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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Transtorno Bipolar X Influências Espirituais



É comum encontrarmos em nosso circulo social, entre amigos e familiares, pessoas diagnosticadas com Transtorno Bipolar. E quem sabe, você também já faça parte desse grupo?

A “doença” recebeu esse nome em 1980, como substituto do nome psicose maníaco-depressiva, que era considerado pesado demais para definir um desequilíbrio que não é tão terrível assim e que, com um novo rótulo, popularizou-se.

A psiquiatria o considera um transtorno de humor , que oscila entre a euforia e a depressão. Humor excessivamente animado, exaltado, eufórico, alegria exagerada, extrema irritabilidade, impaciência e inquietação, entre outros sintomas; alternados com sentimentos de melancolia, depressão, vazio, tristeza...
A pessoa apresenta modificações na forma de pensar, agir e sentir.

O transtorno está associado a áreas fundamentais para o processamento das emoções no cérebro. Mas, o que leva alguém a se desestruturar psicologicamente e agir de forma extremista,  mudando de humor constantemente e repentinamente?

A falta de resiliência, que é nossa capacidade de flexibilizar e lidar com os problemas, é um fator importante. A irritação que vem fácil ou a euforia, são causadas por certa dificuldade de adaptação às situações diversas, com tendência  ao descontrole das emoções.

A resposta emocional exagerada aos estímulos do ambiente gera os extremos. Há vulnerabilidade mental e emocional. As pessoas que sofrem do transtorno bipolar apresentam personalidade facilmente influenciável.
Este ingrediente as tornam mais permeáveis e reativas.

O corpo físico e sua neurofisiologia são o resultado da ação de uma energia contida no campo sutil que se manifesta no plano terreno. Este é o paradigma transpessoal, no qual estão incluídos os aspectos energéticos e espirituais, dos corpos abstratos mental e emocional.
Assim como um computador, uma máquina sem vida, é um hardware que depende dos softwares e das mãos humanas que o utilizam. O corpo físico é uma máquina que necessita do sopro do espírito para se manifestar.

A química corporal depende do espírito, que é o alquimista.

Somos, sim, responsáveis por nosso estado de espírito e humores! Somos espíritos atuando na matéria. E com exceção daqueles que já nascem com anomalias genéticas, como na Síndrome de Down, a ciência não tem condições, ainda, de esclarecer  qualquer transtorno psicológico, como essencialmente um problema de anatomia cerebral.

A fisiologia alterada é uma sintomatologia e não a causa de um distúrbio mental. Quando compreendemos, além da limitada ciência mecanicista materialista, podemos notar a interferência do espírito, de sua energia e sintonia vibratória em seus desequilíbrios psicológicos.

A deficiência na produção e liberação de alguns hormônios que causam a sensação de prazer e bem-estar, depende de fatores ambientais, alimentares e outros exógenos. Mas, fundamentalmente, é consequência do microcosmo interior do ser e de fatores endógenos que incluem a condição espiritual de cada um de nós.

E como espíritos, potencializamos as nossas instabilidades típicas, devido as influências que sofremos de nossa interação constante com outros espíritos e energias, visto que somos seres de energia. Estamos todos nos relacionando, tanto na esfera terrena quanto nos planos sutis, em sintonia energética. Estamos todos conectados e existe apenas uma ilusão de separatividade.

Podemos assumir várias "caras", temos vários "eus" dentro de nós e cada um deles exerce sua influência em nosso comportamento. A bipolaridade demonstra a dualidade em que nos manifestamos, entre a ansiedade e a depressão, entre o eu desperto e o eu egoísta. Precisamos encontrar o caminho do meio. Conhecer um pouco mais de nós mesmos e de nossas instabilidades, geradas pelos  "eus" que nos habitam, em diversas nuances. E nos associamos aqueles tantos eus que se assemelham conosco no macrocosmo energético.

Em alguns momentos perdemos o foco, enfraquecemos e nos tornamos joguetes das energias circundantes, provenientes de outros espíritos encarnados e desencarnados.

Ficamos abertos às interferências espirituais, dentro de um oceano energético, que nos alcança e nos atinge, em consequência de nossa vulnerabilidade. Em sintonia com outros espíritos,  somos impulsionados a agir desequilibradamente. Submissos a força que nos induz ao desregramento nas atitudes excêntricas e extremas.

