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quarta-feira, 25 de maio de 2022

Deus quer que você aprenda a fazer muito com muito pouco

  


(...)E ele disse-lhes: Quantos pães tendes? Ide ver. E, sabendo-o eles, disseram: Cinco pães e dois peixes.  E ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em grupos, sobre a erva verde. E assentaram-se repartidos de cem em cem e de cinquenta em cinquenta. E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, e abençoou, e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles. E repartiu os dois peixes por todos.  E todos comeram e ficaram fartos, e levantaram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.  E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens. (...) Marcos 6:30-44

Uma questão comum é qual o nosso papel nesta vida. Às vezes nos sentimos tão pequenos e queremos fazer coisas muito grandes com o nosso pequeno ego e tudo nos parece muito difícil. Como podemos fazer o milagre da multiplicação sendo que Jesus nos disse que poderíamos fazer o mesmos milagres e curas que Ele?

Um grão de areia, este é o ego. E o fato é que a vida só é possível no ego. Então, o propósito de vida inclui ser quem você é hoje, exatamente assim, sem tirar nem por. É a partir do que você tem hoje em mãos que a transformação começa. Deus quer que você aprenda sobre seu potencial de fazer o melhor com o pouco que parece ter ou ser, ele quer ensinar a prosperidade!

Eu sempre ouvi dos mais velhos que nunca estamos contentes com o que temos, principalmente quando estamos jovens. Queremos sempre o que não temos, porque o que temos não nos satisfaz. Na busca espiritual as pessoas se perdem em contextos filosóficos e ideais utópicos sobre ascensão espiritual e iluminação, querendo o que não têm, não compreendendo significados como o da prosperidade e do despertar da consciência. Elas estão no ego e apenas acham o falso self.

O ego, esta pessoa que somos hoje, não sobrevive na iluminação, não é possível ser um iluminado no ego, na identificação pessoal. Todos somos iluminados na essência, mas, por agora, estamos no ego, vivendo nele. Você já buscou um curso sobre despertar da consciência ou alguma terapia que prometeu ensinar você em alguns passos como conquistar sua iluminação ou sua cura? Um final de semana, um curso intensivo ou algo assim para curar todas as suas dores e conflitos?

Se sim, tenho quase certeza que não teve o resultado esperado. Pode até haver uma melhora momentânea, mas não definitiva. Provavelmente, você se culpou por isso. Ao invés de melhorar sua vida e seus sofrimentos, você continua na mesma ou até pior, porque se sente incapaz de melhorar. Ou então, você culpou o curso e o terapeuta.

Porém, o que você não percebeu é que tudo não passava de um engodo, de uma enganação contra você. Se você não enxergar a mentira dessas práticas espirituais, você continuará se culpando e piorando a cada dia.

O primeiro erro é acreditar que você chegará a algum lugar diferente deste aqui na Terra em que você vive neste exato momento. Isto não é possível, por hora. Você precisa aprender a viver nessa confusão e não deve fugir dela. E não há iluminação para o ego na Terra. Esta é uma realidade que temos que assumir e compreender. E se você forçar a sua ascensão espiritual é provável que enlouqueça. A kundalini quando sobe no momento errado, enlouquece o seu praticante. Por isto, não tenha pressa. A evolução espiritual acontece naturalmente. Kundalini é força telúrica, terrena, um fogo serpentino que necessitamos no lugar certo, na medida certa, equilibrada.

Muitos mestres foram julgados porque mostraram sua personalidade egoica. As pessoas acham que um mestre vivendo na Terra não tem desejos, está isento do ego. Não, se ele está encarnado, ele está no ego. O mestre apenas tem mais experiência ou sabedoria. Buda compreendeu este preceito, que a iluminação acontece no caminho do meio. O ego é o veículo que nos proporciona a possibilidade da vida terrena à caminho da Luz. Você precisa apenas observar como o ego se comporta e ir absorvendo as lições que ele ensina. O seu mestre será seu ego e a vida na carne. Você tem como tarefa domar o ego e curar essa pessoa que ele representa: você!

Que linda tarefa Deus nos convoca a realizar!

O ego é produto da fusão de luz e sombra que promove a personificação. A sua identidade é um conjunto de luz e sombra. Cada um de nós é uma pintura caprichada, feita para a vida terrena. A geometria sagrada está presente em toda a Terra, em cada um de nós, uma obra de arte divina. A personificação nos coloca no ego, que é esta sensação de estar separado do outro. O ego nos ajuda a pisar em terra firme para viver esta experiência maluca neste planeta. Convivemos com espelhos, num labirinto de reflexos de nós mesmos, na ilusão da separatividade.

O ego tem como características principais o medo, o apego, a raiva, a ignorância, o orgulho; são os venenos mentais. E aí precisamos aceitar que estamos carregando um ego conosco, veneno que na dose certa é remédio. Alguns têm um ego mais frágil que outros e as nuances da vida mental de cada um se diferenciam neste sentido. Os problemas psicológicos e emocionais são produto do ego.

Então Deus nos convidou a vida terrena para este aprendizado que parece estranho. Tenho que conviver com o ego sem me deixar levar por suas tendências negativas e ao mesmo tempo não tenho como me libertar dele agora. Existem egos muito frágeis e cindidos, são aqueles de pessoas que sofrem de transtornos esquizofrênicos, mediunidade aflitiva, síndrome do pânico. Tem egos que são depressivos porque se frustraram demais. Todos temos que cuidar de nossos egos.

