais, não são verdadeiros em seus comportamentos, como políticos e religiosos que não incorporam o que pregam, apenas usam a fantasia carnavalesca do bom cidadão.

Mas, seus espíritos e a condição vibracional do medo a que a humanidade se agarra é notável, é explícita, quando contamos a colheita, quando olhamos para a semeadura.

O que tem acontecido na Terra é resultado do medo tão covarde. E a doença comunitária veio hoje a vocês para ensinar a compreenderem o que trazem em comum. 

Os pulmões são órgãos responsáveis pela troca que fazem com o planeta, inspirando e expirando, todos mergulhados na mesma atmosfera terrena e dela usufruem o oxigênio que os mantém vivos. Mas, também, vocês têm contaminado o lar que habitam, com seus venenos mentais e emocionais. 

Há uma perigosa relação entre vocês agora. Quem contamina e quem é contaminado?
O medo os tem afetado na dinâmica social. Acreditam poderem vencer um vírus com uma máscara ou com uma vacina?  Assim, como o sarampo voltou e o vírus da poliomielite continua no ar e com possibilidade de contaminação, vocês continuam submetidos às intemperanças da vida.

É necessário compreenderem que só vencerão as doenças quando perceberem que elas são também a cura. Quando fazem suas vacinas a partir do próprio vírus, corroboram com a necessidade de se aprender a conviver com o que consideram o veneno. Ele pode matar ou pode curar, depende da dose.

Novamente chegamos ao mesmo ponto, em que a humanidade ainda não é capaz de perceber que o aprendizado que lhes é asseverado, é a convivência. Não existem inimigos, sejam vírus, sejam pessoas.

Primeiro, vocês devem aceitar a morte do corpo. Parem de negar a finitude de seus corpos terrenos, porque isto tem colocado vocês em situação de vexame, de uma covardia tamanha. Depois precisam aprender a sair da ignorância da pseudociência, por acharem que sem a vida no planeta Terra, nada mais existe, ou acreditarem que cada um de vocês são apenas um corpo físico e produtos do acaso.

Tamanha ignorância precisa ser abandonada. Lembrem de Giordano Bruno que foi queimado vivo, no período da Inquisição da Igreja Católica, por acreditar, entre outras heresias, que havia vida além da Terra, que outros mundos eram habitados por outras formas de vida pensante.

A expressão logus espermatikus, utilizada por Santo Agostinho, significa que há razões seminais para a criação. Toda semente contém todas as partes do organismo a ser formado, contém uma razão seminal. Agostinho foi um filósofo que viveu entre 354 e 430. Ele concebeu Deus como uma entidade que pertence a um reino de verdades atemporais e imateriais, que só temos contato de modo não sensorial vulgar e uma parte de Deus está em nós, sendo, assim, a todos é acessível. O mal está na limitação da vida material e finita. Resumindo nenhum de nós é um acaso.

A ciência do acaso ou a religião do proselitismo não conferem o devido respeito ao Divino e nem os levarão à sabedoria que é fruto de somatória e não de exclusões. A dualidade diz respeito a opostos complementares.
Não bastam somente críticas, mas precisamos trazer soluções. Por isto, nós estamos aqui, para ajudar vocês a refletirem sobre o que temos dito. 

Se puderem sair de suas plataformas territoriais, poderão voar alto, além das fronteiras da Terra e juntos poderemos mudar a vibração que ainda impera na psicosfera do planeta. Para isto, fechem o olhos e meditem. 

Observem seus pensamentos incontáveis e doentios, disfuncionais e estereotipados. Percebam que podem escutar seus pensamentos e que eles são somente ecos da ignorância e do mal que perdura no âmbito terreno, devido às crenças antigas e deterioradas que vocês têm assimilado nestes séculos de poder da Igreja e da pseudociência.

Acordem, ouçam o canto Divino que reverbera em cada uma de suas células. Ele curará todas as mazelas que vocês têm vivido. Não haverá, então, inimigos a combater, nem vírus, nem bactérias , nem pessoas, nem ideologias.

Respirem profundamente e mergulhem na atmosfera que lhes trará a cura. Se vocês pesquisarem um pouquinho, saberão que em seus corpos vocês convivem con bactérias e vírus.
Apenas 43% do corpo é composto por células humanas e a restante, a maior  parte é constituída por bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos. "Nós somos mais um micróbio do que um ser humano", explicou o professor da Universidade da Califórnia - San Diego, Rob Night, à BBC.