A obsessão espiritual é o termo utilizado no espiritismo para caracterizar a aproximação  e influência negativa e obsessiva que outro espírito pode exercer sobre o encarnado. Ela pode acontecer em vários graus e no transtorno bipolar, causa a impressão que o individuo está desorganizado mentalmente, o que não deixa de ser verdade. Suas emoções são desequilibradas e desconexas.

Perde-se o domínio de si mesmo, passando a agir submetido aos delírios de seus obsessores, que são espíritos doentes, encontrando brechas energéticas e  afinidades vibratórias com o obsediado, com seus pensamentos e sentimentos.

A medicação faz o papel de atenuar os sintomas, mas não resolve em definitivo a questão, porque a causa continua. A responsabilidade da cura está na autoconsciência, no aprendizado sobre si mesmo e na mudança vibracional.

O tratamento requer o acesso ao campo mental e emocional , na abstração das ideias que originam o transtorno de bipolaridade, em que se possa compreender e não mais reprimir a dualidade, que assumida nos torna Um. Como seres integrais, temos que aceitar as forças opostas que nos constituem.

Vivemos a dualidade em todas as circunstâncias e o transtorno bipolar é um exemplo do impasse que carregamos. Buscar o caminho do meio como Buda nos ensinou. Compreender o sofrimento procurando eliminar suas causas, pensando, falando e agindo corretamente. Esforçando-se, estando atento e concentrado.

A Psicoterapia Transpessoal  traz os instrumentos que conduzem o ser a reencontrar sua Alma e sua plenitudde.
Tomar posse de si mesmo é o caminho.
Namastê

ORIENTAÇÃO E TERAPIA TRANSPESSOAL COM
NADYA PRADO 
Informações, valores e agendamento envie e-mail para nadyaprado@uol.com.br

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Por que a mente adoece?


As pessoas estão cada vez mais estressadas, sofrendo de transtornos psicológicos que as tornam reativas, perdendo a capacidade de percepção de si mesmas e do mundo a sua volta.

Ninguém tem mais paciência com nada, vivendo com a cabeça no dia de amanhã e nas fixações do passado. O comportamento alienado numa mente doentia, leva cada um de nós ao estado de vazio e sofrimento.

Eu já me senti assim, com tanta informação em minhas mãos e sem tempo para assimilar tudo, olhando apenas para a capa dos livros, para o título, sem conseguir parar e entrar em contato com o conteúdo.
É isto que tem ocorrido na internet, nas mídias sociais, na vida... Ninguém mais tem tempo para o conteúdo. Já ouvi muitas pessoas dizerem que compram livros mas não os leem. É assim que estamos vivendo, ou melhor, não estamos vivendo. Estamos deixando a vida passar...

Nada é experimentado verdadeiramente e por isto nos sentimos vazios. Relacionamentos fúteis na internet, sem qualidade, sem profundidade. Uma vida rasa, na qual estamos deixando o livro da nossa história em branco, quando não conseguimos sair da mente. Ficamos preocupados com o final, com os resultados e deixamos de viver o presente.

Por causa do medo do amanhã e do excesso de apego, desenvolvemos os transtornos psicológicos de toda espécie, porque estamos vivendo na mente, uma vida ilusória, irreal.
Para sair de qualquer transtorno psicológico, tem que começar a sair da mente. Parar de deixar que ela domine e enlouqueça você.

São pequenos momentos que deixamos de curtir, porque passamos a achar que quantidade é mais importante que qualidade, inventando uma vida sem aprimoramento.
Eu já vi na internet um cara que resume as histórias dos livros para quem quiser. E a vida de cada um de nós também está cada vez mais resumida a um grande nada...

Se estamos nesta jornada terrena e não por acaso, seja espiritualista ou não, o que temos a aprender é que temos que experimentar o mundo e isto tem que acontecer aqui e agora. Os relacionamentos são o nosso maior tesouro. Na vida profissional, amorosa, familiar, não importa qual setor, temos que conviver e escrever uma história, que é a nossa vida.

Como alguém pode ser pleno, ter uma vida satisfatória se está preso à mente?
Ela é reativa, é como um arquivo pronto, cheio de memórias , que utilizamos para responder aos relacionamentos.

O uso excessivo que fazemos da mente e a prioridade que damos a ela, como dominante em nosso ser, provoca os desequilíbrios mentais. Esquecemos de nos conectar com o corpo e com os nossos sentimentos.