Assim, à medida que nos curamos os nossos espelhos são curados, nosso reflexo se multiplica em bênçãos e prosperidade.

Quando você procura por soluções rápidas para questões humanas complexas, você está no ego e só encontrará ilusão. Você se ilude acreditando que não é mais um egoísta. Para você conquistar paz interior, prosperidade, vida saudável, comece aceitando sua condição atual. Compreenda a vida não pela visão central, mas por uma visão periférica. As pessoas têm escolhido a vida virtual, a internet, o olhar míope. Temos duas possibilidades, a visão centralizada ou a visão periférica. A visão central é aproximada, quando olhamos para a tela do computador ou celular ou para o próprio umbigo. A visão periférica é menos detalhada, mas nos coloca diante de uma imensidão de informações visuais ao nosso redor e ao longe. Cuidado, veja se não está sendo engolido pela prisão mental do ego e das bolhas das redes sociais.

O ego precisa apreciar a periferia, paisagem e o horizonte, para compreender que além dele tem muito mais e que a vida serve para ensinar como sair de si mesmo para viver em comunhão com o seu próximo e ao longe. A história do cavalo e do cavaleiro ensina que um depende do outro para chegarem ao destino final. Sem cavalo não há cavaleiro, sem cavaleiro o cavalo não será domado.

Volta a abraçar pessoas, a respirar profundamente o ar terreno, a conviver com seu corpo. Olhar nos olhos, falar bem próximo, sentir o perfume de cada ser humano. Não sinalize virtudes, não se considere diferente , nem pior , nem melhor. Não acredite na multidão, não siga a multidão para não cair no abismo!

Lembre-se que estamos em fase de transição planetária e a guerra continua, porque para aprendermos a paz precisamos da guerra. O ego é o conflito necessário para alcançar a Lux!




Namastê


 Além das Fronteiras Om Shan

segunda-feira, 29 de março de 2021

Síndrome do Pânico X Mediunidade

 Desde a adolescência, sofri muito com a Síndrome do Pânico. 
Meu conhecimento sobre o tema, é fruto de minha experiência e  busca pela cura. 
Naquela ocasião, quase não se falava sobre o assunto. Havia pouca pesquisa e muito preconceito. Por isto,  tive grande dificuldade para encontrar informações  que me ajudassem a  compreender o que se passava comigo. Já faz mais de trinta anos que tudo começou e hoje posso afirmar que foi um caminho de estudos e aprendizado sobre a síndrome, as causas e o tratamento mais adequado. Entender a dinâmica que envolve não somente a síndrome do pânico, como também tantos outros transtornos psicológicos, que acometem cada vez mais pessoas, gerando desconforto, sofrimento e prejudicando a qualidade de vida.
Taquicardia, falta de ar, dor ou desconforto no peito, formigamento, tontura, tremores, náusea ou desconforto abdominal, embaçamento da visão, boca seca, dificuldade de engolir, sudorese, ondas de calor ou frio, sensação de irrealidade, despersonalização, sensação de iminência da morte.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

O que fazer quando a ansiedade se torna um transtorno?


Você, talvez, sinta ansiedade em alguns momentos da sua vida, isto é natural, faz parte da dinâmica emocional. Mas é importante distinguir quando a ansiedade passa a ser um problema de saúde.  Para entender melhor a ansiedade e o que ela causa em nós, vamos começar por compreender o medo.

Em situações de perigo o cérebro emocional aciona no corpo uma série de recursos próprios do medo. Segundo o DSM- Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais o medo é uma resposta emocional, física e comportamental a uma ameaça externa reconhecível. Já a ansiedade é um estado emocional incômodo, perturbador e antecipatório, que causa os mesmos sintomas da reação emocional do medo.

Poderíamos dizer que a ansiedade está na mente, enquanto o medo está no corpo. Porém, ao sentirmos ansiedade, o corpo reage ao estímulo emocional, seja ele real ou imaginário. É o medo em ação, promovendo a liberação de hormônios, alterando a sua fisiologia, gerando sintomas desagradáveis. Mãos geladas e suadas, taquicardia, confusão mental, desarranjos intestinais, falta de ar, são alguns sintomas. 

Sentir ansiedade, em alguns momentos, é positivo, de um algum modo, porque o estado de desconforto nos leva a buscarmos aprender a lidar com aquilo que não conhecemos e nos sentimos inseguros ou incompetentes.  Ela nos torna adaptativos e nos tira da zona de conforto. A ansiedade também gera cautela para que não sejamos, demasiadamente, impulsivos.

Além dos limites, a ansiedade se torna uma doença, um transtorno. Ao invés de nos ajudar, ela passa a ser um sofrimento constante. Neste estágio o que era um recurso adaptativo passa a ser um sintoma inapropriado sem uma ameaça previsível ou real. Da ansiedade surgem vários transtornos e conhecê-la melhor pode fazer toda diferença na cura. O medo e a ansiedade, normalmente, são acompanhados de um comportamento de esquiva, o que explica as alterações metabólicas no corpo que se prepara para reagir ao perigo iminente.