Então, o que mais mata a humanidade é a sua prepotência, que nada mais é que o medo de assumir sua falibilidade, o medo que ainda isola a família terrena de sua Grande Família Universal.
Na parábola do Semeador, vocês encontrarão as respostas para muitas das suas inquietações:

Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia. Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. E disse-lhes muitas coisas em parábolas. “O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, cairam em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. Quem tem ouvidos, ouça!” Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?” Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. Pois à pessoa que tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem será tirado até o pouco que tem. É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem. Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram. Ouvi, portanto, a parábola do semeador: Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão das riquezas sufocam a palavra, e ele não dá fruto. A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”. (Mateus 13,1-23)
Namastê!


Além das Fronteiras
Nadya Prem, Shan e Grande Família Universal

terça-feira, 4 de maio de 2021

A doença como sintoma e 3 questões que levam à cura


 

O que faz uma pessoa ser diferente da outra em sua personalidade e também em seu corpo, sua imunidade e desequilíbrios? São peculiaridades sobre sua alma que a tornam única. O grande erro da ciência está no paradigma que tem orientado os tratamentos de saúde baseado na doença e não nas pessoas.  Sim, doença no singular, porque assim como não dizemos "saúdes" não existem "doenças".


A doença é um estado de desequilíbrio da alma que se reflete no corpo e que envolve uma série de sintomas. E aqui não me refiro a alma numa conotação religiosa, mas de uma força motriz.

Há a necessidade de compreensão de que o corpo físico e a doença que o acomete é resultante de um processo disfuncional da pessoa como um todo. Cada ser humano é único em suas vivências, em seu modo de pensar e sentir e precisa ser tratado como pessoa e não apenas como um corpo. O seu drama interno produz a doença. O seu passado e suas experimentações deixam as feridas que são derivadas dos conflitos não resolvidos.

Cada ser humano possui o que podemos chamar de alma interior. Ela é responsável pela dinâmica que se estabelece no corpo físico. Você pode compreender a alma como o brilho nos olhos, a vontade de viver ou a opacidade e apatia que ela induz ao corpo, segundo sua condição.

Qualquer acontecimento precisa ter um sentido. Os sintomas de uma doença, por si só, carecem de um significado. A interpretação é necessária para dar sentido ao fato. Como exemplo, você pode imaginar uma pessoa que comete uma agressão contra si mesma chegando ao suicídio. O fato precisa de uma interpretação para que possamos compreender o que a levou ao ato.

Nós não somos uma máquina mecânica, como a visão materialista e mecanicista do mundo tenta nos convencer. Tudo o que acontece no mundo das “formas”, têm uma interpretação metafísica, que parte sempre da abstração. O alfabeto tem significado quando colocado em palavras, assim também o corpo e sua manifestação pode ser interpretada. O corpo não é apenas um conjunto de órgãos aglomerados. O ritmo cardíaco, a respiração, a temperatura, o peristaltismo, a secreção de hormônios e todo o metabolismo do corpo obedecem a uma consciência.

Não basta explicar que o cérebro reptiliano é responsável pelas funções neurovegetativas. O corpo obedece aos estímulos de uma consciência. Não podemos acreditar de modo simplista que o corpo produz emoções pensamentos e sentimentos. Seria o mesmo dizer que o computador após a montagem do hardware, que representa seu corpo, já é capaz, por si só, de produzir conteúdo sem a necessidade do software.

O conteúdo se refere ao mundo da consciência, dos pensamentos e sentimentos que guiam cada pessoa na vida. O sintoma é um alerta do corpo para nos chamar a atenção de que nosso modo de pensar, sentir e agir tem nos adoecido. Os sintomas não são fenômenos acidentais, não são fatos que não tem significado. Eles precisam de interpretação e razão. Não é racional admitir que a doença acontece por acaso.

A própria razão nos leva ao questionamento das causas de qualquer evento. A doença é resultante da falta de harmonia da consciência que se manifesta no corpo físico como um sintoma.

Então, você deve sempre se perguntar:

1.De que eu estou sentindo falta?
2 O que este desequilíbrio quer me ensinar?
3 O que eu preciso mudar nos meus pensamentos e sentimentos?