Se você parar agora por alguns instantes e se conectar com as outras partes de seu ser, você se surpreenderá com o que irá encontrar, perceber e experimentar. Mas, provavelmente, você terá uma pequena chance de conseguir esse contato, porque sua mente não o deixa em paz.
Você precisa aprender a fazer isto, a sair do domínio da mente. Aí sim, você estará se curando e  também curando a sua mente, que está esgotada.

Eu convido você a entrar em contato com o seu ser integral. O seu corpo, seus sentimentos, suas emoções, sua energia e também a espiritualidade que vai além de qualquer cunho religioso. A espiritualidade pura, essencial.

As pessoas estão buscando resultados e tomam medicamentos que as transformam em zumbis, mortos-vivos. Elas acreditam que estão fazendo a coisa certa porque elas seguem o que a mente delas diz o tempo todo para elas: "Eu sou você, eu sei o que é bom para você..."

A mente doente pode ser curada, quando ela deixa de dominar o seu ser e passa a estar direcionada por ele.

Namastê

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Deus e o diabo , o céu e o inferno na mesma casa


Você acredita que existe céu e inferno?



Da matéria dos pensamentos e sentimentos, criamos o céu e o inferno que nos habita. Deus e o diabo, morando na mesma casa, dentro de cada um de nós. A dualidade se manifestando, ensinando aos espíritos animados sobre a Luz e as trevas, dando-lhes significado. Não há como compreender o que é a Luz se não na escuridão. 

Acende-se uma vela fraca nas trevas e ela abre caminho ao viajor cambaleante. A luz fraca é a pouca conexão que fazemos com a nossa essência. Ela está conosco, mas entupimos o nosso canal com o sofrimento em vão. 

A nega velha Naná sempre me traz a imagem de um campo vasto em que a luz da lua serve como lanterna. Se o tempo tiver nublado, ele esconde a luz do luar. Acessamos o umbral ou o paraíso, conforme escolhemos nosso modo de vida e cuidamos deste lar, chamado “eu sou”. Em nossa casa interior, que é nosso mundo de construções mentais e emocionais, aglomeramos por vidas, em cômodos, os incômodos, remorsos e outras tantas ilusões. Quartos escuros, com janelas e portas fechadas, cheios de tralhas. Parece um lugar seguro, entretanto, em muitos momentos, nada entra, nada sai... 

Não vemos o sol nem a lua, quando atormentados, dentro de tamanha escuridão. Lá encontramos nossos afetos e desafetos. A criança interior, o velho mestre sábio, alguns monstrinhos e outros arquétipos de toda espécie. Algumas pessoas estão lá dentro nos ajudando a abrir frestas de luz, pessoas que amamos e nos movem. Outras nos trazem mais desconforto. 

Às vezes, um espaço interior que mais aparenta um labirinto, no qual nos perdemos entre tantas dúvidas e discórdias internas. Não nos conhecemos. Pessoas e coisas, apegos... Desejos, expectativas e frustrações na mesma medida. Um barulho de vozes, da conversação interna que se trava entre o ser e a mente. Mas como encontrar Deus dentro de nós, em meio a tanto sofrimento? Como explicar que Ele permita esta confusão?

É preciso mudança, limpeza, esvaziamento. Só assim poderemos nos encontrar com Ele. E para tanto precisamos amadurecer e parar de achar que Ele deve dar conta de tudo. Como pedir para que nos afaste de todo o mal, quando somos nós próprios que absorvemos a maldade no coração, toda vez que julgamos o próximo e a nós mesmos? Pedir para que seja expulso o diabo que se alimenta das nossas emoções? 

Primeiro é necessário compreender que cabe a nós a limpeza da casa que o espírito habita. Parar de alimentar e dar guarida a quem não queremos lá dentro. A cada revolta, crise de raiva, tristeza por não aceitação da vida e das bênçãos que se fazem presentes em tudo, alimentamos a desordem e mais difícil fica encontramos o céu. 

O medo é o maior inimigo que nos busca dentro de casa. Ele nos prende, não deixa que o coração se abra para o amor. O diabo se faz forte pelas vias do ego. Achar que somos vítimas e que não temos total responsabilidade sobre o nosso bem-estar é uma ilusão. As nossas emoções constroem o Umbral que estamos vivendo, o sofrimento acarretado pelo apego. O egoísmo é a presença escura, é o nome do medo. 