Esse sentimento de esquiva está presente nos transtornos de ansiedade em geral. As sensações desagradáveis no corpo, decorrentes do medo faz com o próprio medo se potencialize e a pessoa amedrontada tenta fugir e evitar todas as situações que gerem o desconforto emocional e físico. Dito isto, fica mais fácil compreender a tomada de decisão dos ansiosos, em busca do alívio imediato, pelas vias medicamentosas e por um deslocamento da ansiedade para outros transtornos como, por exemplo, as compulsões. Ocorre que, enquanto não abordamos as causas, os problemas continuam.

A preocupação é um estado emocional antecipatório em que a mente viaja para possíveis ou imaginárias situações futuras em que poderia se sentir vulnerável. Este estado mental pode ser produto de falta de autoconfiança e entrega. E sempre vem acompanhada de uma necessidade de tentar controlar as situações futuras. Autoconfiança implica uma série de questões que são trazidas desde a infância e quem sabe de outras vidas. A entrega trata de uma confiança em algo maior e o entendimento que a vulnerabilidade é parte das experiências e pode ser encarada como um aprendizado ao espírito.

Também considero bastante importante o fato de hoje em dia as pessoas sempre buscarem resultados e não viverem o momento presente. Querem controlar todas as coisas, como se isso fosse possível, sem trabalharem em si a aceitação. Ganhar ou perder é tudo uma questão de ponto de vista e quando queremos apenas ganhar, segundo nossas expectativas, não permitimos que a vida possa fluir livremente.

A ansiedade é um estado natural da mente que se sente em permanente conflito com as pessoas e acontecimentos. Ela tem sempre a sensação de ter que lutar para sobreviver. Por isto, a mente é sempre angustiada e se libertar desse estado mental é libertador. Para tanto, é necessário acessar outros estados de consciência , suplantando a mente sofredora e sem saída. Viver aqui e agora é o estado de não-ansiedade e de não-mente que todos nós podemos acessar.  Para alcançar esta condição de tranquilidade e ir diminuindo o fluxo de pensamentos angustiantes, é fundamental praticar a dissociação saudável, por meio da expansão da consciência, que sabe a diferença entre o eu verdadeiro e o falso eu.

A prática da meditação é o inicio de toda transformação. A parir dela começa a cura em que a mente doente saii do comando dando lugar a consciência desperta. É um processo terapêutico de reencontro com a essência do ser e reconstrução de pessoa pelo sentimento nobre do autoamor. 

Namastê

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Transtorno Bipolar X Influências Espirituais



É comum encontrarmos em nosso circulo social, entre amigos e familiares, pessoas diagnosticadas com Transtorno Bipolar. E quem sabe, você também já faça parte desse grupo?

A “doença” recebeu esse nome em 1980, como substituto do nome psicose maníaco-depressiva, que era considerado pesado demais para definir um desequilíbrio que não é tão terrível assim e que, com um novo rótulo, popularizou-se.

A psiquiatria o considera um transtorno de humor , que oscila entre a euforia e a depressão. Humor excessivamente animado, exaltado, eufórico, alegria exagerada, extrema irritabilidade, impaciência e inquietação, entre outros sintomas; alternados com sentimentos de melancolia, depressão, vazio, tristeza...
A pessoa apresenta modificações na forma de pensar, agir e sentir.

O transtorno está associado a áreas fundamentais para o processamento das emoções no cérebro. Mas, o que leva alguém a se desestruturar psicologicamente e agir de forma extremista,  mudando de humor constantemente e repentinamente?

A falta de resiliência, que é nossa capacidade de flexibilizar e lidar com os problemas, é um fator importante. A irritação que vem fácil ou a euforia, são causadas por certa dificuldade de adaptação às situações diversas, com tendência  ao descontrole das emoções.

A resposta emocional exagerada aos estímulos do ambiente gera os extremos. Há vulnerabilidade mental e emocional. As pessoas que sofrem do transtorno bipolar apresentam personalidade facilmente influenciável.
Este ingrediente as tornam mais permeáveis e reativas.

O corpo físico e sua neurofisiologia são o resultado da ação de uma energia contida no campo sutil que se manifesta no plano terreno. Este é o paradigma transpessoal, no qual estão incluídos os aspectos energéticos e espirituais, dos corpos abstratos mental e emocional.
Assim como um computador, uma máquina sem vida, é um hardware que depende dos softwares e das mãos humanas que o utilizam. O corpo físico é uma máquina que necessita do sopro do espírito para se manifestar.

A química corporal depende do espírito, que é o alquimista.

Somos, sim, responsáveis por nosso estado de espírito e humores! Somos espíritos atuando na matéria. E com exceção daqueles que já nascem com anomalias genéticas, como na Síndrome de Down, a ciência não tem condições, ainda, de esclarecer  qualquer transtorno psicológico, como essencialmente um problema de anatomia cerebral.

A fisiologia alterada é uma sintomatologia e não a causa de um distúrbio mental. Quando compreendemos, além da limitada ciência mecanicista materialista, podemos notar a interferência do espírito, de sua energia e sintonia vibratória em seus desequilíbrios psicológicos.

A deficiência na produção e liberação de alguns hormônios que causam a sensação de prazer e bem-estar, depende de fatores ambientais, alimentares e outros exógenos. Mas, fundamentalmente, é consequência do microcosmo interior do ser e de fatores endógenos que incluem a condição espiritual de cada um de nós.