Não se pode viver de modo automático sem sofrer as consequências disto. A vida pede consciência, este é o aprendizado fundamental. Cada sintoma representa um aprendizado específico, tem uma interpretação particular. Não temos que combater a doença como um inimigo. Temos que conversar com ela, escutar o que ela fala sobre nosso modo de ser equivocado e disfuncional. Também é importante saber que você não é um doente, você está temporariamente adoecido.

A vivência superficial que nos classifica por rótulos, tem nos afetado profundamente, porque deixamos de acessar nosso conteúdo. Não somos como um produto de supermercado que compramos e consumimos. O corpo não é um produto de consumo. Ele reveste e manifesta o nosso ser interno. E o conteúdo interno pode ser modificado, acrescentando ingredientes, retirando outros.

Um corpo bonito, roupas da moda, palavras vazias e selfies nos fazem adoecer porque ficamos na superfície, no rótulo, na aparência do mundo das formas. Deixamos de ter sentido e interpretação. Qual o sentido da vida e de cada um de nós no Universo, de acordo com a visão materialista, simplista e rasa? Tudo fica sem sentido, sem interpretação, sem profundidade.

Os três questionamentos acima, são a ponta de um iceberg que será explorado até sua base mais profunda. Estas perguntas levam você ao seu mundo interior e a interpretação de seus transtornos psicológicos e enfermidades do corpo. É o significado da doença que você precisa descobrir e a partir desta compreensão assumir sua responsabilidade por sua cura que o levará a uma vida plena, com sentido e preenchimento.

É absurdo as pessoas acreditarem que suas emoções, seu mal-estar mental, seja fruto de uma falha no seu mecanismo cerebral, ou de que sua doença no corpo seja apenas um defeito mecânico. O que eu sempre vejo como esboço daqueles que me procuram inicialmente é um estado de ilusão, é a mesma crença limitante sobre quem são. A falta de consciência e o automatismo que foi imposto pela visão da ciência mecanicista, que tenta administrar a doença e não a pessoa.

Namastê

https://www.youtube.com/watch?v=hhVl9qc67xo

Para saber mais sobre transpessoal e o meu trabalho acesse:
canal do youtube www.youtube.com/nadyaprem
blog www.psicologiaespiritualista.blogspot.com

Para informações sobre terapia online com webcam no skype envie um email para: nadyarsprado@gmail.com

Texto Revisado

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Normose, enfermidade que causa ansiedade, depressão e outros sintomas


Ser ou não ser normal é um julgamento, uma referência que se apoia em crenças e valores, que trazem uma noção de limite. Cada sociedade se apoia em determinadas regras de conduta e postura, diferentes, segundo sua cultura. Por exemplo, é normal, em nossa cultura, o consumo de carne bovina. Na Índia, o bovino é sagrado e perambula pelas ruas, com todo o respeito.
Diferenças culturais, religiosas e diferentes paradigmas. Cada qual defendendo a sua verdade.
O que é unânime, diz respeito à prisão sufocante que vivemos, em defesa das verdades relativas que carregamos e o quanto nos esforçamos para sermos considerados pessoas "normais", impondo-nos uma série de valores e regras de vida. Temos que assumir determinados comportamentos para sermos aceitos na sociedade. 