Passamos por situações difíceis em que temos que escolher como nos sentir diante delas. As doenças, os desencontros, os problemas que nos ensinam como mudar a rota, conhecendo melhor o território que nos leva para uma consciência mais desperta. 

Não podemos mais continuar alimentando o egoísmo. Não devemos permitir que as ervas daninhas se espalhem e deixem obscura a presença da Luz. Vamos buscar o céu que há dentro de nós. Permitir o esvaziamento, deixando ir tudo que está lá dentro amontoado. Pessoas, acontecimentos, mágoas, ilusões... Apegos e emoções distorcidas, pensamentos egoístas. 

Buscar o céu de estrelas e lua e o dia de sol. Leve a vela acesa que Deus dá a todos, para que possamos enxergar os quartos bagunçados que acumulamos em nossa casa interior. Deus está aí dentro, sempre pronto a acolher, deixe que Sua presença se faça em seu ser. O diabo apenas representa a ilusão que deixamos entrar como uma ventania, um furacão ou tempestade que quer derrubar a paz interna.

Preste atenção, observe -se , entre em contato com o seu mundo interno, veja o que tem desenhado. Plasmamos as nossas escolhas e elas nada mais são que as emoções que deixamos crescer em nós. O espírito está aqui na Terra para aprender a utilizar os seus dons. Criando o bem ou o mal, cocriando a vida. 

Respire, inspirando profundamente, deixe a vida e ar renovado adentrar o seu ser e depois expire espalhando o prana e jogando fora o que não serva mais. Limpe sua casa interior.  

O céu e o inferno estão no mesmo lugar, a grande diferença entre eles é que o inferno é provisório e o céu é eterno e nenhuma treva pode se manifestar numa casa iluminada.

Namastê

domingo, 11 de junho de 2017

PSICOTERAPIA DO AUTOAMOR


Quando não aceitamos as nossas fragilidades, somos dominados pelo ego. Ele se torna o nosso obsessor contumaz e não nos permite que vejamos além do orgulho obsessivo. (Nadya Prado)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Mediunidade Reflexo X Transtornos Psicológicos

                               
...As criaturas denominadas ecos do mundo são aquelas que estão na Terra à mercê de tudo o que as rodeia. Estão envolvidas, inconscientemente, por coisas, pessoas, situações e fatos, como folhas perdidas ao vento na imensidão de uma planície. Elas desconhecem as raízes de suas reações emocionais e ignoram as energias que chegam em seu campo sensório...
A Imensidáo dos Sentidos – Francisco do Espírito Santo ditado por Hammed