E como espíritos, potencializamos as nossas instabilidades típicas, devido as influências que sofremos de nossa interação constante com outros espíritos e energias, visto que somos seres de energia. Estamos todos nos relacionando, tanto na esfera terrena quanto nos planos sutis, em sintonia energética. Estamos todos conectados e existe apenas uma ilusão de separatividade.

Podemos assumir várias "caras", temos vários "eus" dentro de nós e cada um deles exerce sua influência em nosso comportamento. A bipolaridade demonstra a dualidade em que nos manifestamos, entre a ansiedade e a depressão, entre o eu desperto e o eu egoísta. Precisamos encontrar o caminho do meio. Conhecer um pouco mais de nós mesmos e de nossas instabilidades, geradas pelos  "eus" que nos habitam, em diversas nuances. E nos associamos aqueles tantos eus que se assemelham conosco no macrocosmo energético.

Em alguns momentos perdemos o foco, enfraquecemos e nos tornamos joguetes das energias circundantes, provenientes de outros espíritos encarnados e desencarnados.

Ficamos abertos às interferências espirituais, dentro de um oceano energético, que nos alcança e nos atinge, em consequência de nossa vulnerabilidade. Em sintonia com outros espíritos,  somos impulsionados a agir desequilibradamente. Submissos a força que nos induz ao desregramento nas atitudes excêntricas e extremas.

A obsessão espiritual é o termo utilizado no espiritismo para caracterizar a aproximação  e influência negativa e obsessiva que outro espírito pode exercer sobre o encarnado. Ela pode acontecer em vários graus e no transtorno bipolar, causa a impressão que o individuo está desorganizado mentalmente, o que não deixa de ser verdade. Suas emoções são desequilibradas e desconexas.

Perde-se o domínio de si mesmo, passando a agir submetido aos delírios de seus obsessores, que são espíritos doentes, encontrando brechas energéticas e  afinidades vibratórias com o obsediado, com seus pensamentos e sentimentos.

A medicação faz o papel de atenuar os sintomas, mas não resolve em definitivo a questão, porque a causa continua. A responsabilidade da cura está na autoconsciência, no aprendizado sobre si mesmo e na mudança vibracional.

O tratamento requer o acesso ao campo mental e emocional , na abstração das ideias que originam o transtorno de bipolaridade, em que se possa compreender e não mais reprimir a dualidade, que assumida nos torna Um. Como seres integrais, temos que aceitar as forças opostas que nos constituem.

Vivemos a dualidade em todas as circunstâncias e o transtorno bipolar é um exemplo do impasse que carregamos. Buscar o caminho do meio como Buda nos ensinou. Compreender o sofrimento procurando eliminar suas causas, pensando, falando e agindo corretamente. Esforçando-se, estando atento e concentrado.

A Psicoterapia Transpessoal  traz os instrumentos que conduzem o ser a reencontrar sua Alma e sua plenitudde.
Tomar posse de si mesmo é o caminho.
Namastê

ORIENTAÇÃO E TERAPIA TRANSPESSOAL COM
NADYA PRADO 
Informações, valores e agendamento envie e-mail para nadyaprado@uol.com.br

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

A Química do Sofrimento da Alma


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 Um artista pintou uma tela que traduzia o seu sofrimento. Em um arroubo de fúria ele a destruiu, mas o seu sofrimento continuou lá dentro dele, nada mudou.
Em todos os desequilíbrios psicológicos e físicos nos defrontamos com o sofrimento que está além da dor física que pode ser apalpada num exame médico.
Somos portadores dessa sensação que extrapola os cinco sentidos e que chamamos de sofrimento. Ele não é físico, mas é sentido em alguma parte de nós. O sofrimento não pode ser tocado pelas mãos, mas algumas vezes, ele vem à tona, na catarse, quando recebemos uma massagem, num abraço, num carinho.
Ele está presente em nosso ser, incomodando, roubando o nosso prazer, destruindo nossos relacionamentos, tirando nossa qualidade de vida e nosso direito a felicidade.
Nos transtornos psicológicos, o sofrimento é mais crível e no ambiente das sessões psicoterápicas, ele é o personagem principal. Falar sobre o sofrimento e tentar resolver as questões que ele acomete, faz parte do processo terapêutico.
O sofrimento é um vilão implacável e a ciência tem um entrave em relação a ele, porque em seu paradigma materialista não cabem sensações sutis ou abstratas. Ele surge somente na escuridão sutil.
Por esta dificuldade, por uma visão estreita aos limites da mecânica materialista, o ser humano é combalido pelos venenos que ele próprio fabrica, na ânsia que traz para alterar a química do sofrer.
Porém, não basta mudar a química do corpo se não compreendermos a química da alma. E como tratar a alma?
A medicação para a alma é o acolhimento, a aceitação e a transformação do sofrimento em cura. Um caminho que faz florescer a compaixão e dissolver o campo das emoções destrutivas.
Em pequenas doses de autoconsciência podemos compreender que todo sofrimento traz, no fundo, um desejo por amor, prazer, alegria, bem-estar. Essas sensações internas que, ignorantes de nós mesmos, buscamos fora de nós. Tentamos sentir sensações agradáveis em alguém, em alguma situação ou objeto de desejo. Mas, todo o bem-estar que se baseia no outro, sempre é passageiro.
Nada que venha de fora, seja o que for, seja quem for, será capaz de prover nosso mundo interior permanentemente. Porque nada temos, mais que a nós mesmos. E precisamos aprender a conviver com a nossa própria companhia.
O sofrimento é falta de autoamor. É uma casca dura e grossa que criamos no campo emocional e mental, dos pensamentos e sentimentos disfuncionais. Uma casca que ganha vida própria, porque acreditamos em sua existência.
Pensamentos e sentimentos disfuncionais sobre a vida, sobre quem somos. E geram um corpo de sofrimento, desequilibrado e constituído de medo. Ficamos envoltos por uma sombra que não permite a passagem da luz que nosso ser essencial traz.
Esse corpo de sofrimento que é sutil e tão real vai se cristalizando e atingindo o corpo físico.
É necessário regatar a alegria e o prazer pela vida, desmanchar a corpo do sofrer. Ele serve como uma defesa, um escudo protetor contra novas experiências. Ele é constituído por experiências negativas do passado que são sua matéria prima. O corpo de sofrimento impede a liberação dos hormônios da felicidade, do bem-estar.
Ele nos fala o tempo todo sobre o que é certo ou errado, sob o prisma do passado e como podemos tentar controlar o futuro. Ele produz doenças no corpo e alimenta a mente doentia.
Para tratar as doenças geradas pelo corpo de sofrimento até dissolvê-lo é necessário escapar das armadilhas da mente e nos colocar no aqui e agora.
Primeiro praticar meditação e observar o corpo do sofrer. Dissociar-se dele e acessar a luz interior que cura. Um caminho do sofrimento ao amor incondicional, do medo à compaixão, do ego ao self, do sofredor ao iluminado.
E assim guiar a reconstrução de um ego saudável que serve ao espírito como roupagem transitória para suas conquistas eternas.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Intoxicação Energética e Autodefesa - causas,sintomas, consequências, tratamento