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Peregrino de si



A vida é assim, cheia de aprendizados. Alguns dias melhores que outros. Ficamos cansados, às vezes desanimamos, mas tem algo maior que não nos deixa caídos. Temos que nos religar ao Todo, sempre que possível, para compreendermos o que precisamos aprender e mudar.
Mas, por onde começar a procurar esse “senhor” que nos soprou para a vida, que nos movimenta e que é pura luz?
Por onde caminhar para achá-lo e abraçá-lo muito forte, para nunca mais nos afastarmos?
Quantos peregrinos saem em viagem por terras distantes em busca deste encontro?
Escolhemos nossa trajetória dia a dia. Somos responsáveis pelo mundo em que vivemos como viajantes de passagem.
Muitas vezes, por não nos conhecermos o suficiente, nossa vida fica tão confusa quanto o nosso mundo interior...
Tem momentos em que nossa visão se turva, a bagagem pesa e a paisagem fica envolvida por uma névoa, que parece difícil de ser dissipada.
Para iluminar o caminho da vida em busca do Todo, é necessário arrumar o nosso mundo interior. Pensamentos, sentimentos, emoções estagnadas, impedindo o fluxo saudável. Instalando desequilíbrios no corpo e no espírito, na vida amorosa, familiar, profissional, e financeira.  Não há espaço para mais nada e a bagunça tem que acabar.
Não existe um pó de pirilimpimpim para nos salvar disso tudo, como alguns pregam por aí. 
A mudança é de cada um e exige esforço próprio. Não há como mudar uma situação problemática sem dar o primeiro passo. 
O mestre Lao Tzu ensina que “Uma longa viagem começa com um único passo”.
Admitir que somos falíveis, carentes e erramos algumas vezes em nossas escolhas, quando não estamos conscientes e despertos.  
Erramos porque estamos aprendendo e a humildade é uma ferramenta muito útil diante da confusão. Ela nos ajuda a olhar para os quartos escuros e cheios de tranqueiras do nossa casa interior.
Então, abrimos as janelas e as portas para o sol e o ar puro entrar, sem vergonha de que alguém possa notar o que ficou escondido ali por tanto tempo. Afinal, nessa bagunça toda, podemos achar algo como um armário antigo e precisaremos da ajuda do outro para carregá-lo de dentro de nós.
Temos um microcosmo em nossas mãos, em nosso coração, em nosso corpo, que pulsa,  flui em rios de energia, meridianos de ch’i.
Nesse universo encontramos o que mais buscamos: o senhor de nossas vidas.
Sua expressão é o amor incondicional que jorra incessantemente como fonte de água cristalina.
No momento em que o peregrino viaja para dentro de si, ele encontra a quem tanto procurou do lado de fora.
E nesse instante, aqui e agora,  as paredes deixam de existir, não há mais escuridão, não há mais necessidade de teto, de proteção, porque não existe mais medo e sofrimento.
Não há mais nada para esconder, a luz envolve e cura. 
O Todo é o Tao que não pode ser descrito e não está na razão. Ele é sentido e por isso é eterno. Ele está dentro e está fora. Ele está presente, aqui e agora.
Meditação do Peregrino
Não bastam apenas palavras, a prática é o caminho. Vá para um local tranquilo, aberto, pode até ser seu quintal ou algum parque.
Sente-se de modo confortável e inspire profundamente para que a vida alcance sua alma e solte vagarosamente o ar, sem pressa.
Sinta-se como um peregrino, levando uma mochila nas costas... Perceba o peso e a paisagem à sua volta.
Na mochila, estão suas dúvidas, seus problemas e mais um tanto de coisas inúteis. Vá se desfazendo de todo o peso.
Jogue fora as mágoas, os ressentimentos, a culpa e tudo mais que tem lhe feito sofrer.
Quando terminar, entre em contato com o seu coração e o chacra Anahata. Visualize você, sem nenhuma bagagem, solto, livre e à sua frente a figura de um ser de luz. 
De mãos dadas com este ser vocês adentram uma bola de luz e por ela são envolvidos.
Sinta-se integrado à luz.
Olhe novamente a paisagem e perceba se algo mudou.
Seja Amor!

domingo, 22 de março de 2020

Transformação: A porta estreita que precisamos atravessar!