A mediunidade tem como característica básica a sensibilidade aguçada para captar energias circundantes das dimensões sutis, sejam de espíritos encarnados ou desencarnados, de ambientes e de objetos.
O médium é um canalizador e, como tal, pode recepcionar as mais diversas emoções e diferentes pensamentos, plasmados no oceano energético que compõe o mundo sutil. Lembrando, todos somos médiuns em variados graus.
O espírito encarnado recebe as emanações fluídicas dos planos energético e astral, por meio de seus chacras, vórtices psicoenergéticos que constituem a parafisiologia do ser multidimensional.
Os transtornos psicológicos têm uma relação íntima com a desarmonia mediúnica, quando avaliados sob a ótica transpessoal.
A conexão entre as dimensóes segue a lei da sintonia.  Pessoas que vivem somente no ego têm uma tendência a desajustes psíquicos e emocionais, devido ao seu comportamento adverso à comunhão com a espiritualidade e com a natureza.
Na Medicina Tradicional Chinesa aprendemos que o homem deve procurar estar em harmonia com as energias telúricas e celestiais para que haja equilíbrio e saúde integral. O ch’i (energia) flui de forma correta e equilibrada quando admitimos a nossa interação com o Todo e praticamos o Tao.
O espírito que não reconhece a interação constante entre todas as coisas, em suas relações com a vida e com os outros, provavelmente está com seu campo aberto a todo tipo de energia. Está descuidado e de portas abertas, porque não compreende que não é uma ilha, como alguns acreditam.
A separatividade que o ego impõe provoca a deficiência dos sistemas físico e energético, altera o metabolismo, sua imunidade, entre outras consequências, pois o sistema endócrino está associado aos plexos nervosos e chacras. O espírito recebe as emanações sutis por meio dos chacras e o corpo físico se ressente das energias deletérias.
No campo psíquico, o individualismo exacerbado, transforma a mediunidade num campo aberto  e sem  dono às energias circundantes, em especial, as mais densas que, com maior facilidade adentram seu psiquismo. O médium passa a compartilhar de pensamentos e emoções alheias e doentias que, aos poucos, tomam conta de sua aparelhagem mental e mediúnica. Seu comportamento passa a ser dominado por um emaranhado de estímulos que parecem enlouquecê-lo, pois  desconhece seu potencial mediúnico e não tem como tomar posse de si mesmo.
São interferências que o espírito encarnado sofre por não estar consciente de sua mediunidade e que minam sua capacidade de autocontrole.
A inter-relação entre médium e psiquismo, tem via de mão dupla, visto que a predisposição psíquica para o desequilíbrio irá determinar o grau de desordem mediúnica. Em vidas passadas encontramos as causas da predisposição citada.
Espíritos que há milênios vivem, vida após vida, no egoísmo, nos vícios, na ilusão da matéria, desprezando as oportunidade das reencarnações, trazem o corpo emocional e mental desarmonizados. Acumula em seu perispírito energias deletérias que são expurgadas em sua vida atual, como uma benção. O espírito é incentivado a mudar seu padrão vibratório para  restaurar sua aura “doente”.
Essa condição eu denominei de Mediunidade Reflexo. Sem autoridade sobre si mesmo, o médium se torna reflexo de todas as energias que incorpora e que lhe causam os transtornos psicológicos de todas as espécies.
Incorporar a si mesmo o libertará da Mediunidade Reflexo. O médium, por meio da autoconsciência, adquirirá os recursos necessários para sair dessa situação de desequilíbrio.
Sabemos que há uma infinidade de graus mediúnicos que diferem conforme a evolução do espírito e seu estado vibratório.
Um médium  ostensivo e de prova, ou seja, com mediunidade de alto grau, devido a má conduta de vidas anteriores e que tem uma aparelhagem física e parafisiológica diferenciada da grande maioria, está muito mais submetido as influências energéticas. Nesse caso, defrontamos com uma enormidade de pessoas diagnosticadas com transtornos psicológicos agravados pela falta de entendimento da verdadeira causa, que está muito mais atrelada a sua multidimensionalidade desajustada.

Todos estamos submetidos à lei de causa e efeito e, não há como se apaziguar com o Todo, sem que se apazigue consigo mesmo.

O processo de cura  do ser integral, realiza-se por uma vivência consciente. A autoconsciência implica em reconhecer nosso estado de espírito atual, com sinceridade, sem esconder as imperfeições ou sombras que ainda nos movem, mesmo que secretamente. É um caminho de autoconhecimento, pelo qual admitimos nossa dualidade.

Assumir humildemente nossa condição de meros aprendizes, sem pretensão nenhuma... Viver aqui e agora, simplesmente, totalmente, profundamente...
No presente descobrimos a nós mesmos e a nossa mediunidade se aflora como lótus do pântano.

Quando o homem assumir sua essência espiritual e sua conexão com a natureza, poderá despertar para a visão transpessoal. Sentir-se uma ilha, provém do fato de que sua visão é limitada. Expandir a consciência é o mesmo que olhar para o nosso planeta lá de longe, de uma nave estelar. Então o homem verá que a ilha faz parte de um Todo.

Seja Amor!


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Dúvidas - Ego X Observador



Em quais ocasiões de sua vida você realmente teve certeza de qual era a melhor escolha a ser feita?
Quantas vezes você titubeou antes de escolher e, depois de ter escolhido, arrependeu-se ou foi tomado pela angústia e insegurança?
No momento de decidir sobre algo importante e que poderá alterar o rumo de nossas vidas, a dúvida pode nos trazer a reflexão necessária para escolhermos com maior assertividade.

Mas, em que nos basearmos nesse instante de questionamento? Em quais parâmetros nos guiarmos para escolher o melhor caminho? O que considerar, em quais valores nos apoiarmos como indicadores?
Entre algumas escolhas mais difíceis estão as que se referem aos relacionamentos amorosos e profissão. Uma crise na relação conjugal pode nos colocar em grande dúvida. Pensar e repensar se vale a pena continuar a relação, se estamos nos desgastando à toa, se ainda queremos estar ao lado desse alguém. Uma escolha profissional também pode ser bastante difícil e gerar dúvidas.