As pessoas não fazem ideia do quanto é comum e corriqueira a troca energética, que acontece nos ambientes que frequentamos, com quem falamos e, às vezes, mesmo sem qualquer interação perceptível, bastando uma troca de olhares ou de sintonia vibratória. Comunicamo-nos com o mundo, em primeiro lugar, por meio da aura, interagindo no oceano energético no qual estamos imersos.

Estamos suscetíveis, captando e assimilando ideias, pensamentos, sentimentos que pairam na psicosfera, que é exatamente este campo energético psíquico. Cada pensamento e sentimento tem uma forma, uma cor, uma vibração que se misturam, da psicosfera individual para a coletiva. 
No planeta Terra vibramos, em maioria, ainda, na sintonia energética das expiações e provas, que comandam o fluxo de vida terreno, mais voltado ao campo das emoções animalizadas e egoístas. Portanto, nem sempre, é muito fácil nos libertarmos da psicosfera terrena, que acolhe tantos pensamentos e sentimentos de infelicidade, de sofrimento.
Quando você lembra a relação dos gases com o corpo físico, ao respirar, inspirando oxigênio e descartando o gás carbônico, você pode fazer uma associação deste processo biológico com o que acontece em nosso campo energético.

Respiramos energia, inspiramos e expiramos o prana. Também conhecido como qi ou ch’i, o prana é a energia vital que está presente na Natureza de diversas formas. Tanto quanto o oxigênio que respiramos, o prana pode estar contaminado, poluído. No ar, as partículas dos gases emanados pelos carros e outros poluentes, impactam nossa saúde física quando os inalamos e, do mesmo modo, ocorre com a assimilação do prana.
Concluímos, finalmente, que respiramos pensamentos e sentimentos e podemos nos contaminar com eles.

Alguns sintomas de intoxicação energética mais comuns são:

ü  Cansaço sem explicação aparente;
ü  Olhos pesados e dificuldade para focar imagens;
ü  Enjoo;
ü  Peso na testa e na cabeça;
ü  Sensação de torpor corporal;
ü  Peso nas pernas e nos braços;
ü  Dificuldade para pensar;
ü  Aperto no peito, angústia;
ü  Formigamentos pelo corpo;
ü  Sono inexplicável;
ü  Vontade de comer determinados alimentos.


Quando não tratamos e curamos o nosso campo áurico, das intoxicações que sofremos regularmente, visto à vulnerabilidade em que nos encontramos, chega um momento em que as doenças começam a surgir no corpo físico e os transtornos psicológicos se intensificam, tornando-se crônicos e exacerbados.

Doenças autoimunes, consideradas na medicina pela interação psicossomática, também se intensificam, mediante a psicosfera tóxica, que provoca alterações no sistema imunológico áurico.
A prevenção é a atitude mais sensata para nos mantermos energeticamente saudáveis. Além da prevenção, quando sentimos os sintomas iniciais da intoxicação energética, precisamos urgentemente começar a promover o reequilíbrio, por meio dos instrumentos e medicamentos de ação energética, capazes de higienizar e harmonizar o sistema parafisiológico que mantém o equilíbrio dinâmico de nossa aura. 

A Naturopaita e a Terapia Transpessoal servem como recursos eficientes para a cura. A visão do ser integral, como um microcosmo sob o comando de cada indivíduo, torna-nos potencialmente autocuradores.
Se você ainda não faz nenhuma prevenção ou tratamento para sua saúde energética, você pode começar agora a se cuidar. Afinal, nunca é tarde para viver com plenitude e saúde. Sim, é possível, apesar da psicosfera em que temos vivido, proporcionarmos a nós mesmos uma vida mais prazerosa e saudável. Aqui deixo para você um presente auspicioso, que irá ajudar em seu caminho de cura energética.