Transformação é um movimento em que a energia estagnada e doente, que tem causado dor, volta a fluir a partir de uma mudança de atitude. Num mesmo corpo, uma nova postura promove a transformação.
Para quem procura terapia em momentos difíceis, ainda é bastante complicado explicar o lugar que o paciente precisa ocupar no ambiente terapêutico. Além das diversas versões terapêuticas, o essencial precisa ser esclarecido. Não devemos desviar ou tentar rotas alternativas, o enfrentamento do problema é a única forma de resolvê-lo. Eu estou neste planeta e aqui terei que continuar...
Na parábola da porta estreita, Jesus quer nos mostrar que não haverá solução sem enfrentamento. Diferentes de um animal, que ainda reage pelo medo, nós precisamos alcançar a consciência que nos faz agir com lucidez. Isto é o que nos diferencia dos animais. E este é nosso grande conflito: agir e não reagir.
As crises sempre existirão e nós teremos que passar por elas na vida. O que muda é como escolhemos vivê-las. O Homem está sempre em busca do conhecimento, mas sua motivação, infelizmente, quase sempre é conhecer para controlar. A necessidade de prever o dia de amanhã e escapar dos perigos, é natural, mas não pode servir como guia, como medida de segurança.
Hoje estamos confinados a um doloroso aprendizado em que nos refugiamos em quarentena e ao mesmo tempo refletimos sobre nossa forma de viver no mundo. Estamos entre os limiares do medo e do isolamento e da necessidade de aprender a viver em coletividade.
Estamos no mesmo planeta e quase sempre esquecemos disto. Distanciamo-nos da realidade em muros de ilusão e separatividade. Porém, somos hoje confrontados pela verdade absoluta que a Natureza impõe: não podemos controlar o que não está ao nosso alcance.
Imagine que um grupo de pessoas precise alcançar o topo de um muro para ultrapassá-lo. Sem escadas ou qualquer outro recurso, elas terão que se unir e construir uma escada humana. A lição é que agir em coletividade é sempre muito melhor, mas com consciência.
Outra lição é que o muro que construímos é o mesmo que teremos que ultrapassar, algum dia. Vamos entender o muro como sendo o que simboliza o medo e a intenção de controlar e se sentir seguro. Uma medida de contenção as vezes é necessária, mas sempre causa danos, que posteriormente devem ser restaurados. Hoje estamos nos privando do convívio social e amanhã quando tudo passar, precisaremos contar os números do prejuízo econômico e social.
A vida é fluxo, é continuidade, represar é estagnar. Em terapia, no vinculo psicoterápico, a primeira regra que o paciente deve assimilar é que o lugar de terapia é um espaço de enfrentamento e não de fuga. Mas, por que estou falando sobre enfrentamento terapêutico e a situação do planeta neste momento?
Simples, para você entender que crises devem ser enfrentadas e não negadas. Não se desvie da porta e do caminho estreitos que o levarão verdadeiramente ao que tem buscado. Os desvios são as fórmulas mágicas de cura, que só servem para enganar, como a maça envenenada que a bruxa oferece para Branca de Neve.
Com base nos meus atendimentos, reconheço que muitas Brancas de Neve me procuram e me pedem para que eu seja a bruxa. Não, este não é o meu papel. Seriei sempre o personagem que indicará o caminho da perigosa floresta onde encontrarão o sábio.
Jesus, soube, sendo um grande mestre, trazer em suas parábolas um manual, indiscutivelmente excelente, para nos guiarmos na vida:
Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

Mateus 7:13,14
Namastê
Somos parte de um Plano Maior!