Mudança de moradia, de cidade, a compra de um carro novo e até escolhas simples, como uma roupa para usar, podem também provocar dúvidas e um grande conflito interior.

Quais as causas de tamanha insegurança e de tantas dúvidas em nossas vidas?
Nem sempre sabemos o que realmente queremos. Normalmente valorizamos o que não temos, porque fantasiamos e criamos expectativas, que muitas vezes se tornam uma realidade frustrante quando conquistamos. Então, criamos novos desejos e o ciclo recomeça. Nunca há a realização plena porque escolhemos a partir do ego.
Em regra, movidos pelo medo e pela necessidade de controle da vida e de todas as situações, lutamos por ter o domínio sobre o outro e os acontecimentos.  
Temos que aceitar a vida como se mostra e as pessoas como são, sem a ilusão de que poderemos mudá-los, cientes que os problemas não surgem no outro ou nos acontecimentos, mas em como reagimos a eles, como nos sentimos nessa interação com o próximo e com o mundo.
Guiados pela autoimagem como se fosse nosso verdadeiro eu, ficamos desconectados de nosso ser. O ego é apenas um aglomerado de rótulos que adquirimos sobre nós mesmos e que tentamos sustentar como nossa identidade, mesmo que isso nos cause imenso sofrimento.
Quando eu era mais jovem, o domínio que o ego exercia sobre mim, muitas vezes me fez de tola.

Sabe, quando você veste uma roupa que lhe incomoda, um sapato que lhe aperta, mas, mesmo assim continua usando, para manter a sua imagem perante o outro?
Você vai para uma festa e tem que estar vestido de acordo com a comemoração. Uma grande encenação, um teatro com coreografia, cenografia e fantasias...
Viver no  ego é assim! Uma novela mexicana ou uma comédia romântica.

As dúvidas em excesso e a dificuldade em escolher podem indicar que nos conhecemos muito pouco. Não sabemos quem somos, o que estamos fazendo aqui. Por isso, nossa vida pode se tornar uma bagunça, cheia de conflitos. Ela refletirá nossa confusão interior.

Como decidir sem se arrepender? Como saber se escolheu o que era melhor?
A responsabilidade por nossa vida e escolhas é nossa e de mais ninguém. Nunca parta do principio de que a escolha se fundamenta no outro. Não somos vítimas, nem o outro é culpado por nossos sentimentos e nossas dúvidas.
O nosso mundo interior nos pertence e precisamos estar no domínio.
Então, ninguém poderá escolher por nós. Isso acontece muito em terapia quando o cliente acredita que o terapeuta lhe mostrará qual o caminho a percorrer e lhe dirá o que fazer e quais as melhores escolhas. Alguns buscadores  esperam que os guias espirituais lhes respondam com quem devem se relacionar, qual trabalho devem seguir. Querem previsões de seu futuro, confissões sobre fidelidade do cônjuge, cura instantânea e por aí vai...

Nenhum terapeuta sério e muito menos um benfeitor espiritual de elevada condição evolutiva cometerão tais enganos.
Expor seus questionamentos e dúvidas para alguém é muito saudável e pode ajudar bastante, desde que não caia em mãos de "conselheiros do ego", os "amigos da onça".
Faz-se necessário entender o Livre-Arbítrio. Estamos vivendo segundo nossas crenças, nossos gostos, nossas tendências e de acordo com uma programação espiritual que nos conduz. Precisamos crescer e resgatar dívidas do passado. Somos chamados a trabalhar nossa reforma íntima e, somente pela prática diária da vida e das escolhas, poderemos aprender.

Precisamos nos conhecer para sabermos o que é melhor para nós. Conhece-te a ti mesmo e sua vida se transformará.
Temos varias vozes dentro de nós que nos falam o tempo todo e nos confundem em sentimentos conflitantes.

Qual voz ouvir?

Aprender a acalmar a mente é a primeira condição essencial, que nos proporcionará a paz necessária para irmos à profundidade de nosso ser, para escutar os nossos sentimentos profundos, escutar a nossa alma.

Parar de racionalizar, medir, comparar e querer controlar. Deixar de lado as imposições do ego. Essa identidade falsa  que não nos ajudará na escolha, porque suas escolhas se baseiam apenas em suas reações emocionais e sua visão distorcida. O ego não reflete o que realmente somos e queremos.

Todo conflito interior e toda dúvida são o resultado do quero, mas não quero.