O PORTAL DE LUZ
Todos os dias antes de sair de casa, sente-se por alguns instantes, feche os olhos e visualize a porta principal de seu lar, por onde todos saem e entram. Você pode, se quiser, olhar antes para a porta, levando toda sua atenção à ela, e ao fechar os olhos, ela continuará em sua visão, agora no “terceiro olho”.
Neste momento, comece a visualizar, por toda volta do batente, uma linda luz violeta. Ela é tão forte que reflete sobre toda a porta e além dela. Essa luz banhará a aura de todos que por ali passarem, incluindo a sua. Ela ajudará a formar uma proteção áurica enquanto você estiver na rua e ao voltar, ela será como uma ducha que limpa as energias deletérias que, eventualmente, você tenha captado durante o dia.
Não se esqueça, tenha um compromisso com você mesmo, nesta prática. Você estará, todos os dias, plasmando um portal de luz em seu próprio lar, capaz de ajudar a limpar o seu campo áurico das intoxicações energéticas e ao mesmo tempo, evitando que seu lar também fique impregnado energeticamente.

Namastê

Para atendimento particular, informações e valores:
envie um e-mail aqui nadyaprado@uol.com.br





domingo, 28 de abril de 2019

Wu Wei, uma prática poderosa de cura!


Pode ser que você já tenha tentado muitas técnicas para trazer saúde e prosperidade para sua vida, mas se ainda não conquistou os seus ideais e a plenitude que busca, significa que tem algo que falta para o seu entendimento e transformação.

Um dos conceitos mais antigos sobre cura e fundamental no Taoísmo é o princípio da não-ação, conhecido por Wu wei. Não significa que não devemos agir e sim que a ação não deve ter intenção. Quando estamos conectados com a consciência cósmica, deixamos o território do ego e de todas suas instabilidades emocionais e mentais. Colocamos o nosso ser em comunhão com o fluxo do Tao, possibilitando a cura de nossos desequilíbrios.


Tao significa caminho e define o Taoísmo, filosofia e religião oriental que teve como precursor Lao Tzu, mestre autor do livro Tao Te Ching, há mais de 300 anos a.C.


Não temos que chegar em algum lugar e sim devemos contemplar o caminho, com plena atenção. A contemplação é um estado de êxtase com as coisas do Céu e da Terra, numa entrega confiante ao fluxo da vida.


Sinta-se como um monge de pés descalços que pisa a terra crespa que os fere, calejando a cada passo. Respire profundamente a vida e deixe que ela adentre o seu ser. Perceba a paisagem como sendo parte dela, envolva-se com ela, seja como for. Este é o caminho do buscador do Tao e do curador.


Wu wei é o estado de meditação, de plena atenção, que permite a energia fluir como as águas do rio que desaguam no mar e se fundem a ele. Estado de presença no aqui e agora que dissolve o “eu” e seus desmedidos desejos e expectativas por resultados.


O primeiro erro de quem busca a cura, seja de alguém ou sua, é o desejo por se livrar da doença, do desequilíbrio, o quanto antes. Esta é uma postura de fuga que não permite o olhar atento para o problema e a compreensão do seu significado.


Quando me perguntam, o que deve ser feito para obter a cura, eu digo que nada deve ser feito... É o nada que cura, o vazio que permite o preenchimento.


Nenhum movimento que tire você de onde está agora. Você tem apenas que vivenciar tudo que está sentindo e deixar que o ciclo se complete.


Toda a ansiedade que o pensamento gera e sua expectativa não propiciam o ambiente ideal para a cura. Algo diferente precisa ser aprendido e isto só acontecerá se você for capaz de enfrentar a dor, não se defendendo dela, mas deixando que ela passe por você, até que finalmente ela se vá, assim que você assimila o aprendizado.


Quando iniciei meus estudos sobre a filosofia oriental e o Taoísmo, o Wu wei passou a ser a  base para que eu pudesse me tornar uma terapeuta. Eu não posso fazer nada por ninguém, mas quando estou em estado de presença e comunhão com o Tao, em estado de Wu wei me torno canal de cura.


Ter a intenção gera ansiedade, a intenção é o gatilho do estado de ansiedade em si. Sempre ouvimos dizer que devemos ter a “intenção de” para que algo se inicie em nossa vida, mas é exatamente por isto que temos tantos desejos não satisfeitos.


A falta de confiança de que tudo acontece como tem que ser faz com que você lute por algo e, então, você passa a viver a energia do esforço contínuo da dificuldade. O sofrimento, a dor, o desejo...


Se você pretende curar alguma coisa em sua vida ou ser um curador, um terapeuta, precisa deixar de querer, de desejar.


Certa vez, em meus sonhos, pude avistar uma lembrança que num instante fugaz me fez retornar a uma vida passada. Nela, eu era um menino acolhido por um mestre que me amparou e me ensinou tudo o que sei hoje. Foi apenas um pequeno segundo no tempo e um momento eterno para o meu espírito, em que me vi recebendo o carinho desse mestre, que com um cobertor me protegeu do frio da noite.