Quer fazer terapia comigo?
Informações e agendamento: nadyarsprado@gmail.com


quinta-feira, 31 de outubro de 2019

A Química do Sofrimento da Alma


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 Um artista pintou uma tela que traduzia o seu sofrimento. Em um arroubo de fúria ele a destruiu, mas o seu sofrimento continuou lá dentro dele, nada mudou.
Em todos os desequilíbrios psicológicos e físicos nos defrontamos com o sofrimento que está além da dor física que pode ser apalpada num exame médico.
Somos portadores dessa sensação que extrapola os cinco sentidos e que chamamos de sofrimento. Ele não é físico, mas é sentido em alguma parte de nós. O sofrimento não pode ser tocado pelas mãos, mas algumas vezes, ele vem à tona, na catarse, quando recebemos uma massagem, num abraço, num carinho.
Ele está presente em nosso ser, incomodando, roubando o nosso prazer, destruindo nossos relacionamentos, tirando nossa qualidade de vida e nosso direito a felicidade.
Nos transtornos psicológicos, o sofrimento é mais crível e no ambiente das sessões psicoterápicas, ele é o personagem principal. Falar sobre o sofrimento e tentar resolver as questões que ele acomete, faz parte do processo terapêutico.
O sofrimento é um vilão implacável e a ciência tem um entrave em relação a ele, porque em seu paradigma materialista não cabem sensações sutis ou abstratas. Ele surge somente na escuridão sutil.
Por esta dificuldade, por uma visão estreita aos limites da mecânica materialista, o ser humano é combalido pelos venenos que ele próprio fabrica, na ânsia que traz para alterar a química do sofrer.
Porém, não basta mudar a química do corpo se não compreendermos a química da alma. E como tratar a alma?
A medicação para a alma é o acolhimento, a aceitação e a transformação do sofrimento em cura. Um caminho que faz florescer a compaixão e dissolver o campo das emoções destrutivas.
Em pequenas doses de autoconsciência podemos compreender que todo sofrimento traz, no fundo, um desejo por amor, prazer, alegria, bem-estar. Essas sensações internas que, ignorantes de nós mesmos, buscamos fora de nós. Tentamos sentir sensações agradáveis em alguém, em alguma situação ou objeto de desejo. Mas, todo o bem-estar que se baseia no outro, sempre é passageiro.
Nada que venha de fora, seja o que for, seja quem for, será capaz de prover nosso mundo interior permanentemente. Porque nada temos, mais que a nós mesmos. E precisamos aprender a conviver com a nossa própria companhia.
O sofrimento é falta de autoamor. É uma casca dura e grossa que criamos no campo emocional e mental, dos pensamentos e sentimentos disfuncionais. Uma casca que ganha vida própria, porque acreditamos em sua existência.
Pensamentos e sentimentos disfuncionais sobre a vida, sobre quem somos. E geram um corpo de sofrimento, desequilibrado e constituído de medo. Ficamos envoltos por uma sombra que não permite a passagem da luz que nosso ser essencial traz.
Esse corpo de sofrimento que é sutil e tão real vai se cristalizando e atingindo o corpo físico.
É necessário regatar a alegria e o prazer pela vida, desmanchar a corpo do sofrer. Ele serve como uma defesa, um escudo protetor contra novas experiências. Ele é constituído por experiências negativas do passado que são sua matéria prima. O corpo de sofrimento impede a liberação dos hormônios da felicidade, do bem-estar.
Ele nos fala o tempo todo sobre o que é certo ou errado, sob o prisma do passado e como podemos tentar controlar o futuro. Ele produz doenças no corpo e alimenta a mente doentia.
Para tratar as doenças geradas pelo corpo de sofrimento até dissolvê-lo é necessário escapar das armadilhas da mente e nos colocar no aqui e agora.
Primeiro praticar meditação e observar o corpo do sofrer. Dissociar-se dele e acessar a luz interior que cura. Um caminho do sofrimento ao amor incondicional, do medo à compaixão, do ego ao self, do sofredor ao iluminado.
E assim guiar a reconstrução de um ego saudável que serve ao espírito como roupagem transitória para suas conquistas eternas.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Pessoa tóxica, veneno que pode curar!


Como dizem por aí, a diferença entre o veneno e o remédio está na dose. O paradoxo sobre o veneno que cura ajuda a explicar um equívoco referente ao conceito sobre pessoas tóxicas, quando consideramos que essas pessoas nos contaminam. Será que são um mal necessário, como um veneno que pode curar? Até que ponto as pessoas tóxicas podem nos servir como um remédio a nosso favor?

Vamos partir do princípio que um relacionamento é um vínculo, que agrega dois lados com algum interesse ou afinidade, em comum. No trabalho, encontramos pessoas que, de algum modo, têm os mesmos objetivos profissionais, seja quanto a ganhar dinheiro ou por compartilharem o mesmo ambiente empresarial e seguirem a mesma área de atuação. Na família, não há dúvida sobre o fato de nos relacionarmos uns com os outros por alguma associação, ao menos, consanguínea, como no caso dos irmãos. Escolhemos nossos grupos sociais e também nossas amizades e relacionamentos amorosos. E se quisermos ampliar esta visão sobre os relacionamentos, podemos dizer que estamos no mesmo planeta, não por culpa do acaso. Algo em comum há entre nós e não podemos nos isolar como se não pertencêssemos à humanidade.

As pessoas tóxicas que surgem em nossa vida, são pessoas que não caem de paraquedas em cima de nós. Elas mexem com a gente. Mesmo em uma circunstância de aparente acaso, elas acionam sentimentos e emoções que nos incomodam. Elas têm o poder de acessar um lado sombrio que temos, elas são um gatilho. Quando uma pessoa me faz sentir raiva, eu não posso dizer que ela é culpada por eu me sentir assim, porque a raiva é minha, está em mim.