O ego quer, mas o eu verdadeiro não quer, ou vice-versa. Então quem vencerá essa disputa?
Se o ego vencer você sairá perdedor. Haverá frustração e sofrimento com uma sensação de autossabotagem
O ego pouco se importa com o sua essência e impede que se vivencie o Dharma. Segundo as filosofias orientais, o Dharma representa a verdade, a ordem natural de todo o Universo, como se o rio fosse o Universo e seu fluxo fosse o Dharma.

Portanto, para aprender a escolher, basta se entregar à vida e ao fluxo natural que nos leva pelo caminho correto.
Praticar o eu observador, que não julga, não deseja, não anseia. Apenas vivencia confiante o presente,   contemplando o aqui e o agora em silêncio.

Através da prática da meditação toda verdade será mostrada e o que era dúvida se tornará certeza.
Não há bom ou mal caminho, boas ou más escolhas, há apenas o caminho que agrega  os dois opostos, unidos no Tao.

Liberte-se de todo o conflito da dualidade e ouça o seu coração. A essência se manifesta no chacra Anahata, no centro de nosso ser, entre o céu e a terra, o alto e o baixo. Visualize a energia da luz rosa em seu centro Anahata e deixe que ele vibre a luz que iluminará a sua vida.

Namastê!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Será que sou Médium?


A mediunidade está presente em todas as pessoas. Certamente a grande maioria não sabe que é médium e também nem imagina como perceber os sentidos que lhe são sutis.

Presas à matéria e aos cinco sentidos, as pessoas vivem de maneira automática e se entregam à cultura de uma sociedade consumista e ansiosa. Submetidos à ilusão dos pensamentos e desejos que geram o afastamento do momento presente e de si mesmo.

Toda nova perspectiva exige uma libertação do ser e tem como premissa o não julgamento e a quebra de preconceitos.

Muitos não compreendem a mediunidade como algo natural, inerente ao ser.

Para sentir o dom mediúnico é necessário a mudança de paradigmas e o abandono de crenças limitantes, que por si só, anulam quaisquer possibilidades de novos conhecimentos e práticas.

Para a prática mediúnica, o primeiro passo é o aquietamento da mente inferior, para que venham à tona outras sensações e sentidos.

Abrir os canais mediúnicos requer disposição, boa vontade, estudo e acima de tudo transformação interior.

As pessoas estão envolvidas, em grande parte, por um véu energético que impede o processo de integração mediúnica.

É fundamental o questionamento, não do novo e do que vai além de nossas limitações, mas o questionamento de nós mesmos, de nossos valores.

Teimar em não aceitar o que nos fere os antigos padrões que até então sustentaram nossa personalidade, é uma defesa primária do corpo emocional. É uma barreira inicial a ser transposta em qualquer processo de mudança e aprendizado.

Apenas acreditar não basta para acessar os sentidos sutis.

Você pode dizer que acredita ser médium, mas para sentir seu dom você terá que percorrer o caminho que lhe levará às outras dimensões.

Ir de encontro à espiritualidade é como alçar voo para a liberdade.

O autoconhecimento é a chave mestra do entendimento mediúnico.

Saber distinguir qual o pensamento que é próprio de sua mente e qual o pensamento que lhe é sugerido por outros seres; perceber as sensações de seu corpo energético e físico; sentir a energia que emana ao seu redor.

A mediunidade traz até hoje, entre muitos céticos, o estigma de ser chamada de bruxaria, no sentido pejorativo da palavra.

O médium ostensivo, que possui mediunidade em alto grau, é visto com desconfiança.

Como no período em que viveu o espírito de Joana DArc, grande médium morta e queimada na fogueira, sob acusação de bruxaria; ainda trazemos o fantasma da época da Inquisição em nossas entranhas espirituais.

Resquícios da Igreja Católica que impedem a libertação das crenças sobre o bem e o mal, castigo e redenção.

O espiritismo que muito contribuiu para extirpar os preconceitos e a ignorância espiritual, também traz em seus bastidores, a desvalorização da mediunidade, caindo nas rédeas do preconceito.

Tratando o médium ostensivo como um pecador a pagar seus castigos através da tarefa mediúnica, a doutrina tende a perdê-los, cada vez mais.

A mediunidade precisa ser encarada não apenas no contexto religioso. Não deixando de lado a importância do desenvolvimento mediúnico pautado na renovação interior, tem que se ir mais adiante.