Jamais esquecerei do sentimento que me tomou naquele instante que se tornou o mais importante em meu caminhar.
O significado dessa passagem é de que estou sempre amparada nas noites frias da alma e que um instante presente é eterno e que toda visão temporal é limitada.

Lembre disto, você também, não somos diferentes em nossas possibilidades. Você não está desamparado, permita-se estar em conexão com o mestre que o acompanha, com a sabedoria que o guia pela vida.


Confie um pouco mais e compreenda o aqui e agora como um portal para a sua cura, siga pelo caminho do Wu Wei.


Namastê, seja amor!

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O espírito nasce velho e morre criança...




Se você ainda não assistiu, eu recomendo que veja O Curioso Caso de Benjamin Button, conto de F. Scott Fitzgerald. Ele traz a história do personagem Benjamin, que nasce com a aparência e doenças de um velho e, com o tempo, vai rejuvenescendo, até se tornar um bebezinho.  O desenvolvimento psicológico acontece naturalmente, apesar do corpo de um velho, seu aprendizado cognitivo ocorre como em uma criança e após se tornar um adulto, ele começa a retroceder, até alcançar a pré-adolescência e adquirir os primeiros sinais de demência ou esquecimento de si mesmo.

O conto nos leva a uma série de reflexões sobre o tempo e nosso desenvolvimento psicológico e físico. Aqui proponho as observações que faço apoiadas na dimensão transpessoal, a qual me dedico.
A criança tem como característica, natural, um corpo bastante flexível e, aos poucos, atingindo a maturidade, começa a envelhecer fisicamente, perdendo sua agilidade, mais ou menos, dependendo de como ela vive. Psicologicamente o processo é parecido em alguns aspectos e diferente em outros. Sabemos que o nosso modo de pensar e agir influenciam em nossa longevidade, na saúde mental e física.

Quando o bebê nasce, ele é completamente solto de imposições do ego e com o tempo vai sendo moldado pela convivência com o meio. Esta personificação acontece segundo padrões externos que são internalizados e identificam uma pessoa, um indivíduo.

No âmbito transpessoal e da psicologia do corpo, entendemos que a mente e as emoções se corporificam e durante o processo de personificação, o adulto, quase sempre, vai ficando muito rígido, amparado por limites estreitos de seu entendimento sobre si. As couraças são criadas no decorrer de sua vivência e ele perde sua percepção de interação com o Todo e o seu imenso potencial. O Todo se refere ao conjunto das manifestações de vida do universo com a qual estamos entrelaçados.

Jung compreende que, após o amadurecimento psicológico, nos meandros do ego, iniciamos a fase da metanóia, da mudança, do clímax da dominação egoica , começamos o caminho de reencontro com o self, entendendo por self como a nossa essência não personificada.

Agora, levando em consideração que somos uma essência espiritual e já vivemos várias vidas terrenas, podemos dizer que nosso espírito velho, renasce num corpo novo. E analisando o filme por este ângulo, não parece tão insensato que um homem nascesse velho, rígido e doente, tornando-se dia a dia como uma criança saudável e flexível, sempre pronta a transformação.

O tempo, na jornada terrena, ensina que vivemos ciclos e que tudo se transforma. A ilusão de que morremos e que a velhice é o começo do fim, não condiz com nossa condição de espíritos eternos. A Natureza nos leva na velhice a admitirmos nossa pequenez diante da sua grandiosidade e a necessidade de nos curvarmos a ela.

O dia e a noite têm como glorioso ensinamento de que nada acaba e que tudo se renova. As interpretações que fazemos sobre todas as coisas, a vida, a morte, o tempo, o corpo e a mente, levam-nos para o  melhor ou o pior.

Os preconceitos arraigados sobre ser criança e ser adulto, têm nos feito infelizes, muitas vezes, ao acreditarmos que ser adulto é ser duro, rígido, sofrido e cheio de experiências dolorosas. Esta é a mensagem que tem enviado ao seu mundo interior, sua mente e seu corpo?
Reconecte-se com a sua postura de criança, que traz a mente e o corpo despertos, para a interação com algo maior, com o Todo.  

A vida terrena é uma experiência de transformação e renovação, onde deixamos para traz o homem velho, rígido e doente e assumimos a criança pronta a novos aprendizados evolutivos. Quem sabe, no conto do curioso caso de Benjamim, o mais curioso seja a nossa estreita visão sobre a vida?

Criamos a realidade a partir do que consideramos como real, em nosso infinito imaginário coletivo, que podado pela síndrome da adultice, impede-nos de sermos felizes, sendo condenados ao domínio da pouca criatividade do ser individual personificado e encouraçado.

Namastê, seja amor!
Nadya Prem

Orientação e |terapia transpesssoal
informe e valores nadyarsprado@gmail.com


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Superando o medo, a ansiedade e o pânico, na cultura do ego

O egoísmo se acoberta no guarda-chuva do medo. Além de fazer parte do espírito humano em sua condição atual, ele se sustenta em um fenômeno sociocultural, que, exacerbado, tem gerado o agravamento dos transtornos psicológicos, em geral. O medo que leva à ansiedade que desencadeia o pânico, fortalecidos pelo pensamento materialista e parcial sobre quem somos.
Achar que a razão é capaz de controlar a emoção, em parte, é um agravante. Quando a razão é apenas uma fração de conceitos e aprendizados limitados, ser racional é guiar-se pelos padrões e valores da mente identificada, egoísta e não consciente. Uma mente alienada pela prisão dos preconceitos.