Na verdade, algumas pessoas conseguem nos tirar de um suposto equilíbrio. Porém, não há equilíbrio em quem se desequilibra. Há sim, uma camada superficial de disfarçada sensatez, que logo se perde quando estamos diante de uma pessoa que consegue nos tirar do sério. As pessoas as quais andam rotulando de tóxicas, são nada mais que pessoas que conseguem fazer vir à tona emoções, que estavam guardadas nas profundezas, meio escondidas. Emoções que ainda temos para curar e por isto as pessoas tóxicas são mais um remédio que um veneno para a nossa alma. Tem várias pessoas que servem como gatilho, deste nosso lado frágil, seja na família, no trabalho, na vida. Temos que aprender algo com elas, isto é certo, são um mal necessário. Por exemplo, posso citar os políticos corruptos deste país, que me deixaram numa “pindaíba danada”. Não tenho culpa sobre o que acontece hoje no Brasil, na economia, na política. Hoje não tenho plano de saúde, não tenho renda fixa, não tenho segurança. Posso descascar aqui o abacaxi que a vida me proporcionou e de forma alguma escolhi conscientemente viver na esfera da vida terrena, do paradigma materialista.

Eu posso sentir uma grande revolta ou me resignar, em minha vida. Apenas duas opções, nada mais. Algumas vezes, acho que é bom sentir raiva e transformá-la em combustível para mudar o que eu posso e quanto aquilo que não está em meu poder, eu tenho que aprender sobre resignar-me. A resignação me leva a aceitar a situação atual e me permite tentar algo diferente. Como espiritualista e sob o paradigma de que fazemos parte de algo maior, compreendo que há harmonia nesta confusão superficial. Mas, não é fácil lidar com as emoções que afloram nas dificuldades. Primeiro vem a revolta, como parte de uma negação, sinto raiva pelas adversidades. É meu animal se manifestando. Porém, quando me demoro nesta energia, acabo me vendo numa jaula me debatendo e me envenenando com as minhas emoções negativas. Em algum instante de lucidez vejo que estou perdendo minha energia e que deveria usá-la para tentar mudar minha situação. Estes sentimentos que trago à tona, revelam quem eu sou e em que ponto estou de meu processo de autoconhecimento e crescimento. É a minha condição espiritual, mental e emocional. O sentimento é meu, seja de raiva ou de resignação. Se alguém ou algo me atinge no centro do meu ser e me desestrutura, isto é responsabilidade minha e não do outro.

Nos relacionamentos somos colocados frente a nós mesmos. Por isto, somos afetados negativamente quando temos que nos desfazer de alguns sentimentos e emoções negativas, que carregamos como espíritos em evolução. E assim, as pessoas conseguem nos atingir, com o lado tóxico, que cada um carrega, porque estamos abertos e indefesos, ainda sem imunidade para nos protegermos. São essas pessoas que nos servirão de remédio, como vacinas contra um mal maior. Também, tanto quanto elas, temos uma sombra enorme para iluminar. Então, vamos deixar o orgulho de lado, lembrando dos nossos próprios venenos que nos fazem adoecer e que muitas vezes ofertamos para aqueles com os quais ainda temos que nos relacionar. Apontar o dedo, julgando e culpando os outros, é uma solução ingênua de repulsa e solidão. Melhor é começar por nós mesmos, a curar o que precisa ser curado, no encontro com a outra parte de nós, que ainda se esconde de vergonha. Nesta relação íntima com as nossas limitações, seremos capazes de nos imunizarmos das pessoas tóxicas, sempre pelo toque do amor. Namastê

 Saiba mais em https://www.psicologiaespiritualista.blogspot.com.br Orientação e terapia transpessoal: informações e valores: nadyaprado@uol.com.br

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Cuidando de sua casa interior


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Seja pela porta de sua casa ou de seu coração, esteja atento a quem deixa entrar em sua vida.
Sei que aprendemos a não negar amparo e abrigo a ninguém e que devemos acolher o outro. Porém, o nosso espaço físico, emocional, mental e espiritual, pode ser invadido por energias que não nos pertencem, prevalecendo-se da falta de limites e atenção de nossa parte.

Ser “bonzinho” nem sempre é o ideal para conquistarmos uma relação saudável. Precisamos saber em que momento dizer não, recusar, fechar-se. Proteger-se como uma forma de autoamor.

As relações amorosas, profissionais, familiares e sociais devem ser construídas respeitando-se alguns limites.
Não se perca querendo agradar a todos, esteja em si, O autoconhecimento convida você a compreender melhor a si mesmo e, tomando posse de si, você tem a  possibilidade de melhores escolhas. Agrade primeiro a si mesmo.