Mediunidade ou bruxaria, como queiram, é um dom divino que trazemos para a vida terrena e que nos conecta ao mundo de onde partimos e para onde retornaremos com a morte física.

Conhecer a si mesmo e viver plenamente através da transformação alquímica que ocorre a cada reencarnação é o nosso propósito de vida.


Através do entendimento mediúnico se trilha o caminho rumo ao conhecimento integral do ser que interage, quase sempre inconsciente, em tantas dimensões além da matéria.

Namastê

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ESQUIZOFRENIA


Podemos comparar a mente humana ao universo. Ela é tão pouco explorada pelo homem quanto o universo também.

Se entendermos o ser humano como um microcosmo, podemos perceber o pouco que conhecemos de nós mesmos.

A medicina é muito útil para tratar o corpo físico, mas pouco sabe das coisas imponderáveis e impalpáveis.

Quais são os limites que separam a sanidade mental da loucura?

Como tratar das coisas da mente com remédios da matéria?

O corpo físico é apenas o conjunto resultante do confronto entre mente e coração.

A mente carrega a potencialidade de conquistar e transpor todas as fronteiras, como uma nave espacial dirigida pelo coração.

De onde vêm os pensamentos, as ideias, as crenças?

Vem dos olhos, dos ouvidos, do tato, do cheiro, do gosto ou das interpretações das sensações, dos sentimentos, das vivências e relacionamentos?

Quem é responsável pela liberação de endorfinas e outros hormônios que controlam os humores?

Por que o doce que adoça a vida de um, não faz falta à vida de outro?

Ouvir vozes, ver pessoas que outros não veem, sentir-se desconectado da Terra é loucura ou é expansão da consciência?

Ultrapassar limites é loucura?

Imaginação que vai além da normalidade é dom artístico ou é esquizofrênico?

 

 

Qual a diferença entre esquizofrenia e mediunidade?

 

Axé meus filhos!

Axé a todos vocês!

Axé pra que tudo e todos sejam felizes!

Mis fio, tudo pode se chama de preconceito...

Todos nóis pode sofre preconceito...

Tudo que se faz diferente e sai das cercas dos currais é considerado errado e tem que ser mutilado.

Esse é o mundo que vocês vivem.

É meus filhos, o preconceito é filho do orgulho e da falta de aceitação.

É difícil pros filhos aceitarem que não são tão bons assim como querem ser.

É difícil compreender que os que pensam diferente podem ser melhores.

Mas vamos entender o que se passa com esses irmãozinhos que por um infortúnio de suas condutas hoje sofrem por se dizerem esquizofrênicos.

Na maioria dos casos, esses filhos foram num passado anterior pessoas sem escrúpulos e se venderam por dinheiro. Eles maltrataram outros filhos e foram de um egoísmo tão exacerbado que só viam a si mesmos.

Então fizeram inimizade com muitos que foram prejudicados por eles, e hoje sofrem as consequências de seus atos.

Os filhos, hoje, são assediados por aqueles que não perdoaram seus erros e que querem se vingar do passado que sofreram. Então eles estão tão grudados uns nos outros que esse filho não sabe mais quem é. Ele ouve os seus inimigos ele os sente, ele vê. Se não for a um centro espírita e não fizer um tratamento sério, isso só vai piorar. E têm também os filhos que são médiuns de prova e que têm que desenvolver sua mediunidade para trabalhar, eles também podem ser taxados de esquizofrênicos.

Filhos, o preconceito é egoísmo, é achar que só você tá certo e que todos os outros que são diferentes são porcaria. O preconceito é sinal de escuridão espiritual.

Abram seus corações sempre, acolham as diferenças, enxerguem além das vistas. Ouçam além das orelhas, sintam além das mãos.

O verdadeiro cristão não persegue a ninguém, não julga, não faz justiça.  

Mas se ainda tiverem dúvida e perguntarem se esses problemas não podem ser genéticos e de origem física, nós responderemos prontamente:

- Entendam de uma vez por todas que qualquer problema físico tem sua origem no confronto de mente e coração.

A mente é a razão e o coração é a consciência.

O Homem é um espírito encarnado que está dando seus primeiros passos rumo ao entendimento de que a matéria é apenas o envoltório que lhe serve ao aprimoramento e crescimento que representa a união de mente e coração.

Naná, Shan e Nadya Prem