Ser consciente é diferente de ser racional. A razão quer controlar segundo sua perspectiva engessada sobre a realidade. Tentar controlar é a escolha errada, porque, da tentativa frustrada do controle, os transtornos se retroalimentam, sem sair do labirinto em que se encontram. 

O medo, na dose certa, nos leva a reagir em situações adversas, tanto quanto pode nos paralisar ou nos tornar extremamente agressivos, numa overdose. Um recurso necessário para a sobrevivência das espécies, é uma reação emocional que serve ao corpo em sua trajetória terrena. O corpo se prepara para ser atacado, então, ele quer correr , atacar ou congelar. Todos os sintomas do transtorno de pânico são característicos de uma reação extrema corporal ao medo.

Quando o medo é internalizado pela mente e passa a fazer o papel de juiz, ele impede que novas vivências se realizem numa percepção mais ampla e diferente de seus aprendizados anteriores. O medo sustenta padrões negativos, repetitivos e constrói couraças psicológicas e emocionais. Na energia do medo, o foco passa a ser o destino final, num caminho de escuridão.

O medo nos conduz à busca por segurança. O presente não é acolhedor ou interessante, a prioridade é se preocupar em tentar controlar o futuro. E baseado em experiências passadas negativais impulsionadas pelo medo e pela dor, a ansiedade é gerada. Preso ao passado e ao medo da dor, tentando um futuro melhor. Mas deste modo, não há possibilidades, porque tudo está sendo tramado sob o domínio do medo.
A dor da perda, da frustração, da morte; seja de um relacionamento, de um desejo não satisfeito, de uma pessoa, de uma fase da vida, de uma situação financeira e profissional. O problema é a não aceitação das instabilidades e da finitude. E novamente voltamos ao mesmo ponto de desajuste, a cultura do ego.

O ego acredita que é alguém isolado dos outros. No ego, por exemplo, esquecermos que estamos todos no mesmo planeta e deveríamos fazer o melhor por ele e, consequentemente, por nós mesmos.
Construímos no mundo externo os nossos medos internos, literalmente. Da sensação de separação que vivenciamos em nosso psiquismo, passamos a nos expressar e nos relacionar.
Então, o medo é o impulso que é materializado na violência, nos conflitos entre nações e religiões. Nos perrengues na família, na vizinhança. Culpamos uns aos outros, julgamos e não compreendemos o que tem acontecido. 

Ele é o gatilho para os apegos e dependências emocionais. O medo é o nome do egoísmo.Não há como curar um machucado, tampando sua ferida com um pano sujo. Ao tentarmos nos enganar sobre a finitude material e a necessidade de compreendermos o significado da dor, não poderemos nos curar.
Você pode optar em continuar a tomar uma medicação para enganar a sua dor, a escolha é sua. Porém, não será o suficiente. Você precisará olhar para a ferida, entender as raízes de seu problema.
Não tenho nada contra tomar um remédio para a minha cefaleia, quando ela se torna insuportável. É um recurso do qual eu posso fazer uso em casos de crise aguda. Se for uma dor de cabeça ocasional, causada por uma virose ou uma comida estragada. É um problema esporádico. O que eu não devo fazer, é me esconder em mentiras, não é algo ocasional. Quando se diz que uma mentirinha, as vezes é necessária, ela não pode se tornar uma rotina. E uma pequena mentira pode levar a um grande e insustentável engano. Assim é o ego, um mentiroso, sempre pronto a evitar a verdade, a tomar consciência, a despertar. Ele é o único responsável pelo que temos vivido.

Olhe para tudo isto e pare de se envolver com esta loucura, isto sim é devaneio. Uma vida alienada, tentando esconder sua dor, sua ferida. Não tenha medo de ser inteiro, de entender que só morre quem vive e, portanto, é inconcebível a vida sem morte. Mas quem irá morrer é o seu ego, porque o seu verdadeiro ser é imortal, porque ele não está separado do Todo. E quando você puder compreender, então estará curado. Você não precisará viver sem seu ego, somente não deixe que ele tome lugar de destaque.

Você não tem que caber neste pequeno molde que a sociedade cunhou para você, liberte-se!
Segue abaixo uma experiência transpessoal para ajudar você em seu caminho de cura e superação do ego:

VIVÊNCIA COM O TODO, SAINDO DO EGO
  1. Sente-se confortavelmente em local de sua preferência, onde possa ficar alguns instantes contemplando uma flor, uma árvore, a natureza. Se não for possível estar junto à natureza, compre um vasinho de violetas e deixe-o, bem na sua frente, para contemplá-lo.
  2. Você tem o poder de se transferir para o pequeno vaso ou para o que estiver contemplando. Lance o seu olhar e toda sua atenção a ele.
  3. Veja a si mesmo indo em direção a plantinha.
  4. Você imagina, sente, visualiza, percebe todas as sensações daquelas pequenas violetas e capta a energia que emanam.
  5. Você consegue se sentir unido a elas, numa fusão, não há separação.
  6. Emane compaixão para todas as criaturas terrenas.
  7. Então, depois faça este exercício se sentindo Um com o planeta Terra e vibrando compaixão por todos os seres.
Namastê
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