Se alguém vai entrar em sua vida , essa pessoa  precisa ser convidada por você. Escolher seus relacionamentos e como eles serão é sua responsabilidade. Depois você não poderá culpar o outro pelo que tem acontecido com você. 

Não se deixe ser facilmente influenciado. Assuma uma postura firme e ao mesmo tempo flexível, não confundindo firmeza com rigidez. Você tem que saber o que quer , que tipo de relacionamento você quer viver. A falta de posicionamento e de foco diante da vida e das pessoas, divide-nos em atitudes divergentes e nossa energia se torna flácida, descompactada, permeável e se esvai. Perdemos o domínio de nós mesmos, envolvidos no emaranhado das influências externas.

Deixar que o outro vá além dos limites, enfraquece nossa integridade , tanto física quanto espiritual. e somos bombardeados pela energia alheia.  E caso não tenhamos estrutura suficiente para continuarmos no domínio, nossas defesas são destruídas facilmente.

A flexibilidade e resiliência são a chave para o acolhimento, mas com imposição de limites. A resiliência é como um elástico que se expande, sofrendo o estresse e a tensão e depois voltando ao seu formato original. A flexibilidade é como um bambu que se enverga sem quebrar. Então isso nos leva a compreensão de que devemos saber ouvir e acolher, sem, no entanto, nos desfazermos em pedaços. 

Mas, como agir para manter a integridade, ocupando nosso espaço na vida sem ferir o próximo ou ser egoísta?Como impor limites?

Tem gente que deixa as portas de sua casa abertas para quem quiser entrar. Perceba que quando convida alguém para entrar, você estará sujeito a receber as influências que essa pessoa traz consigo. Imagine que alguém entre com os sapatos sujos de lama, porque você não reparou ou viu e ficou com vergonha de pedir para retirá-los... Você terá que limpar o seu chão, lavar o tapete.
Em todos os âmbitos da vida é deste modo que as coisas acontecem.

Numa relação amorosa, aprendemos sobre o amor e amar não é deixar que o outro se imponha, prevalecendo as vontades dele ou que manipule o convívio. Ambos devem ser respeitados e a liberdade de um termina quando começa a do outro. Independência acima de tudo! O autoamor é o sentimento que nos imuniza contra invasores. Primeiro amar a si mesmo e assim ter a capacidade de amar o outro.

Na vida profissional, a imposição de limites é essencial à sobrevivência dentro do grupo de colaboradores. Estar aberto às inovações, às mudanças constantes, ser flexível. E tudo sem, no entanto, permitir ser explorado e esmagado pelos outros e pela organização.

Na vida familiar, também, a sua postura será uma manancial de conflitos ou de carinho e paz entre os familiares. Aquele velho ditado que diz para não colocar mais lenha na fogueira. A convivência é mesmo complicada, exige jeito... 

Em todas as relações, o principal é não se guiar pelo medo, porque ele é a porta aberta para os convidados inconvenientes. Medo de assumir o seu espaço, suas convicções, seus questionamentos. Ser o que é, assumindo sua condição atual, seus defeitos, seus méritos, seus talentos, suas sombras. Estar flexível para o novo , para o autoconhecimento  e a transformação interior. 
O medo também é não agir como um animalzinho ferido e feroz, com raiva e agressividade desmedida.

Lembre-se:

Toda construção requer alicerces que a sustentem e lhe tragam estabilidade. Sua casa interior deve estar protegida contra as intempéries da natureza e ser suficientemente acolhedora para que todos os convidados possam ser recebidos. Escolha quem quer convidar, você não precisa receber o fofoqueiro que fala mal de todos ou o bêbado que quebra seus copos.   

Enfim, entenda que estar na energia do “bem” não significa acolher as mazelas, engolir sapos e pisar na lama. Amar ao próximo não é se deixar de lado em prol do outro. Ajudar a quem precisa não é anular suas próprias necessidades.
A prosperidade, a saúde e plenitude são resultados do autoamor que proporciona a sabedoria para escolher quando e a quem abrir as portas.

Seja o seu falar “sim, sim, não, não” (Mateus,5,30)

Seja Amor!

Nadya Prado